Disco: “Mu’u” de Todd Neufeld

Todd Neufeld
“Mu’u”
(Ruweh, 2017)

O guitarrista e improvisador Todd Neufeld, oriundo de Nova Iorque, vem desenvolvendo parcerias com figuras de topo da cena jazz contemporânea e no seu CV incluem-se colaborações com gente como Lee Konitz, Masabumi Kikuchi, Gerald Cleaver, Alexandra Grimal, Dan Weiss ou Samuel Blaser, entre outros. Para este seu disco “Mu’u”, a sua estreia na condição de líder, Todd Neufeld (guitarra elétrica) conta com a companhia de Rema Hasumi na voz, Thomas Morgan no contrabaixo, Tyshawn Sorey na bateria e trombone e Billy Mintz na bateria. (…)

Texto completo no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/discos/3187-muu/

Esteves da Silva & Toscano: encontrar um caminho comum


João Paulo Esteves da Silva [Fotografia: Vitorino Coragem]

No próximo dia 4 de Outubro o Centro Cultural de Belém acolhe a actuação do duo João Paulo Esteves da Silva & Ricardo Toscano. Em antecipação a esse aguardado concerto, aqui fica um texto de antevisão que inclui declarações exclusivas do pianista.

O pianista, compositor e improvisador João Paulo Esteves da Silva é uma força viva da cena jazz portuguesa. Pianista original, Esteves da Silva combina a herança da tradição portuguesa com um virtuosismo improvisacional onde, além de exibir uma fulgurante qualidade técnica, denota um refinado sentido melódico. Após uma fase inicial na carreira em que pôs o seu talento ao serviço de outros músicos, nos últimos anos Esteves da Silva tem puxado para si mesmo os holofotes. Tem sido presença regular em múltiplos projectos na cena nacional, mas tem sido sobretudo alimentado projectos por si liderados.  Continue reading “Esteves da Silva & Toscano: encontrar um caminho comum”

Disco: “Chants and Corners” de Rob Mazurek

Rob Mazurek 
“Chants and Corners”
(Clean Feed, 2017)

O trompetista, compositor, improvisador e explorador Rob Mazurek não pára. E não é fácil seguir toda a sua actividade discográfica. Após a edição de dois discos de Pharoah & The Underground, parceria entre o seu Chicago + São Paulo Underground com o lendário saxofonista Pharoah Sanders, gravados ao vivo no Jazz em Agosto, Mazurek regressa à Clean Feed com dois discos: “Chants and Corners” (gravado ao leme de um quinteto) e “Rome” (solo gravado na cidade de Roma).

Apesar de “Chants and Corners” estar assinado apenas pelo seu nome de baptismo, o grupo é uma espécie de São Paulo Underground versão XL. Além dos habituais comparsas Maurício Takara (percussão) e Guilherme Granado (teclados, sintetizadores, electrónica), Mazurek conta aqui com a colaboração de Thomas Rohrer (saxofone soprano, flautas, outros sopros) e Philip Somervell (piano, piano preparado). (…)

Texto completo no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/discos/3186-chants-and-corners/

Aí está o Guimarães Jazz


Nels Cline

A 26ª edição do festival Guimarães Jazz realiza-se de 8 a 18 de Novembro e, como habitualmente, apresenta uma programação rica, com muitos nomes internacionais. Do cartaz fazem parte nomes grandes como Nels Cline (o guitarrista dos Wilco vai apresentar o soberbo e subvalorizado “Lovers“, um dos melhores discos de 2016), o veterano Jan Garbarek, os extraordinários Mostly Other People Do The Killing e o Andrew Cyrille Quartet (a apresentar o excelente “The Declaration of Musical Independence”), entre outros. Aqui fica o cartaz completo do festival minhoto.

8 Nov, 21h30: Nels Cline “Lovers” (com Orquestra de Guimarães)
9 Nov, 21h30: All Star Orchestra plays “Jazz – The Story”
10 Nov, 21h30: Andrew Cyrille Quartet
11 Nov, 18h30: VEIN feat. Rick Margitza
11 Nov, 21h30: Mostly Other People Do The Killing
12 Nov, 17h00: Big Band e Ensemble de Cordas ESMAE (direcção de Jeff Lederer e Mary LaRose)
12 Nov, 21h30: Projeto Guimarães Jazz / Porta-Jazz #4
16 Nov, 21h30: Jan Garbarek Group feat. Trilok Gurtu
17 Nov, 21h30: Allison Miller’s Boom Tic Boom
18 Nov, 18h30: Jeff Lederer / Joe Fiedler Quartet feat. Mary LaRose
18 Nov, 21h30: Darcy James Argue’s Secret Society

Trompetistas no Maria Matos


Peter Evans [Fotografia: Vera Marmelo]

O Teatro Maria Matos acaba de apresentar a programação para os meses de Setembro e Outubro e destacam-se desde logo dois concertos com dois trompetistas. No dia 26 de Setembro o prolífico norueguês Arve Henriksen junta-se em palco ao austríaco Fennesz (lembremos que “Endless Summer” é a banda-sonora para um versão perfeito) para uma actuação marcada pela electrónica, improvisação e experimentação. A 31 de Outubro o virtuoso Peter Evans leva ao Maria Matos o seu Ensemble com o espectáculo “Action / Metempsychosis”. O programa completo, que inclui ainda propostas diversas como um tributo a La Monte Young e as Pega Monstro (em atelier de formação musical), já está disponível no site do Maria Matos Teatro Municipal.

Disco: “Demons 1” de Alförjs

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Alförjs
“Demons 1”
(Clean Feed, 2017)

Começaram a dar que falar e rapidamente se transformaram num pequeno fenómeno de culto, sobretudo pela intensidade das suas actuações ao vivo. Os Alförjs reúnem três músicos ligados à improvisação livre e ao rock marginal e trabalham uma música que desafia rótulos, não encontra paralelo por estas bandas. Os Alförjs são o resultado do encontro de Mestre André (saxofone tenor, electrónica, percussão e voz), Bernardo Álvares (contrabaixo e voz) e Raphael Soares (bateria e percussão).

Álvares é um músico versátil que, com o seu contrabaixo ou baixo eléctrico, tem colaborado em projectos tão diversos como Zarabatana (trio com Yaw Tembe e Carlos Godinho) ou na banda de Luís Severo, também se apresentando a solo (na primeira parte de Bing & Ruth na ZDB). Mestre André, figura presente na cena improvisada lisboeta, colabora com os Jibóia e integra os Baphomet (lançaram há pouco o disco de estreia “Da rosa nada digamos por agora….”); na bateria e percussão está Raphael Soares, dos explosivos Sunflare (concertos memoráveis), que também já tocou com gente como David Maranha ou Carla Bozulich. (…)

Texto completo no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/discos/3184-demons-1/

Quem são Os Putos do Jazz?

Começou como página de Facebook, focada na divulgação de projectos jazz nacionais. Entretanto, o projecto ganhou dimensão e começou a promover as sua próprias “jazz sessions”, que têm acontecido com regularidade mensal no Club de Vila Real. Um dos mentores do projecto, Francisco Sousa, apresenta Os Putos do Jazz.

Como nasceu o projecto e quais os objectivos?
A ideia/conceito surgiu de três “putos” transmontanos/alto-durienses que partilham o gosto e a paixão pelo jazz. O objectivo é amplificar o panorama jazzístico português, dada a sua actual qualidade e quantidade (músicos, editoras, festivais, “hotspots”…).

Quem são Os Putos do Jazz?
Começamos três transmontanos/altodurienses: André Marques, 34 anos, Gestor, criador do nome do projecto e seu impulsionador inicial; Alberto João Mendonça, 31 anos, freelancer na área do audiovisual e comunicação, flautista e apaixonado pela música lusófona; e eu, Francisco Sousa, 32 anos, professor de educação musical e guitarrista/improvisador. No entanto já conseguimos “pescar” mais dois “putos” lisboetas: o João Esteves da Silva, 23 anos, frequenta o mestrado do Programa em Teoria da Literatura da Universidade de Lisboa e colabora com a jazz.pt desde o presente ano; e a Inês Cisneiros, 28 anos, advogada, tradutora e colaboradora da revista online arte-factos.netContinue reading “Quem são Os Putos do Jazz?”

Out.Fest fecha cartaz

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Sei Miguel [Fotografia: Vera Marmelo]

O OUT.FEST, Festival Internacional de Música Exploratória do Barreiro, acaba de fechar a programação para a sua 14ª edição. O festival realiza-se entre os dias 4 e 7 de Outubro em vários locais da cidade do Barreiro e vai apresentar concertos ligados ao jazz, como o trio Casa Futuro, o Quarteto de Sei Miguel e o trio de Alex Zhang Hungtai / David Maranha / Gabriel Ferrandini. Além destes, actuarão outros projectos como Black Dice, Simon Crab, Putas Bêbadas, Jejuno e DJ Nigga Fox, além das versões actuais das históricas bandas Pere Ubu (The Pere Ubu Moon Unit) e This Heat (This Is Not This Heat). O festival resulta de uma parceria entre a OUT.RA – Associação Cultural e a Filho Único e a programação completa está no site oficial: www.outfest.pt.

25 discos de jazz do Século XXI

No século XXI o jazz está bem vivo. Já não se limita a mimetizar os clássicos do bebop e do hardbop, a música jazz contemporânea tem seguido por novos caminhos, por múltiplas direcções. A fusão com outros géneros (rock, electrónica, hip-hop, etc.) tem sido uma característica do jazz actual, que se confirma como música permanentemente evolutiva, mas sempre assente na sua matriz essencial, a improvisação. Esta lista resulta de uma selecção – inevitavelmente pessoal e sempre aberta a discussão – dos discos que mais marcaram a cena jazz contemporânea nas primeiras duas décadas do início do novo século. São discos criativos, originais, pioneiros, inovadores. E todos procuram, à sua maneira, alcançar um ideal de beleza. Aqui fica uma lista de 25 discos que têm definido o jazz do Século XXI. Sempre que possível, inclui-se link para escuta online de excertos – clicar na capa do disco.

Nota: a lista não inclui portugueses, uma vez que já foi feita anteriormente uma lista dos “20 discos de jazz português do Século XXI“.  Continue reading “25 discos de jazz do Século XXI”

Entrevista: Gonçalo Prazeres


Gonçalo Prazeres [Fotografia: Catarina Hébil]

Saxofonista multifacetado, Gonçalo Prazeres estudou no Berklee College of Music (Boston) e na Escola Superior de Música de Lisboa. É um dos vértices do trio TRiSoNTe, grupo que mantém com Ricardo Barriga e Luís Candeias, que se prepara para editar um segundo disco. Estreou-se como líder e compositor com “Depois de Alguma Coisa” (2010) e recentemente editou “Snapshot” (2016), liderando um verdadeiro grupo “all star”: Albert Cirera (saxofone tenor), Nuno Costa (guitarra eléctrica), João Hasselberg (contrabaixo) e Rui Pereira (bateria). Antecipando o concerto que tem agendado para o Centro Cultural de Belém, a 9 de Setembro, Prazeres apresenta-se.

Entrevista completa no site Jazz.pt:
https://jazz.pt/entrevista/2017/08/28/bicho-de-sete-cabecas/