Fred Frith no Salão Brazil

O Salão Brazil, de Coimbra, acabou de revelar a programação para o primeiro trimestre de 2018. O espaço da baixa coimbrã vai receber vinte concertos nos primeiros três meses do ano e o destaque obrigatório vai para o concerto do guitarrista Fred Frith no dia 17 de Fevereiro (data única em Portugal). O programa inclui actuações de KABAS (4 Janeiro), Ricardo Formoso Quarteto (26 Janeiro), Alexandre Coelho Quarteto (17 Março) e Insalata Statica (de Giovanni Di Domenico, 2 Fevereiro). Além do jazz, a programação inclui concertos de Six Organs of Admittance, Mdou Moctar e Boogarins, entre outros.

Janeiro no Hot Clube

Drew Gress

O Hot Clube de Portugal já apresentou a programação para o mês de Janeiro de 2018. Pela Praça da Alegria vão passar vários projectos internacionais: Randy Ingram & Drew Gress, Dan Hewson Trio, Trio Initiatives (Jean-Christophe Cholet, Gildas Boclé e Quentin Cholet) e um novo projecto de Demian Cabaud com músicos estrangeiros; actuam ainda vários projectos portugueses: Septeto do Hot Clube, André Rosinha, Laurent Filipe, NOA, Maria João, TubaBones e um concerto solidário para a Associação Terra dos Sonhos. As jam sessions – sempre às terças-feiras, com entrada livre – são organizadas pelo saxofonista César Cardoso.

Programa completo [PDF]

Público: O melhor jazz do ano

1 Vijay Iyer – “Far From Over” (ECM)
2 James Blood Ulmer & The Thing – “Baby Talk” (Trost)
3 João Barradas – “Directions” (Inner Circle)
4 Kamasi Washington – “Harmony of Difference” (Young Turks)
5 Cortex – “Avant-Garde Party Music” (Clean Feed)
6 Ambrose Akinmusire – “A Rift in Decorum” (Blue Note)
7 João Paulo Esteves da Silva Trio – “Brightbird” (Arjuna)
8 Matt Mitchell – “A Pouting Grimace” (Pi)
9 Eve Risser & Kaja Draksler – “To Pianos” (Clean Feed)
10 Pedro Melo Alves – “Omniae Ensemble” (Nischo)

Artigo completo no site Público / Ípsilon:
https://www.publico.pt/2017/12/22/culturaipsilon/noticia/o-melhor-do-jazz-1796743

Todos os balanços de 2017: publico.pt/balanco-2017

Solilóquios revela programação para 2018

Hamid Drake

O ciclo Solilóquios tem apresentado concertos a solo no Porto desde Fevereiro de 2017. Os concertos têm lugar no espaço Yoga sobre o Porto e ao longo deste ano realizaram-se 22 concertos, apresentado nomes internacionais como Peter Evans, Joëlle Leandre, Arild Andersen, Rob Mazurek ou Dominique Pifarély e nomes nacionais de relevo como João Guimarães, André Matos, João Barradas e Miguel Ângelo.

Para o ano de 2018 estão já confirmados vários nomes grandes ligados ao jazz e à improvisação e em Fevereiro será assinalado o 1º aniversário do Solilóquios, apresentando três concertos ao longo de três dias. Aqui fica a programação confirmada até ao momento.

27 Jan: Stephan Micus
16 Fev: Barry Guy
17 Fev: Joe Morris
18 Fev: Pedro Melo Alves
25 Mar: Theo Bleckmann
2 Abr: Hamid Drake
21 Abr:  Julius Gabriel

Disco: “I think I’m going to eat dessert” de Miguel Ângelo

Miguel Ângelo
“I think I’m going to eat dessert”
(Creative Sources, 2017)

Contrabaixista ligado à cena Porta-Jazz, Miguel Ângelo tem participado em alguns dos projectos mais interessantes do jazz nortenho contemporâneo, como o Ensemble Super Moderne, o quarteto MAP ou o Pedro Neves Trio (um dos melhores grupos do jazz nacional, que tem passado despercebido a quase toda a gente). Na qualidade de líder, Miguel Ângelo editou em 2013 o seu disco de estreia, “Branco”, e já em 2016 editou “A Vida de X”, momento de confirmação – ambos os discos gravados ao leme de um quarteto que inclui o saxofonista João Guimarães.

Agora, o contrabaixista aventura-se agora num projecto de contrabaixo solo. Se o formato solo já é arriscado para qualquer músico, mais ainda será para um instrumento com as características do contrabaixo, habitualmente remetido (e limitado) ao papel de acompanhamento rítmico. Não são muitos os casos de aventuras de contrabaixo a solo, e muito menos no panorama nacional. Recordamos os casos – já históricos – de “Solo Pictórico” de Carlos Barretto e de “Single” de Carlos Bica (edição da saudosa Bor Land). (…)

Texto completo no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/discos/3241-i-think-i%E2%80%99m-going-to-eat-dessert/

Nasceu um novo colectivo: We Have Voice

Inspirado pelo movimento #MeToo, nasceu um novo colectivo artístico com o objectivo de alertar, sensibilizar e actuar contra o assédio sexual e a discriminação. O colectivo We Have Voice reúne um conjunto mulheres artistas, onde se incluem instrumentistas, compositoras e improvisadoras como Nicole Mitchell, Okkyung Lee, Tia Fuller ou a portuguesa Sara Serpa. O colectivo lançou uma “carta aberta” que foi disponibilizada no site do colectivo – wehavevoice.org – e que pode ser assinada online.

Disco: “Eudaimonia” de Luise Volkmann & Été Large

Luise Volkmann & Été Large
“Eudaimonia”
(Nwog Records, 2017)

Eudaimonia (do grego antigo: εὐδαιμονία) é um termo grego que literalmente significa “o estado de ser habitado por um bom daemon, um bom génio”, e, em geral, é traduzido como felicidade ou bem-estar. Sobre o título do disco é isto que vem descrito na Wikipédia, por isso vamos partir do princípio de que é verdade.

A flautista, saxofonista e compositora alemã Luise Volkmann é uma artista original. Já trabalhou com gente como Mia Zabelka, Nusch Werchowska, Devin Gray ou Satoko Fujii, entre outros. Agora, com esta formação Été Large aventura-se ao leme de uma espécie de big band que trabalha uma música originalíssima, num cruzamento entre o jazz moderno e a música contemporânea. Volkmann não se fixa num ponto geográfico: nasceu em Leipzig, trabalhando com músicos de Berlim, tem ligações com a Suécia, vive em Paris. E também musicalmente atravessa fronteiras.

O disco começa por exibir a qualidade da composição e dos arranjos, de alto nível de complexidade, música que se poderia enquadrar numa certa música contemporânea. Mas à medida que a música avança os sopros começam a ganhar vida própria, seguindo direcções diferentes, provocando o caos, soando ao free jazz mais incendiário. Contudo, perto do fim regressa a ordem. (…)

Texto completo no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/discos/3240-eudaimonia/

Anouar Brahem leva “Blue Maqams” à Gulbenkian

O tunisino Anouar Brahem vai apresentar ao vivo na Gulbenkian o material do álbum “Blue Maqams“. Nesse álbum Brahem combina as tradições mediterrânicas com a linguagem do jazz, liderando um quarteto que junta o pianista inglês Django Bates e dois monstros do jazz contemporâneo: o contrabaixista Dave Holland e o baterista Jack DeJohnette. Editado pela ECM, este disco mereceu o aplauso da crítica e vem figurando em algumas listas de melhores do ano. O concerto terá lugar no dia 16 de Abril de 2018, às 21h00, e os bilhetes já estão à venda.

Novo programa sobre jazz português na Antena 1

A rádio Antena 1 vai acolher um novo programa sobre a história (e as estórias) do jazz português. Com apresentação do saxofonista Carlos Martins e do radialista António Macedo, o  programa “Sem Ensaio” vai receber vários convidados ligados ao jazz. Segundo a notícia do jornal Público, estão desde já confirmados vários convidados: João Barradas, Maria João, Ricardo Toscano, João Paulo Esteves da Silva e André Santos. O programa vai estrear a partir da meia-noite desta quinta-feira.

Culturgest anuncia primeiro trimestre de 2018

 Joana Guerra

A Culturgest acaba de apresentar a programação para o primeiro trimestre de 2018. Seguindo ainda a linha de programação de Miguel Lobo Antunes, que definiu a marca Culturgest ao longo de mais de dez anos e foi recentemente substituído por Mark Deputter, o programa continua a reflectir a diversidade das músicas contemporâneas.

Nos campos do jazz e da improvisação a Culturgest apresenta um programa rico e diverso: Huntsville (excelente trio norueguês experimental, 12 Janeiro); Ricardo Toscano Quarteto (estreia no Grande Auditório, 27 Janeiro); Home (grupo liderado por João Barradas, 2 Fevereiro); Carlos Bica / Daniel Erdmann / DJ Illvibe (novo trio em estreia nacional, 2 Março); e Hang ‘Em High (trio de Bond, Lucien Dubuis e Alfred Vogel, 17 Março).

Um dos pontos altos do primeiro trimestre é a 11ª edição do festival Rescaldo, que se realiza entre 16 e 24 de Fevereiro. O festival que promove os projectos musicais mais exploratórios vai acolher as actuações de: Maria da Rocha, Diana Combo + Rafael Toral + Pedro Centeno, Joana Guerra, Harmonies, Joana Gama, Vítor Rua & The Metaphysical Angels, Citizen:Kane & Hobo, Mmmooonnnooo + Quim Albergaria, EITR + Gabriel Ferrandini, Farwarmth e 10.000 Russos + Jonathan Uliel Saldanha.