Quinta de Santa Clara vai ter jazz

O Jazz é Fixe!

O Jardim da Quinta de Santa Clara, na Ameixoeira, Lisboa, vai ter acolher um ciclo de concertos. O ciclo Música no Jardim, um iniciativa da Junta de Freguesia de Santa Clara e da produtora Clave na Mão, apresenta concertos aos fins-de-semana, com particular ênfase no jazz. O ciclo arranca no dia 19 de Junho, com as Cantigas de Maio de Bernardo Moreira (19h). No dia seguinte, domingo dia 20, actua a Mimo’s Dixie Band (17h, concerto para famílias). Seguem-se actuações de Segue-me à Capela (17 Julho, 19h) e Cristina Branco & João Paulo Esteves da Silva (31 Julho, 19h). Para o público mais jovem estão previstos os espectáculos O Jazz é Fixe! (18 Julho, 17h) e Até Cantar dá Trabalho (1 Agosto, 17h). A entrada é livre, mediante reserva de bilhetes através do e-mail geral@jf-santaclara.pt. 

Jazz em Agosto regressa à Gulbenkian

Alexander von Schlippenbach, Han Bennink e Peter Brötzmann

Depois da interrupção do ano passado, causada pela pandemia, neste ano de 2021 o Jazz em Agosto vai regressar à Fundação Calouste Gulbenkian. O festival lisboeta decorre de 29 de Julho a 8 de Agosto, com concertos distribuídos ao longo dos dois fins-de-semana, de quinta-feira até domingo. A programação da edição deste ano volta a juntar velhos mestres e novos valores, sem descurar a muito activa cena nacional do jazz e da música improvisada. O festival abre com o encontro de três históricos da improvisação europeia: Peter Brötzmann, Alexander von Schlippenbach e Han Bennink (o design gráfico do cartaz do festival é da responsabilidade do próprio Brötzmann). Seguem-se actuações de The End (quinteto que inclui Mats Gustaffson), Ignaz Schick & Oliver Steidle, Fire! (novamente com Gustaffson), Hedvig Mollestad, Katharina Ernst e Roots Magic. A representação nacional deste ano é ampla e faz-se com Luís Vicente (a solo, evocar o disco Maré), Ikizukuri (trio de Julius Gabriel, Gonçalo Almeida e Gustavo Costa, com a convidada Susana Santos Silva), João Pedro Brandão (a apresentar Trama no Navio), Pedro Moreira Sax Ensemble (com o álbum Two Maybe More na bagagem), Anthropic Neglect (quarteto de José Lencastre, Jorge Nuno, Felipe Zenícola e João Valinho), João Lobo (em trio, com Simorgh) e Gabriel Ferrandini (na primeira apresentação ao vivo do seu novo disco, a solo, Hair of the Dog). Devido às obras de renovação no jardim e no Centro de Arte Moderna, todos os concertos realizam-se dentro de portas, entre o Grande Auditório e o Auditório 2. Aqui fica o programa completo da 37.ª edição do festival Jazz em Agosto.  

29 Jul, 21h | Grande Auditório
Brötzmann / Schlippenbach / Bennink

30 Jul, 18h | Auditório 2
Luís Vicente

30 Jul, 21h | Grande Auditório
The End

31 Jul, 18h | Auditório 2
Ignaz Schick & Oliver Steidle

31 Jul, 21h | Grande Auditório
Ikizukuri c/ Susana Santos Silva

1 Ago, 18h | Auditório 2
João Pedro Brandão

1 Ago, 21h | Grande Auditório
Fire!

5 Ago, 21h | Grande Auditório
Pedro Moreira Sax Ensemble

6 Ago, 18h | Auditório 2
Gabriel Ferrandini

6 Ago, 21h | Grande Auditório
Hedvig Mollestad

7 Ago, 18h | Auditório 2
Katharina Ernst

7 Ago, 21h | Grande Auditório
Anthropic Neglect

8 Ago, 18h | Auditório 2
João Lobo  

8 Ago, 21h | Grande Auditório
Roots Magic

Coimbra acolhe Festival das Artes QuebraJazz

Kurt Rosenwinkel e Orquestra Jazz de Matosinhos

A cidade de Coimbra vai acolher, entre 19 e 27 de Julho, o Festival das Artes QuebraJazz. O anfiteatro ao ar livre Colina de Camões, na Quinta das Lágrimas será o principal palco do festival, que apresenta concertos entre a música clássica e o jazz. Na programação destacam-se: o guitarrista Kurt Rosenwinkel com a Orquestra Jazz de Matosinhos (a apresentar ao vivo o disco Our Secret World, de 2010), o trio de Paulo Bandeira com Cristina Branco (a apresentar a obra Momentos), o CMS Trio (de Javier Colina, Marc Miralta e Perico Sambeat) e o LAN Trio (de Mário Laginha, Julian Argüeles e Helge Andreas Norbakken). O programa completo está disponível online.

Já arrancou a celebração do cinquentenário de Sassetti

A Casa Bernardo Sassetti assinala o cinquentenário do nascimento de Bernardo Sassetti durante este mês de Junho, com um programa que inclui concertos, lançamentos de discos e de livros. A celebração arrancou no dia 4 de Junho, com o lançamento do álbum Maria do Mar, gravação de um espectáculo com música de Sassetti e narração de Beatriz Batarda. No dia 12 o São Luiz acolhe o filme-concerto Maria do Mar, com o filme de Leitão de Barros acompanhado pela música composta por Sassetti, aqui interpretada pela Orquestra Sinfonietta de Lisboa com direção de Vasco Pearce de Azevedo. No dia seguinte, 13 de Junho, Salvador Sobral interpreta composições de Sassetti, um espectáculo que também terá lugar no São Luiz. Já no Hot Clube, no dia 24, os músicos do trio de Sassetti (Carlos Barretto e Alexandre Frazão) irão interpretar a sua música, acompanhados por João Paulo Esteves da Silva. E o programa fecha, no dia 26 de Junho, com o lançamento do Songbook — Vol. IV, mais um volume que reúne partituras de composições originais de Sassetti, no Centro de Artes de Belgais – momento assinalado com os pianistas Maria João Pires, Mário Laginha, Pedro Burmester, João Paulo Esteves da Silva, Filipe Melo, Daniel Bernardes, João Pedro Coelho e Luis Figueiredo.

Minta & The Brook Trout apresentam novo disco

Fotografia: Vera Marmelo

A banda Minta & The Brook Trout editou em meados de Abril um novo disco de originais, Demolition Derby. Neste novo álbum, o grupo de Francisca Cortesão, Mariana Ricardo, Margarida Campelo e Tomás Sousa revela mais um belíssimo conjunto de canções onde a melancolia indie-pop alcança o seu ponto de rebuçado. O novo trabalho será apresentado ao vivo no Porto (11 de Julho, no CCOP) e em Lisboa (13, no Maria Matos).

Ao vivo: Joana Guerra @ Culturgest

Em Abril de 2011 ficámos a conhecer Joana Guerra: “Heartcrash”, voz e violoncelo num elevador antigo, um vídeo d’A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria. Dez anos depois, a 8 de Junho, vemos a mesma Joana Guerra a apresentar a sua música original ao Grande Auditório da Culturgest, uma das salas de espectáculos mais emblemáticas da capital. Ao longo destes dez anos a violoncelista, cantora, compositora e improvisadora veio construindo uma carreira sólida, aberta a parcerias e colaborações que contribuíram decisivamente para o seu enriquecimento musical.

Em 2013 Joana Guerra inaugurou a sua discografia com o disco Gralha, trabalho a solo onde tocava violoncelo e cantava, além da assinar a autoria de todas as composições. Seguiu-se Cavalos Vapor, em 2016, outro trabalho quase solo (participações pontuais de Gil Dionísio e Alix Sarrouy). Pelo meio explorou a improvisação livre, com o trio Bande à Part, com Carlos Godinho (percussão) e Ricardo Ribeiro (clarinetes), que editou o disco Caixa-Prego (2014). E em duo com Gil Dionísio (violino) publicou o disco Alarming Kids (2019). Em 2017 participou numa residência artística dirigida pela contrabaixista Joelle Léndre, figura gigante da música improvisada europeia, acompanhada por mais quatro instrumentistas portuguesas (Susana Santos Silva, Maria do Mar, Maria Radich e Angelica Salvi). Daqui resultou o surgimento, em 2019, do sexteto Lantana, um grupo exclusivamente feminino dedicado à improvisação – além de Guerra, estão aqui Maria do Mar, Maria Radich, Helena Espvall, Anna Piosik e Carla Santana. 

No fim de 2020 chegou Chão Vermelho, um trabalho maturado, onde a voz e violoncelo de Guerra se fazem acompanhar por parceiros de outros projectos: Maria do Mar (das Lantana, no violino) e Carlos Godinho (dos Bande à Part, na percussão e objectos). Foi o material deste álbum que foi apresentado ao vivo no palco da Culturgest: ao centro, o violoncelo de Guerra desenha o eixo das canções, no pizzicato ou no arco; o violino de Maria do Mar sublinha os motivos do violoncelo; e a percussão de Carlos Godinho funciona como contraponto, subtil mas subversiva, provocante. Violoncelo, violino e percussão constroem atmosferas melancólicas, sobre as quais a voz (que canta, alternadamente, em português, inglês e francês) acrescenta substância.

Nos diálogos entre os instrumentos há insinuação e confronto, a música vive em estado de tensão. A música ganha formas diversas, alternando momentos de religiosidade, raiva animal, dor, sacrifício, celebração ou transe. Sempre surpreendente, Joana Guerra vem desenvolvendo um percurso rico e diversificado, onde não abdica de trabalhar a exploração criativa das formas musicais, desde aquele início com “Heartcrash” até à actual dolência de Chão Vermelho. Na noite desta terça-feira a Culturgest assistiu à consagração o seu talento.

Jazz im Goethe-Garten está de volta

O festival JiGG – Jazz im Goethe-Garten está de volta. O festival de jazz europeu promovido pelo Goethe-Institut irá apresentar um total de cinco concertos entre os dias 7 e 16 de julho. Com programação de Rui Neves, o festival vai apresentar: Paisiel (Julius Gabriel & João Pais Filipe, dia 7); Woody Black 4 (dia 8); Weird Box (dia 14); Schnellertollermeier (dia 15); e Carlos Bica com Daniel Erdmann e DJ IllVibe (dia 16). Os concertos decorrem sempre às 19h00, no Jardim do Goethe-Institut, em Lisboa.

MIA regressa à Atouguia da Baleia


Rodrigo Amado [Fotografia: Vera Marmelo]

A música ao vivo está de regresso e vem aí mais uma edição do MIA – Encontro de Música Improvisada de Atouguia da Baleia. De 18 a 20 de Junho a Atouguia da Baleia acolhe concertos, workshops, jam sessions, uma conferência (por Rui Eduardo Paes) e um filme (Caos e Afinidade, documentário de Pedro Gonçalves), reunindo a nata da improvisação nacional e alguns convidados internacionais. Aqui fica o programa completo.


18 Junho | Sexta-feira

15h00 | Auditório da Sociedade Filarmónica
“Joker” – Workshop com Nuno Rebelo

18h00 | Auditório da Sociedade Filarmónica
Jam-session / Apresentação dos participantes do workshop

21h30 | Igreja S. José
João Pedro Viegas – clarinete baixo, PT
Miguel Falcão – contrabaixo, PT
Alvaro Rosso – contrabaixo, UY
François Mellan – tuba, FR


19 Junho | Sábado

15h00 | Auditório da Sociedade Filarmónica
5TO1
Maria Radich – voz, PT
Maria do Mar – violino, PT
Fernando Simões – trombone, PT
Paulo Pimentel – piano, PT
Mário Rua – bateria, PT

16h00 | Auditório da Sociedade Filarmónica
Elisabetta Lanfredini – voz, IT
Niels Mestre – guitarra, FR
Manuel Guimarães – piano, PT
Jonathan Aardestrup – contrabaixo, DK

17h00 | Auditório da Sociedade Filarmónica
“Caos e Afinidade” – Filme-documentário de Pedro Gonçalves

18h30 | Fonte Gótica
Voltaic Trio
Luís Guerreiro – trompete, PT
Jorge Nuno – guitarra, PT
João Valinho – bateria, PT

21h00 | Auditório da Sociedade Filarmónica
Rodrigo Amado – saxofone, PT
Hernâni Faustino – contrabaixo, PT
João Lencastre – bateria, PT


20 Junho | Domingo

11h00 | Igreja S. José
Música para crianças – Elisabetta Lanfredini, Uygur Vural

15h00 | Auditório da Sociedade Filarmónica
Ricardo Jacinto – violoncelo, PT
Nuno Torres – saxofone, PT
Nuno Morão – bateria, PT

16h00 | Auditório da Sociedade Filarmónica
Maria Dybbroe – saxofone, DK
Paulo Duarte – guitarra, PT
Joana Guerra – violoncelo, PT
Vito Basile – baixo, IT

17h00 | Auditório da Sociedade Filarmónica
“A Utopia segundo Derrida” – Conferência com Rui Eduardo Paes

18h30 | Auditório da Sociedade Filarmónica
Carlo Mascolo – trombone, IT
Uygur Vural – violoncelo, TR
Carla Santana – electrónica, PT
Carlos Canão – gongo, taças tibetanas, PT

21h00 | Auditório da Sociedade Filarmónica
Paulo Chagas – flauta, saxofone, PT
Nuno Rebelo – guitarra, PT
Miguel Mira – violoncelo, PT
Felice Furioso – bateria, PT
Pedro Gonçalves – videoarte, PT

Paredes de Coura acolhe “Ciclo de Polinização”

André B. Silva

Paredes de Coura vai acolher um “Ciclo de Polinização”, evento que decorre ao longo de nove fins-de-semana, de Junho a Outubro, dedicados à música jazz, tradicional e clássica. O primeiro fim-de-semana do ciclo, de 11 a 13 de junho, será dedicado ao jazz, com concertos de João Martins (a apresentar Hundred Milliseconds, dia 11), André B. Silva (com The Guit Kune Do, dia 12) e Nuno Campos (TaCatarinaTen, dia 13) – todos discos do Carimbo Porta-Jazz. Neste primeiro fim-de-semana acontecerá também a oficina de jazz “Locomotiva”, assegurada pela Porta-Jazz. Este ciclo de concertos e atividades culturais é uma iniciativa do Município de Paredes de Coura, em parceria com a Associação Cultural LANDRA e a Associação Porta-Jazz. A programação desde ciclo pode ser consultada online.

VIC NIC lança novos discos

A nova editora aveirense VIC NIC, recentemente lançada, vai publicar dois novos discos. Depois de ter apresentado Zona Autónoma Improvisada de Hugo Branco e Transmissions from the Secret Cinema, Vol.1 (compilação), o projecto editorial ligado à VIC // Aveiro Arts House apresenta agora a compilação New Chronologies of Sound, uma colecção de peças sonoras baseadas em “field recordings”, tendo como eixo uma reflexão sobre a escuta e a percepção do tempo durante a pandemia. Este disco conta com a participação de músicos como Matthew Herbert, AGF ou Lawrence English e foi seleccionado para a rubrica “New & Notable” do Bandcamp, será lançado oficialmente a 9 de Julho e estará em pré-venda a partir de 12 de Junho. Seguir-se-á a edição de um disco de originais do músico argentino Santi Lesca, Mente Viviente (entre a electrónica, a world music e a música para cinema). Este disco tem lançamento marcado para 25 de Junho.