Melhores do ano 2021

Há quinze/vinte anos, a produção discográfica nacional, nos campos do jazz e da música improvisada, totalizaria uns 20/30 discos por ano. Hoje em dia os processos de gravação e edição estão mais democratizados. Nos últimos anos os músicos portugueses têm trabalhado de forma incansável, desenvolvendo múltiplos projetos, explorando diferentes estéticas, trabalhando em diversas direções; os nomes consagrados continuam a mostrar trabalho, as novas gerações apresentam-se em busca do seu espaço. Em 2021, um ano que continuou a ser marcado pela pandemia – e ainda pelas limitações nos espetáculos de música ao vivo – a edição discográfica não parou, continuou em força. A editora Clean Feed, que já conquistou o mundo, continua a publicar de forma imparável e neste ano de 2021, celebrando 20 anos de atividade, teve especial foco na produção portuguesa; a Porta-Jazz continua consolidar o seu catálogo, com mais uma grande fornada de discos; a Robalo, a JACC e a Nischo continuaram a lançar discos importantes; duas novas editoras, a Roda Music e a Phonogram Unit, afirmaram-se com discos marcantes; e outras edições, através de outras labels e edições de autor, complementaram o ramalhete, contribuindo para as várias dezenas de discos publicados neste ano. Num país geograficamente pequeno, esta quantidade de discos editados é reflexo da criatividade que tem marcado a cena nacional. Esta lista aqui apresentada destaca apenas uma parte dos álbuns editados em Portugal, resulta de uma escolha pessoal de Nuno Catarino e tem o objetivo de refletir a diversidade e originalidade do jazz e da música improvisada nacionais. 


Susana Santos Silva & Torbjörn Zetterberg – Tomorrow (Carimbo Porta–Jazz)

Luís Vicente Trio – Chanting In The Name Of (Clean Feed)

Sara Serpa – Intimate Strangers (Biophilia)

Bernardo Moreira Sexteto – Entre Paredes (JACC)

Beatriz Nunes / Paula Sousa / André Rosinha – À Espera do Futuro (Nischo)

Rodrigo Amado This Is Our Language – Let the Free be Men (Trost)

André Carvalho – Lost In Translation (Outside In Music)

Garfo – Garfo (Clean Feed)

Coreto – A Tribo (Carimbo Porta–Jazz)

Luís Figueiredo – À Deriva (Roda Music)

Marta Warelis / Carlos Zíngaro / Helena Espvall / Marcelo dos Reis – Turquoise Dream (JACC)

Pedro Moreira – Two Maybe More (Robalo)

Rodrigo Amado Northern Liberties – We Are Electric (Not Two)

Nélson Cascais – Remembrance: The poetry of Emily Brontë (Robalo)

Afonso Pais – O que já importa (Trem Azul)

Pedro Melo Alves Omniae Large Ensemble – Lumina (Clean Feed)

Marcelo dos Reis – Glaciar (Miria)

Chão Maior – Drawing Cirles (Revolve)

Hearth – Melt (Clean Feed)

Luís Lopes – Emmentes (Shhpuma)

Vessel Trio – Responde Tu (Carimbo Porta–Jazz)

Carlos Zíngaro & Pedro Carneiro Elogio das Sombras (Clean Feed)

Paulo Santo – Águeda (Robalo)

A Favola de Medusa – Herbarium (Cidade Nua)

Nazaré da Silva – Gingko (Robalo)

Hernâni Faustino – Twelve Bass Tunes (Phonogram Unit)

Miguel Rodrigues – Empa (JACC)

João Valinho, Luís Vicente, Marcelo dos Reis e Salvoandrea LuciforaLight Machine (Multikulti)

Nuno Costa – Cenas de Uma Vida no Bosque (Ar Líquido)

Gabriel Ferrandini – Hair of the Dog (Canto)