Pedro Melo Alves promove ciclo de concertos “Conundrum”

[Fotografia: Márcia Lessa]

O baterista e compositor Pedro Melo Alves vai promover um novo ciclo de concertos. O ciclo “Conundrum” vai consistir em actuações em duo de Melo Alves com músicos convidados e irá realizar-se em diferentes espaços, de norte a sul, sem periodicidade definida. A primeira actuação será no dia 22 de Dezembro, num duo com o guitarrista Pedro Branco (Zaratan, Lisboa). Seguem-se actuações com João Grilo (19 de Janeiro, local a confirmar, Lisboa); Jacqueline Kerrod (10 de Fevereiro, local a confirmar, Porto); Nuno Rebelo (23 de Fevereiro, Sonoscopia, Porto).

Segundo Melo Alves, “a ideia do ciclo é serem colaborações o mais inéditas possível, gente com quem praticamente nunca toquei. Vão ser sempre pessoas especiais escolhidas a dedo, da música experimental ao jazz”. O promotor do ciclo explica o nome: “Conundrum é um enigma particularmente ambíguo que costuma ser usado em contexto de lazer, tipo um jogo. Neste caso é o enigma que duas pessoas que nunca tocaram juntas têm de resolver ao dar por si nessa situação. E há também o detalhe drum no nome”. Os restantes concertos serão divulgados futuramente.

Jazz.pt promove Cena Jovem

[Fotografia: Vera Marmelo]

A Jazz.pt promove a nova iniciativa “Cena Jovem”, com o objectivo de apoiar a criação e edição discográfica de jovens músicos nacionais da área do jazz e das músicas improvisadas. Esta iniciativa está aberta aos músicos/compositores nascidos depois de 1 de janeiro de 1993 e as candidaturas serão avaliadas por parte de um júri de três personalidades: Rui Eduardo Paes (editor da revista jazz.pt), Pedro Guedes (ESMAE e Orquestra Jazz de Matosinhos) e Helena Genésio (directora e programadora do Teatro Municipal de Bragança). A proposta selecionada, que será divulgada em Fevereiro de 2019, terá a oportunidade de realizar uma residência artística para gravação de um disco. A “open call” abriu no dia 10 de Dezembro e as candidaturas podem ser enviadas até dia 4 de Janeiro de 2019 (via formulário online).

Formulário e informações:
https://www.jazz.pt/breves/2018/12/09/cena-jovem-jazzpt/

Não vai faltar música ao Natal da SMUP

Em Dezembro a música não pára na SMUP, que vai acolher vários concertos de música improvisada. No dia 14 a sala da Parede acolhe o espectáculo “An Ayler Xmas“, com o saxofonista americano Mars Williams. Este é um projecto onde o saxofonista junta o free jazz de Albert Ayler com músicas de Natal, actuando com diferentes músicos ao longo da sua tour – neste concerto actua num trio com Luís Lopes (guitarra) e Vasco Trilla (bateria). A SMUP acolhe ainda, no dia 19, Beat the Odds (Pascal Niggenkemper, Elisabeth Codoux, Ricardo Jacinto e Nuno Morão); e no dia 21 actuam os Ikizukuri, trio de Julius Gabriel (saxofone e electrónica), Gonçalo Almeida (baixo) e Gustavo Costa (bateria).

Nubya Garcia vai a Braga

A saxofonista Nubya Garcia, uma das grandes revelações do jazz contemporâneo, vai actuar no ciclo Julho é de Jazz, em Braga. O ciclo realiza-se entre os dias 11 e 13 de Julho de 2019, no espaço gnration, e a saxofonista é o primeiro nome confirmado do programa. Nubya Garcia, que se tem afirmado como uma das novas vozes do jazz britânico, já actuou no festival Milhões de Festa, editou no ano passado o disco “Nubya’s 5ive” e já neste ano de 2018 lançou o EP “When We Are”.

Quarteto Al-jiçç apresenta novo disco

O quarteto Al-jiçç vai apresentar um novo disco, intitulado “٤”. O grupo é constituído por Nuno Damião (guitarras e composição), Gonçalo Lopes (saxofone tenor e clarinetes), Ricardo A. Freitas (baixo) e Jorge Lopes Trigo (bateria e percussão). Este será o quarto disco da banda, reunindo temas compostos no período de 2007 a 2011, agora harmonizados, reorganizados e recontextualizados. O quarteto apresenta assim a sua música: “mantendo as melodias de inspiração sefardita como matéria prima, “٤” contém temas mais directos e enérgicos com influências várias, desde o klezmer, ao rock psicadélico, passando pelo ethio-jazz ou a música Gnawa do norte de África”. O disco estará disponível em formato digital e edição física (limitada a 50 exemplares).

Ao vivo: Peter Evans & Orquestra Jazz de Matosinhos


[Fotografia: Vera Marmelo]

O americano Peter Evans começou por se afirmar como trompetista extraordinário, músico inovador, notabilizando-se pelas suas actuações e registos a solo – como “More Is More” (2006) ou “Nature/Culture” (2009). Ficamos depois a conhecer as suas facetas de líder, compositor, arranjador, explorador e improvisador, expostas em discos como “Live in Lisbon” (Peter Evans Quartet, ao vivo no Jazz em Agosto), “Live in Coimbra” (do quinteto Mostly Other People Do The Killing, gravado no Jazz ao Centro) e “Scenes in the House of Music” (num quarteto com Evan Parker, Barry Guy e Paul Lytton, na Casa da Música). Refira-se ainda a sua colaboração com o Rodrigo Amado Motion Trio, registada em dois discos (“Live in Lisbon” e “The Freedom Principle”).

Por aqui conclui-se que a ligação do trompetista com Portugal vem de longe. E desta vez Peter Evans foi desafiado a tocar com a Orquestra Jazz de Matosinhos (OJM), numa parceria que surgiu tão inesperada quanto o resultado seria imprevisível.Dirigida por Carlos Azevedo e Pedro Guedes, a orquestra já revelou a sua excelência em colaborações com músicos como Carla Bley, Kurt Rosenwinkel, Maria Schneider, Lee Konitz e John Hollenbeck. Ao longo de duas décadas de história a OJM tem trabalhado um percurso versátil, sempre às voltas do jazz contemporâneo, mas esta parceria prometia levar os músicos a novos níveis de exploração. Depois de uma primeira actuação na Casa da Música, a 25 Novembro, a orquestra repetiu a actuação em Lisboa, na Culturgest, no dia 28.

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Disco: “Close Up” de Sara Serpa

Sara Serpa
“Close Up”
(Clean Feed, 2018)

Sara Serpa, portuguesa a residir em Nova Iorque há mais de uma década, é reconhecidamente uma das grandes vozes do jazz contemporâneo. A cantora estreou a sua discografia com o disco “Praia” (Inner Circle Music, 2008) e conseguiu afirmar-se pela qualidade vocal e pelo jeito muito próprio de cantar sem palavras. Tem estado envolvida em múltiplos projectos, onde se destaca o seu trabalho em dois duos: com o veterano pianista Ran Blake e com o guitarrista André Matos (o mais recente registo foi “All the Dreams”, em 2016). Nos últimos tempos Sara Serpa apresentou ao vivo dois novos projectos: na sequência de um convite de John Zorn, formou o projecto Recognition, com Mark Turner e Zeena Parkins, uma experiência trans-disciplinar que reflecte o colonialismo; e mais recentemente, estreou ao vivo o projecto Intimate Strangers, uma parceria com o escritor nigeriano Emmanuel Iduma. E tem ainda estado envolvida no colectivo We Have Voice, denunciando o assédio e a desigualdade de género no meio artístico. Entre os seus projectos musiciais mais recentes está também o grupo que editou este disco, um trio improvável que desafia convenções: aqui temos apenas voz, saxofone e violoncelo. (…)

Texto completo no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/discos/3360-close-up/