Ao Vivo: Jazz im Goethe Garten 2017

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Entre os dias 5 e 14 de Julho, o Goethe Institut, em Lisboa, acolheu mais uma edição do Jazz im Goethe Garten. Com programação de Rui Neves, o festival apresenta uma linha de jazz contemporâneo e música improvisada, reunindo para esta edição sete participações oriundas do mesmo número de países europeus: Alemanha, Áustria, Espanha, Itália, Suíça, Turquia e Portugal. Continue reading “Ao Vivo: Jazz im Goethe Garten 2017”

Ao Vivo: Rodrigo Amado Northern Liberties

Rodrigo Amado tem alcançado uma crescente projecção internacional com os seus diversos projectos. O grupo Northern Liberties, resultado de um desafio que lhe foi lançado por Rui Eduardo Paes, tem tudo para reforçar esse caminho. Neste novo projecto, a acompanhar o saxofone tenor de Amado, estão três músicos noruegueses: o trompetista Thomas Johansson (Cortex, Pan Scan Ensemble. All Included, Friends & Neighbors, Paal Nilssen Love’s Large Unit, Kepler), o contrabaixista Jon Rune Strøm (Universal Indians e também All Included, Friends & Neighbors e Large Unit) e o baterista Gard Nilssen (Bushman’s Revenge, Cortex, Zanussi 5, Starlite Motel, Acoustic Unity). Distinta da “working band” Motion Trio (o grupo estável do saxofonista, que está a celebrar 10 anos de actividade contínua) e dos seus outros grupos recentes – como o trio que gravou “The Attic” (com Gonçalo Almeida e Marco Franco), Wire Quartet (com Manuel Mota, Hernâni Faustino e Gabriel Ferrandini) ou o “quarteto americano” (com Joe McPhee, Kent Kessler e Chris Corsano) -, esta formação representa um novo contexto em que Amado se encontra com três músicos de “backgrounds” e linguagens distintas dos dos seus colaboradores habituais. Desta vez, em vez de improvisadores puros, juntou-se a músicos que habitualmente improvisam tendo como base alguma composição. (…)

Texto completo no site Jazz.pt:
https://www.jazz.pt/report/2017/07/21/um-exemplo-seguir/

“Lonely Woman” revisitada

Tema clássico de Ornette Coleman revisitado pela guitarra solitária de Bill Orcutt, com a essência da melodia entrelaçada com a sujidade eléctrica. Lindíssimo. Disco completo no Bandcamp.

Ao Vivo: Evan Parker / Slow Is Possible


Evan Parker

O belíssimo espaço GNRation, em Braga, vem promovendo desde há três anos um ciclo dedicado ao jazz e à música improvisada intitulado Julho é de Jazz. Nas edições anteriores passaram pelo evento nomes internacionais de referência como Peter Brötzmann e Joe Morris, além de músicos e projectos nacionais de relevo, como Rodrigo Amado, Ensemble Super Moderne, Red Trio e Hugo Carvalhais, entre outros. Para a edição deste ano foram programados quatro concertos (em duas noites), além de um “workshop”.

Na primeira noite (dia 7) apresentaram-se os portugueses Slow is Possible e o inglês Evan Parker – a solo. Os concertos, originalmente agendados para o pátio exterior, foram mudados para a Black Box devido à ameaça de chuva. A actuação dos Slow is Possible (SiP) arrancou de forma tranquila, com um “drone” arrastado, que evoluiu, lentamente, até atingir um ponto de explosão. Nesse momento o sexteto atacou com toda a força, numa massa sonora enérgica, e o público presente percebeu que não ia assistir apenas a mais um concerto de “jazzinho”. A música dos SiP é uma surpresa permanente, parte de um motivo melódico base, vai evoluindo às voltas, em repetições sedutoras, em uníssonos impecáveis, mas depois lança rasteiras, com quebras bruscas, que atrapalham o ouvinte, para depois o apanhar de volta. (…)

Após a actuação do sexteto português, seguiu-se a muito aguardada performance do veterano Evan Parker. O inglês (n. Bristol, 1944), um dos pioneiros da improvisação livre, foi a Braga para uma actuação a solo, acompanhado pelo seu saxofone soprano. Parker interpretou duas peças improvisadas, uma primeira mais curta (cerca de 15/20 minutos de duração) e outra mais longa (cerca de meia hora) que completou a intervenção. Apesar da respeitável idade (73 anos!), Evan Parker foi enérgico e pleno de intensidade. Com um sopro imparável, serviu-se da respiração circular (do princípio ao fim!), debitando notas em velocidade supersónica, fazendo os dedos passar pelas chaves vertiginosamente, o que resultou num vendaval de sons sobrepostos. (…)

Reportagem completa no site Jazz.pt
http://jazz.pt/report/2017/07/20/bitola-alta/

Jason Moran vai ao CCB

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Jason Moran [Fotografia: Shaul Schwarz]

O Centro Cultural de Belém acaba de divulgar a programação para 2017/2018. Do programa de jazz destaca-se a actuação do Jason Moran, que vai actuar no Grande Auditório a 4 de Maio de 2018 com o seu fenomenal trio The Bandwagon. O programa completa-se com nomes nacionais: Gonçalo Prazeres Quinteto (9 de Setembro 2017), João Paulo Esteves da Silva & Ricardo Toscano (4 de Outubro), Bruno Santos & André Santos “Mano a Mano” (11 de Novembro), Big Band Júnior (3 de Dezembro) e Susana Santos Silva (29 de Março de 2018).

Agosto no Hot Clube

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João Guimarães [Fotografia: Amílcar Rodrigues]

O Hot Clube de Portugal acaba de desvendar a programação para o mês de Agosto de 2017. Do programa do clube da Praça da Alegria, destacam-se os grupos de André Matos, João Paulo Esteves da Silva, Michael Lauren e o quarteto de Travis Reuter e João Guimarães (na foto). Durante o mês de Agosto as “jam sessions” (sempre às terças, entrada gratuita) são coordenadas pelo contrabaixista Romeu Tristão.

Programa completo [PDF]

“On the Edge” de Derek Bailey

Encontra-se disponível no Youtube a série de televisão “On the Edge: Improvisation in Music”. A série baseia-se no livro “Improvisation: Its Nature and Practice In Music”, escrito por Derek Bailey, um dos pioneiros da improvisação livre, e conta com narração do próprio guitarrista. Exibido no Reino Unido pelo Channel 4 no ano de 1992, o programa é constituído por quatro episódios, de cerca de 50 minutos cada. Aqui ficam a série completa.

Julho no Damas

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Rodrigo Amado [Fotografia: Vera Marmelo]

O Damas, na Graça, em Lisboa, continua a acolher muita música ao vivo e este mês de Julho não é excepção. Da programação mensal, já apresentada, há vários destaques: o Rafael Toral Space Quartet actua esta sexta-feira, dia 7; no dia 13, quinta-feira, é a vez do Rodrigo Amado Motion Trio, com os parceiros de sempre, Miguel Mira e Gabriel Ferrandini; no dia seguinte, 14 actua o trio Zarabatana, de Yaw Tembe, Bernardo Álvares Carlos Godinho, para o lançamento do seu segundo álbum; e no dia 21, sexta-feira, actua o duo The Orm, de Filipe Felizardo e Tiago Silva, que apresentam também disco novo. Como sempre, a entrada é sempre gratuita e os concertos têm início marcado para as 23h.

Notícia publicada originalmente no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/ultimas/81059-julho-no-damas/