Disco: “Analog” de Coreto

Coreto
“Analog”
(Porta-Jazz, 2017)

“Ao quarto disco, o ensemble mais representativo da cena Porta-Jazz continua a exibir um jazz vibrante. (…)”

Texto completo publicado no suplemento Ípsilon do jornal Público de 9 de Fevereiro de 2018.

Entrevista: Maria da Rocha

Nascida em 1984, Maria da Rocha é uma violinista e violetista com sólida formação clássica. Colaborou com várias orquestras e ensembles, incluindo a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra das Beiras e a Orquestra XXI, entre várias apresentações nacionais e internacionais. Em simultâneo, tem-se aproximado das músicas exploratórias, nas áreas da electroacústica e da improvisação, e em 2015 publicou o álbum “Pink”, em duo com Maria W. Horn, editado pela Creative Sources. Agora, apresenta o disco de estreia a solo, “Beetroot and Other Stories”, editado pela Shhpuma Records, onde revela uma outra faceta, com o violino acompanhado por electrónica. Antecipando a sua actuação no Festival Rescaldo, Maria da Rocha apresenta-se. Continue reading “Entrevista: Maria da Rocha”

Lx Jazz Sessions seguem em Fevereiro


Marta Hugon

As Lx Jazz Sessions vão continuar durante o mês de Fevereiro no Rive Rouge. A programação para o mês já está fechada e apresenta quatro propostas muito diversas entre si: o Motion Trio de Rodrigo Amado (com Miguel Mira e Gabriel Ferrandini), o rapper NBC, a cantora Marta Hugon e o versátil Bruno Pernadas (que aqui apresenta o seu lado jazzístico, com disco “Worst Summer Ever”). Aqui fica a programação completa.

7 Fev: Rodrigo Amado Motion Trio
14 Fev: NBC
21 Fev: Marta Hugon
28 Fev: Bruno Pernadas

Há jazz em Seia

Entre 5 e 10 de Março realiza-se a 14ª edição do Seia Jazz and Blues. O festival vai acolher as actuações de Big Band da Escola Profissional da Serra da Estrela e José Nine (dia 8), David Regueiro Swingtet (dia 9) e The Greyhound James’ Band  e Xaral’s Dixie (10). Além destes concertos, a Big Band EPSE vai levar jazz às escolas do município de Seia nos dias 5 e 7.

Pedro Melo Alves desvenda novos projectos

O compositor e baterista  Pedro Melo Alves foi uma das grandes figuras do ano que passou, com o surpreendente disco “Omniae Ensemble“. Agora, Melo Alves desvenda os novos projectos em que está envolvido. Para breve estão prometidas duas estreias: a 18 de Fevereiro será apresentado pela primeira vez ao vivo o seu novo projecto solo de bateria e electrónica, chamado “O”, com um concerto nos Solilóquios – Porto; e o trio Symph – com José Diogo Martins e Filipe Louro – promete trabalhar exploração electroacústica, com estreia a 16 de Março no O’culto da Ajuda – Ciclo Jovens Improvisadores.

Quanto aos grupos The Rite of Trio e Omniae Ensemble está a ser desenvolvido trabalho de escrita para novos álbuns a sair este ano. Na condição de sideman, Melo Alves participa no Quinteto de Julius Gabriel (estreia-se ao vivo em Abril, no Porto) e Splatter (grupo de improvisação livre do inglês Noel Taylor, Melo Alves vai substituir o baterista habitual nos concertos em Portugal).

O compositor encontra-se a preparar vários trabalhos para teatro e dança: “Jungle Red“, coreografia de Carlota Lagido com música tocada ao vivo (estreia a 1 de Maio no Teatro Constantino Nery, Matosinhos); “A Boa Alma de Setsuan“, peça de teatro de Bertolt Brecht na Companhia de Teatro de Almada, Melo Alves será director musical e vai integrar o elenco como músico (estreia a 19 de Outubro); “Vox Nihili”, peça multidisciplinar do colectivo CAOS com a actriz Inês Garrido; e “A Canção de Amor e de Morte do Porta-Estandarte Cristóvão-Rilke”, performance em criação que cruza teatro e música, em duo com Maria Duarte.

Além de tudo isto, Melo Alves será o responsável pela programação das sextas-feiras do Banco a partir de Março. E tem um novo site, onde vai dar conta das novidades. Ufa.

Disco: “In Search of the Emerging Species” de Big Bold Back Bone

Big Bold Back Bone 
“In Search of the Emerging Species”
(Shhpuma, 2017)

O quarteto Big Bold Back Bone resulta de uma parceria luso-suíça, juntando dois músicos suíços e dois portugueses (Luís Lopes e Travassos). Os suíços Marco Von Orelli (trompete) e Sheldon Suter (bateria) consistem no duo Lost Socks, grupo que trabalha a improvisação a partir de uma matriz de origem jazzística. Do lado português, o versátil guitarrista Luís Lopes vem alimentando um percurso cada vez mais rico e, entre outros, lidera os grupos Humanization Quartet (com Rodrigo Amado), Lisboa-Berlin Trio, Afterfall, trio com Adam Lane e Igal Foni, duo com Fred Lonberg-Holm, além de um registos a solo (“Noise Solo at ZDB” e “Love Song”). E Travassos é, além de reconhecido designer (atenção ao livro “Life is a simple mess”), um criativo manipulador de electrónica analógica, num percurso musical que tem atravessado múltiplos projectos: FLU, Pinkdraft, Les Voisins, One Eye Project e Pão – com Tiago Sousa e Pedro Sousa, que terá sido um dos mais originais projectos nacionais dos últimos anos. (…)

Texto completo no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/discos/3262-in-search-of-the-emerging-species/

Galeria Monumental acolhe Small Format Materials

Luís Lopes no Small Format Materials 2017 [Fotografia: Nuno Martins]

Nos dias 15, 16 e 17 de Fevereiro a Galeria Monumental, em Lisboa, acolhe a segunda edição do ciclo Small Format Materials. O ciclo vai apresentar três concertos de música improvisada por noite, ao longo de três noites, sempre com grupos de pequeno formato – duos e trios. A Galeria Monumental fica situada no Campo Mártires da Pátria 101, em Lisboa. Aqui fica o programa completo de actuações.

15 Fev:
Miguel Mira & Marco Franco
Gianna de Toni & Biagio Verdolini
Guilherme Rodrigues, Maria da Rocha & Marc Ramirez

16 Fev:
Bruno Parrinha, Eduardo Chagas & Luís Lopes
Hernâni Faustino & José Lencastre
Ernesto Rodrigues, Nuno Torres & Albert Cirera

17 Fev:
Abdul Moimême & Alvaro Rosso
Anna Piosik, João Valinho & Bruno Gonçalves
Carlos Santos, Carla Santana & André Hencleeday

3 Discos? A escolha de Helena Espvall

A violoncelista Helena Espvall vem sedimentando um percurso musical rico e diverso, entre a folk, a música experimental e a improvisação livre. Originária da Suécia, viveu vários anos em Philadelphia e reside em Lisboa desde 2012. Integrou as bandas Espers e The Valerie Project, formou o duo Anahita com Tara Burke (AKA Fursaxa) e, entre outros, colaborou com músicos como Vashti Bunyan, Damon and Naomi, Marissa Nadler, Bert Jansch ou Charalambides. Tem também desenvolvido trabalho em nome próprio e actualmente é uma figura muito activa na cena improvisada lisboeta. Estas são as suas escolhas.

“Para mim é muito difícil escolher apenas três discos… Fico com pena de deixar de fora músicos como Arthur Russell, Kate Bush, Nelson Angelo & Joyce, Milton Nascimento, Iva Bittova, John Cale, Jordi Savall e Eric Dolphy, entre muitos outros!”

Sparks – “Kimono My House”
(Island, 1974)
“Foi o primeiro disco que comprei e ainda hoje continuo enfeitiçada por esta música! A primeira canção, “This Town Ain’t Big Enough For The Both Of Us”, deu-me cabo da cabeça quando a ouvi em miúda – era simultaneamente a música mais estranha e mais cativante que eu já tinha ouvido… Foi a minha primeira experiência de ficar completamente fascinada pela música e desde aí as coisas nunca mais foram as mesmas.”

Tom Cora – “Gumption In Limbo”
(Sound Aspects, 1991)
“O Tom Cora foi a minha primeira inspiração do violoncelo não tradicional e tenho muita pena de nunca o ter visto ao vivo.  Encontrei a sua música num momento em que estava deprimida com o facto de que nunca seria uma boa violoncelista clássica. Ele mostrou-me que existiam outros caminhos e abriu-me uma grande porta, com os seus dedos aracnídeos e  as suas linhas chamuscantes de violoncelo.”

Turid – “I Retur”
(Silence, 2004)
“É uma compilação que reúne de canções dos três discos que Turid Lundqvist, uma cantora sueca muito tímida, publicou nos anos setenta, antes de abandonar a música, desiludida pelos aspectos dogmáticos do movimento musical esquerdista da altura. Misturando o poético com o político, escrevendo sobre seres míticos das florestas encantadas e ao mesmo tempo sobre destruição ambiental, joaninhas e imperialismo, as suas canções artesanais e a sua voz prateada são dos tesouros mais ricos da Suécia.”

RED Trio no Maria Matos: Celebration Band completa

O RED Trio vai assinalar o seu 10º aniversário com um concerto no Teatro Maria Matos a 10 de Fevereiro. A lista de convidados da chamada “Celebration Band” acaba de ser fechada: juntam-se Carlos Santos, Ernesto Rodrigues, Fala Mariam, Luís Vicente, Miguel Abras, Miguel Mira, Nuno Torres, Pedro Sousa e Ricardo Jacinto. A estes músicos somam-se os nomes já confirmados anteriormente (John Butcher, Mattias Ståhl, Rodrigo Amado, Sei Miguel e David Maranha). Os convidados vão interpretar três composições, cada peça assinada por cada um dos membros do trio.

Peça de Hernâni Faustino:
Rodrigo Pinheiro
Hernâni Faustino
Gabriel Ferrandini
John Butcher
Sei Miguel
Fala Mariam
Mattias Ståhl
Ricardo Jacinto
Carlos Santos

Peça de Rodrigo Pinheiro:
Rodrigo Pinheiro
Hernâni Faustino
Gabriel Ferrandini
John Butcher
Mattias Ståhl
Nuno Torres
Ricardo Jacinto
Carlos Santos
Ernesto Rodrigues
Luís Vicente

Peça de Gabriel Ferrandini:
Rodrigo Pinheiro
Hernâni Faustino
Gabriel Ferrandini
Mattias Ståhl
Pedro Sousa
Miguel Mira
Rodrigo Amado
David Maranha
Miguel Abras

Conferência Europeia de Jazz realiza-se em Lisboa

European Jazz Conference 2017 [Fotografia: Tina Ramujkic]

A Conferência Europeia de Jazz vai realizar-se este ano em Lisboa. A conferência decorre entre os dias 13 e 16 de Setembro e será co-organizada pelo Europe Jazz Network, Associação Sons da Lusofonia e Centro Cultural de Belém. A quinta edição da European Jazz Conference vai ter como palco o CCB e vai acolher debates, workshops, visitas culturais, um concerto de gala e actuações de bandas portuguesas. Acaba de abrir o concurso para os showcases de músicos portugueses, podendo ser enviadas candidaturas até 12 de Março – mais informação aqui.