Sérgio Carolino: Supertuba

O virtuoso Sérgio Carolino (n. 1973, Alcobaça) não só se tem afirmado como extraordinário instrumentista, um dos mais importantes intérpretes da tuba a nível mundial, como vem desenvolvendo parcerias com músicos distintos, em áreas estilísticas afastadas, o que confirma a sua larga amplitude estética. Dos múltiplos projectos onde está envolvido, destacam-se o trio TGB (com Mário Delgado e Alexandre Frazão), o duo com o baterista Jorge Queijo (Tubab), o Tuba & Drums Double Duo (actuou no Jazz em Agosto 2016) ou o disco em duo com o acordeonista João Barradas (o excelente “Surrealistic Discussion”). Entre o final no ano passado e o início deste 2017 Carolino editou meia dúzia de discos novos que voltam a confirmar o seu ecletismo, a sua técnica extraordinária e a óptima capacidade de adaptação a diferentes contextos musicais.
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Discos de Verão: The Nada

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The Nada
“The Nada”
(Carimbo Porta-Jazz, 2017)

Os The Nada são quatro e vêm do sempre profícuo Carimbo Porta-Jazz. No saxofone está João Guimarães, músico virtuoso e versátil, líder do octeto que editou o excelente disco “Zero”, integrou os Fail Better! (no óptimo disco de estreia) e faz parte, entre outros, da Orquestra Jazz de Matosinhos, do quarteto de Miguel Ângelo e dos Hitchpop (concerto memorável no Milhões de Festa 2015). No baixo está Simon Jermyn, irlandês residente em Nova Iorque, elemento decisivo – foi aquando da sua visita a Portugal que o grupo se juntou. O grupo completa-se com a guitarra elétrica de Eurico Costa e a bateria José Marrucho – ambos com currículo vasto no catálogo Porta-Jazz. O quarteto pratica uma música aberta, um jazz eléctrico moderno com espaço amplo para a improvisação. Daí nasce uma música fresca, que combina toadas atmosféricas com fraseados claros, sempre com a eletricidade ligada. Há um desfile de ideias, energia e tensão, sem descarrilar, em equilíbrio. Da Porta-Jazz tem chegado uma torrente de música original, redefinindo e alargando o conceito do jazz contemporâneo Made In Portugal. O jazz original dos The Nada não funciona só como música para o verão, como, num mundo ideal – sem festas “sunset” nem “chillout” – seria o acompanhamento perfeito para aquele mojito na borda da piscina com o insuflável flamingo rosa em fundo.

Artigo completo no site Bodyspace.net:
http://bodyspace.net/artigos/300-discos-de-verao-2017/

O Eixo do Jazz apresenta-se

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Acaba de nascer e começou a aparecer sorrateiramente no Facebook. O Eixo do Jazz – Associação Luso-Galaica para a Promoção do Jazz promete promover a divulgação do jazz e já organizou um primeiro evento, um concerto do Quarteto Eixo do Jazz no passado dia 6 de Agosto. Representada por Amadeu A. Portilha, Suzana Costa, Cristiana Morais e Cristina Marvão, a associação apresenta-se.

O que é O Eixo do Jazz?
O Eixo do Jazz não é uma associação de músicos, é uma associação formada por várias pessoas interessadas no estilo musical, que decidiram ajudar os músicos de jazz a melhorar as condições da sua actividade profissional e consequentemente a aumentar o numero de vezes que o jazz se faz ouvir. Surgiu de várias conversas entre amigos, músicos e outras pessoas envolvidas no meio.

Quem são as pessoas/músicos envolvidas?
Há poucos músicos envolvidos para já. O grupo de trabalho neste momento é constituído por profissionais de áreas que podem ajudar os músicos, tais como advogados, produtores, gestores, consultores financeiros, directores de escolas de música, agentes, técnicos de som. Uns portugueses, outros galegos. Continue reading “O Eixo do Jazz apresenta-se”

Ao Vivo: Jazz em Agosto 2017


Life and Other Transient Storms [Fotografia: Petra Cvelbar]

O festival da Gulbenkian voltou a apresentar um cartaz ecléctico, expondo a larga amplitude estética que caracteriza o jazz do nosso tempo. Este ano confirmou-se igualmente que está encontrado o seu melhor modelo de funcionamento, depois de várias experiências diferentes:  10 dias seguidos de concertos, todos dentro da própria Fundação. Em Lisboa, em Agosto e com música que não é fácil, tem conseguido ter plateias generosas em todos os concertos, mesmo os que acontecem durante os dias úteis da semana. Agora que mais um Jazz em Agosto está cumprido, fica a noção de que os muitos lugares ocupados são o reconhecimento da coerência de uma linha de programação que continua a arriscar em música variada e sem dogmas fronteiriços.

Reportagem, escrita a meias com Gonçalo Falcão, no site Jazz.pt:
http://jazz.pt/report/2017/08/08/sem-dogmas/

Lee Konitz vai ao SeixalJazz

A edição 2017 do SeixalJazz vai realizar-se entre os dias 19 a 28 de outubro. O festival irá apresentar uma lenda histórica, o veteraníssimo Lee Konitz, jovens talentos nacionais e nomes fortes internacionais. Aqui fica o programa completo: Wolfgang Muthspiel Quintet (dia 19), Slow Is Possible (20), Michaël Attias Quartet (21), João Barradas Quinteto (26), Dominique Pifarély Quartet (27) e Lee Konitz Quartet (28). Todos os concertos terão lugar no Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal e os bilhetes estarão à venda no início de setembro.

Culturgest revela programa até final do ano

Luís Barrigas

A Culturgest acaba de apresentar a programação até ao final de 2017. Como sempre, o programa inclui muito jazz e improvisação, especialmente com os ciclos “Jazz +351” (dedicado ao jazz nacional) e “Isto é Jazz?” (dedicado a projectos situados nas margens do jazz e da improvisação), ambos programados por Pedro Costa. Do programa revelado destacam-se os seguintes espectáculos: Noberto Lobo (grande auditório, 16 Setembro); Luís Barrigas (“Jazz +351”, 22 Setembro); Kaja Draksler Octet (“Isto é Jazz?”, 29 Setembro); Oker (“Isto é Jazz?”, 3 Outubro); Beatriz Pessoa (“Jazz +351”, 17 Novembro); Seckou Keita (grande auditório, 30 Novembro); e Akosh /  Benjamin Duboc (“Isto é Jazz?”, 2 Dezembro). Todos os concertos começam às 21h30.

Porta-Jazz ao relento

The Nada [Eurico Costa, Simon Jermyn, João Guimarães e José Marrucho]

Durante o mês de Agosto a Associação Porta-Jazz promove o ciclo “Porta-Jazz ao relento”, apresentando concertos sempre aos sábados, às 22h. Os concertos têm lugar nos Jardins do Palácio de Cristal, no Porto, e levam a palco alguns dos projectos interessantes do novo jazz portuense: João Mortágua (dia 5), Mariana Vergueiro (dia 12), João Paulo Rosado (dia 19) e The Nada (dia 26). Todos os concertos têm entrada livre.

Entrevista: Pedro Lopes


Fotografia: Nuno Martins

Nada em Pedro Lopes é convencional: utiliza um instrumento atípico na música improvisada, o gira-discos, e fá-lo de forma pouco habitual, como percussão. Com os projectos OTO, Whit, Eitr e Lopness vem trabalhando alguma da música mais original e estranha que se faz neste país. Nos anos mais recentes tem actuado sobretudo a solo, veículo perfeito para a expressão da sua técnica criativa, em concertos pela Europa, no Japão e nos Estados Unidos. Espectador do Jazz em Agosto desde há muito, vai a 5 de Agosto tocar pela primeira vez no festival com Eitr, o duo que mantém com o saxofonista Pedro Sousa. Momento chave para este filho de Cascais radicado em Berlim fazer uma retrospectiva do seu percurso.

Entrevista completa no site Jazz.pt:
http://jazz.pt/entrevista/2017/07/26/o-som-do-demonio/