Ao Vivo: João Hasselberg & Pedro Branco

Pedro Branco [Fotografia: Rosa Castro ]

No final de Outubro do ano passado a dupla João Hasselberg e Pedro Branco apresentou ao mundo um belíssimo disco Dancing Our Way to Death. Nesse disco de estreia da parceria, uma edição de autor, eram apresentadas composições originais, interpretadas com elegância por dois músicos em topo de forma, apoiadas por um conjunto de convidados especiais. Poucos meses depois, é agora apresentada a sequela, From Order to Chaos, agora numa edição da reputada Clean Feed. A dupla assinalou o lançamento do novo disco com actuações na SMUP, na Parede, a 24 de Março e no Portalegre Jazzfest, no dia seguinte. O concerto na SMUP teve lugar no sótão, com os músicos colocados no centro do espaço, ficando rodeados pelo público a toda a volta. O espaço estava cheio, também com muita gente sentada no chão e outra tanta gente em pé, criando um ambiente acolhedor e intimista – também apoiado pela decoração cuidada e pela luz ténue.

Texto completo no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/ao-vivo/1758-joao-hasselberg-pedro-branco/

Disco: “Days are not days” de Paulo Chagas / Samuel Hällkvist / Stephan Sieben

Paulo Chagas / Samuel Hällkvist / Stephan Sieben
“Days are not days” 
(Creative Sources, 2016)

Paulo Chagas tem sido um incansável promotor da cena improvisada nacional, multi-instrumentista de recursos variados, impulsionador de múltiplos projectos, dinamizador da editora Zpoluras Archives e organizador do MIA – festival que tem reunido anualmente a nata da improvisação nacional na Atouguia da Baleia, sempre com sucesso crescente de ano para ano. Neste Days are not days, edição Creative Sources, Paulo Chagas (saxofone alto e flauta) tem a companhia de dois músicos nórdicos, dois guitarristas que utilizam o instrumento de forma criativa, sacando das suas guitarras sons imprevisíveis. Samuel Hällkvist vem da Suécia. Stephan Sieben vem da Dinamarca. E as guitarras de ambos entrelaçam-se. Gravado em 2014 em Peniche, o disco foi misturado e produzido por David Torn, produtor mágico, colaborador de Tim Berne, responsável por um dos grandes discos desta década, Prezens (ECM, 2007).

Texto completo no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/discos/3146-days-are-not-days/

Aí está o Jazz em Agosto 2017

O Jazz em Agosto acaba de desvendar a programação e esta 34ª edição do festival, que decorre entre os dias 28 de julho e 6 de agosto, vai apresentar um total de 14 concertos. São vários os destaques da programação do festival da Gulbenkian: o projecto Sélébéyone de Steve Lehman (fusão jazz/hip-hop, na foto), o trio Sun of Goldfinger (David Torn, Tim Berne e Ches Smith), o regresso de Peter Brötzmann (duo com Heather Leigh), o super-grupo Human Feel (Chris Speed, Kurt Rosenwinkel, Jim Black e Andrew D’Angelo) e o quarteto High Risk de Dave Douglas.  A representação  nacional estará por  conta de Susana Santos Silva (com o quinteto Life and Other Transient Storms), EITR (duo de Pedro Sousa e Pedro Lopes) e Sudo Quartet (quarteto internacional que conta com Carlos Zíngaro).

Informação completa no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/ultimas/80697-ai-esta-o-jazz-em-agosto/

Disco: “Roque”

Roque
“Roque”
(Ed. autor, 2016)

Roque é João Roque, guitarrista e compositor que com este disco homónimo se apresenta ao mundo. A acompanhar o líder guitarrista estão João Capinha (saxofone alto, saxofone soprano e clarinete baixo), Xico Santos (contrabaixo) e David Pires (bateria). O quarteto interpreta um conjunto de onze temas originais, saídos da pena de João Roque – a única excepção é uma improvisação do contrabaixista. O quarteto revela desde logo uma boa dinâmica, numa música fluída, com as composições (globalmente interessantes) a funcionarem como dínamo para a interpretação colectiva.

Texto completo no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/discos/3145-roque/

Disco: “Do You Have a Room?” de Gregor Vidic & Nicolas Field

Gregor Vidic & Nicolas Field
“Do You Have a Room?” 
(Ed. autor, 2016)

Saxofonista oriundo da Eslovénia, Gregor Vidic (n. 1984) é um saxofonista que actualmente a reside na Suíça. Com um som enérgico, o saxofonista tem distribuído os seus esforços por grupos como o quinteto Maria Libera ou a orquestra improvisadora Insub Meta Orchestra – fundada em 2010 por Cyril Bondi e d’incise. O inglês Nicolas Field (n. 1975) é um baterista já com percurso vasto. Tem colaborado com músicos como Jasper Stadhouders, Otomo Yoshihide e Akira Sakata, e vem sobretudo trabalhando música de cena (teatro e dança). Juntos, Vidic e Field têm desenvolvido um trabalho em duo, um áspero duelo de saxofone e bateria. Já atuaram ao vivo em Portugal (no Barreiro), integrando um “power-quarteto” onde se juntaram com o contrabaixista Hugo Antunes e o saxofonista catalão Albert Cirera. A dupla apresenta aqui no disco Do You Have a Room? a sua música, ao longo de quatro longos temas (média de doze minutos de duração).

Texto completo no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/discos/3143-do-you-have-a-room/

Livro: “Loft Jazz – Improvising New York in the 1970s”

O free jazz teve como principal espaço de desenvolvimento os “jazz lofts” de Nova Iorque. Com os espaços tradicionais (bares/clubes) a fecharem a programação a propostas mais exploratórias e inovadoras, começaram a surgir alternativas informais. Assim, antigos espaços industriais amplos (abandonados) em Manhattan, foram sendo transformados em áreas de criação cultural, especialmente focados no jazz criativo. No livro “Loft Jazz: Improvising New York in the 1970s”, Michael C. Heller analisa o fenómeno dos lofts, fazendo um retrato completo, combinado o contexto social e económico, além de todo o envolvimento musical. O texto do livro é desenvolvido de forma neutra, incluindo diversas perspectivas e visões, mas há uma linha que funciona de fonte principal, a perspectiva de Juma Sultan – activista e promotor de um dos lofts mais activos e representativos da cena, o Studio We.

Texto completo no site Bodypace:
http://bodyspace.net/etc/49-loft-jazz-improvising-new-york-in-the-1970s/

Disco: “Nowruz” de João Lobo

João Lobo
“Nowruz”
(Three:Four Records, 2017)

Quando João Lobo chegou, viu e rapidamente convenceu o mundo do jazz: vimo-lo a acompanhar em palco o lendário Enrico Rava; integra o grupo Matéria Prima de Carlos Bica. Mas o baterista vai também a outras músicas: faz parte do quarteto transnacional Tetterapedequ, tem colaborado regularmente com o guitarrista Norberto Lobo, recentemente homenageou Moondog numa parceria com Filipe Melo, vem participando em múltiplos projectos. E foi o director musical do filme “John From”, que estreou nas salas portuguesas no ano passado. Agora, Lobo apresenta uma proposta arriscadíssima: um solo de bateria.

Texto completo no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/discos/3141-nowruz/

Ao vivo: The Rite of Trio

O ciclo “Jazz +351”, programado por Pedro Costa (Clean Feed), tem levado à Culturgest algumas das propostas mais relevantes da actual cena jazz nacional. E estas são cada vez mais, porque todos os anos há dezenas de novos discos publicados, há centenas de músicos em actividade, há propostas mais variadas e mais criativas. A última edição do ciclo, no passado dia 2 de Março, contou com The Rite of Trio e, mais uma vez, a performance confirmou a pertinência da escolha. O trio vem do Porto e, na sequência do seu disco de estreia, editado pela imparável Carimbo Porta-Jazz, vinha gerando algum burburinho.

Reportagem completa no site Jazz.pt:
http://jazz.pt/report/2017/03/03/comprovacao-em-lisboa/

Disco/livro: “Cinza” de Carlos Santos / Nuno Moita

Carlos Santos / Nuno Moita
“Cinza” 
(Grain of Sound, 2017)

A mais recente edição da editora Grain of Sound é um objecto atípico. Não é um simples álbum, trata-se de um livro de fotografia que inclui um disco, sendo que os dois objectos se complementam para a fruição seja completa. Por um lado, o livro reúne um conjunto de fotografias da autoria de Nuno Moita, registadas entre 2009 e 2016, num total de 72 páginas. As fotografias são todas a preto e branco, com pouco contraste, sobressaindo sempre o cinzento – daí o “Cinza” do título. Cada imagem resulta de uma composição onde se juntam várias fotografias sobrepostas. O resultado não só é uma original mescla de mundos visuais, como cada imagem é intrigante, desperta a curiosidade.

Texto completo no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/discos/3121-cinza/