NoA vai lançar disco de estreia “Evidentualmente”

O grupo NoA, trio formado por Nuno Costa na guitarra, Óscar Marcelino da Graça nos teclados e André Sousa Machado na bateria, vai lançar o seu disco de estreia. O álbum Evidentualmente será lançado a 25 de Março, editado em vinil e nas plataformas digitais. Aqui fica a apresentação do trio e a sua agenda de concertos.

“O trio explora diferentes dimensões e ambientes musicais, privilegiando sempre a interacção. Com o jazz e a música improvisada como pano de fundo, o seu repertório inclui temas originais e arranjos de canções do universo musical popular nacional e internacional. Fruto da sua experiência e cumplicidade, são ainda comuns nos concertos, momentos de improvisação livre onde é evidenciada a partilha e um dialecto comum entre os músicos. Com uma sonoridade elegante, personalidade musical bem vincada  e melodias bem delineadas, este projecto procura assim estabelecer uma estética de fusão entre a contemporaneidade da música cosmopolita e a tradição da música improvisada com origem no jazz.”

25 de Março: Fundação José Saramago, Lisboa
27 de Março: Jazz na Ordem, Porto
28 de Março: Porta-Jazz, Porto
30 de Maio: Casa da Cultura de Setúbal
9 a 11 de Julho: Hot Clube de Portugal, Lisboa

Solilóquios regressa em dose tripla

Depois de uma longa pausa, o ciclo Solilóquios está de volta, agora com três concertos a solo, em três fins de semana seguidos, para assinalar três anos de actividade. No dia 19 de Janeiro actua o contrabaixista norte-americano Larry Grenadier; segue-se baterista português Jorge Queijo no dia 26 de Janeiro; e a 1 de Fevereiro actua o trompetista norueguês Arve Henriksen. Os concertos têm lugar na Rua das Carmelitas 100, no Porto (junto aos Clérigos). Os bilhetes para os concertos de Larry Grenadier e Arve Henriksen custam 15 euros, os bilhetes para Jorge Queijo custam 10€.

Mano a Mano ao vivo no CCB

O projeto Mano a Mano, dos irmãos guitarristas André e Bruno Santos, vai apresentar-se ao vivo no Centro Cultural de Belém no dia 25 de Janeiro. A dupla leva na bagagem o disco Vol. 3, editado no ano passado, e juntará em palco músicos convidados: a cantora Rita Redshoes e ensemble de cordofones madeirenses composto por Roberto Moritz, Graciano Caldeira e Gustavo Paixão. O concerto terá lugar no Pequeno Auditório do CCB e os bilhetes estão à venda no CCB e Ticketline.

TextuAlive: diálogo improvisado entre música e palavras

Vai nascer um projecto musical original, um grupo que junta a improvisação livre com a escrita de texto em tempo real. O trio TextuAlive reúne Hernâni Faustino (contrabaixo), Miguel Mira (violoncelo) e Margarida Azevedo (texto). Margarida Azevedo é autora do site Dizsonâncias; Hernâni Faustino integra os grupos RED Trio, Staub Quartet, Volúpias, Nau Quartet, Hamar Trio e Uivo Zebra, entre outros; e Miguel Mira colabora nos projectos Rodrigo Amado Motion Trio, Staub Quartet, Toscano/Pinheiro/Mira/Ferrandini, Variable Geometry Orchestra, Mitzlaff/Mira, IKB, entre outros. O trio irá trabalhar numa residência artística promovida pelo OSSO Associação Cultural, de 23 a 25 Janeiro, e irá apresentar-se ao vivo no dia 25 de Janeiro, às 17h30, no Open Day OSSO em São Gregório, Caldas da Rainha.

O novo projecto apresenta-se: “TextuAlive nasceu da vontade de transpor para performance ao vivo a rubrica “Quem escreve um solo acrescenta-lhe um conto” do projeto (Diz)Sonâncias. Foi uma gravidez longa e desejada. Um parto longo mas sem dor. Sem pedido de epidural e sentido ao segundo com momentos de respiração profunda e uma força tão necessária ao nascimento de qualquer projeto. O trio, composto por Hernâni Faustino (que tão bem sente e dá vida ao contrabaixo), Miguel Mira (que traz com ele o violoncelo e deixa no ressoar das cordas tanto por contar) e Margarida Azevedo (que dedilha teclados que projetam palavras numa tela). O desafio foi lançado por ela. A vontade de tornar o (Diz)Sonâncias a verdadeira sinergia entre sons e palavras fez com que mergulhasse de cabeça num poço sem fundo de possibilidades e esforços conjuntos. O primeiro conto nasceu exatamente de um solo do Hernâni e foi nesse momento que percebeu que escrever num trio em plena improvisação era o próximo passo. Um trabalho de improvisação pura. Em que o público irá viajar entre sons e letras. Textualizar no improviso. Improvisar sons, palavras, rumos e histórias. Se há momento em que o coração vai estar nos dedos de nós os três, esse momento será o da exata partilha com o público. O resultado? Fica a promessa de originalidade, criatividade e acima de tudo uma viagem que não terá como início “Era uma vez…”.”

10º Festival Porta-Jazz: primeiras confirmações


[Fotografia: Vera Marmelo]

Vem aí a 10ª edição do Festival Porta-Jazz, que se realiza nos dias 7, 8 e 9 de Fevereiro. Acabam de ser anunciadas as primeiras confirmações do programa: Peter Evans com a Orquestra Jazz de Matosinhos, Impermanence de Susana Santos Silva, HVIT e Pulse!. O festival portuense vai ter como palcos seis espaços do Rivoli: Grande Auditório, Pequeno Auditório, Sub Palco, Palco GA, Foyer e Café-Rivoli. A programação completa será anunciada em breve.

Aqui fica o texto de apresentação do festival: “Promovido pela Associação Porta-Jazz, que ao longo de 10 anos tem primado por uma programação possante e ininterrupta, este Festival é o reflexo de um movimento maior que é esta plataforma de incentivo à criação e divulgação do Jazz. Realizando mais de 100 concertos por ano, dentro e fora de portas, a Associação Porta-Jazz é ainda responsável pela edição de mais de 50 discos, mas também por tornar sustentável uma comunidade artística, alimentando a cultura da cidade e do país. Referência internacional reconhecida pela qualidade dos projectos que apoia, é um ponto de passagem obrigatório para músicos de renome internacional e referência criativa para muitas instituições, um local de convergência da comunidade nacional e internacional crucial na definição do que é o jazz hoje em Portugal. Há 10 anos a democratizar o acesso ao Jazz criando novos públicos e massa critica, o Festival Porta-Jazz proporciona parcerias e intercâmbios entre músicos portugueses e músicos internacionais originando momentos inéditos.”

Daniel Bernardes apresenta a sua liturgia dos pássaros

Pianista e compositor, Daniel Bernardes acaba de editar o disco Liturgy of the Birds. Neste seu segundo disco na condição de líder Bernades conta com a companhia de António Augusto Aguiar no contrabaixo e o Mário Costa na bateria, além do apoio do Drumming GP. Publicado pela editora Clean Feed, este álbum apresenta uma música original que se inspira e homenageia Olivier Messiaen e que será apresentada ao vivo no dia 23 de Janeiro no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Numa pequena conversa, Daniel Bernardes apresenta a sua liturgia dos pássaros.  Continue reading “Daniel Bernardes apresenta a sua liturgia dos pássaros”

El Intruso: 12th Annual Critics Poll

Fui convidado a participar na votação anual do site El Intruso, que reúne as escolhas de mais de 50 críticos de jazz e música improvisada de diversos países.  Estas foram as minhas escolhas:

Músico: Nubya Garcia
Músico Revelación: Gabriel Ferrandini
Grupo: Nérija
Grupo Revelación: Gabriel Ferrandini’s Volúpias
Álbum: Nérija – Blume (Domino)
Compositor: Avram Fefer
Batería: Gabriel Ferrandini
Contrabajo: Carlos Bica
Guitarra: José Dias
Piano: Eve Risser
Saxo Tenor: Rodrigo Amado
Saxo Alto: Ricardo Toscano
Trompeta / Corneta: Jaimie Branch
Sello Discográfico: Clean Feed Records

Votações completas no site El Intruso:
elintruso.com/2020/01/06/encuesta-2019-periodistas-internacionales/

A incerteza do trio certo apresenta-se

À partida o nome é curioso: A incerteza do trio certo. Este trio junta o guitarrista AP (António Pedro Neves), com o contrabaixista Diogo Dinis e o baterista Miguel Sampaio. O trio editou o seu disco de estreia através do Carimbo Porta-Jazz e vai apresentar-se ao vivo em Coimbra, no Salão Brazil, no dia 25 de Janeiro. Numa pequena entrevista, A incerteza do trio certo, pela voz de AP, apresenta-se.

Como surgiu este trio? Porquê a escolha destes músicos?
Este trio surgiu como resultado da minha vontade de explorar a composição e a improvisação neste formato. É uma formação que sempre gostei e que me permitiu olhar a composição e a improvisação de uma perspetiva diferente. O facto de a guitarra ser o instrumento “solista” a maior parte das vezes nesta formação foi também um desafio para mim como improvisador. Escolhi o Miguel e o Diogo porque ao longo das sessões que fomos fazendo percebemos que gostávamos de tocar os três. Eles identificaram-se com os temas e contribuíram de forma decisiva para a composição e concepção deles.

Porque escolheram este nome, A incerteza do trio certo?
Escolhemos o nome porque partimos sem grandes expectativas, sem grandes certezas do que ia acontecer, sem pretensões. Sabíamos que gostávamos de tocar os três e queríamos experimentar coisas… nada muito certo com certeza. Continue reading “A incerteza do trio certo apresenta-se”