El Intruso: 10th Annual Critics Poll

Fui mais uma vez convidado a participar na votação anual do site El Intruso, que reúne as escolhas de 58 críticos de jazz e música improvisada de diversos países. Aqui estão os resultados finais:

Músico do ano: Wadada Leo Smith
Músico revelação: Jaimie Branch
Grupo do ano: Vijay Iyer Sextet
Grupo revelação: Irreversible Entanglements
Disco do ano: “Far From Over” – Vijay Iyer Sextet (ECM)

Votações completas no site El Intruso:
http://elintruso.com/2018/01/05/encuesta-2017-periodistas-internacionales/

Bodyspace: Melhores momentos do ano

Concerto do ano: a inesquecível actuação do quinteto Life and Other Transient Storms no Jazz em Agosto, projecto liderado pela trompetista Susana Santos Silva.

A estrondosa estreia de João Barradas em dose dupla: com o disco “Directions” e com o grupo Home.

A confirmação da excelente dupla João Hasselberg & Pedro Branco, com o disco “From Order to Chaos” e um concerto memorável na SMUP.

O regresso ao Angrajazz, com concertos magníficos (Jon Irabagon, Ensemble Super Moderne, Matt Wilson) e mergulhos no mar dos Açores.

A edição em vinil de “Slow” de Minta & The Brook Trout (que a cada audição se aproxima da perfeição) e o concerto de apresentação na ZDB.

Mais uma boa edição do festival JIGG, óptima improvisação nos fins de tarde de verão, especialmente o concerto do Liquid Trio de Agustí Fernandez, Albert Cirera e Ramon Prats.

Ouvir as canções imaculadas de Marisa Monte pela voz de Silva no Rio de Janeiro.

A actuação épica (já foram tantas) de Evan Parker em Braga, no GNRation.

O grande regresso de João Paulo Esteves da Silva: o excelente “Brightbird” e a estreia do duo Silent Words (com Afonso Pais), além de múltiplas colaborações.

As sessões de culto no Nimas e a oportunidade de ver o belíssimo “One from the Heart” no grande ecrã, recordando a banda-sonora perfeita de Tom Waits.

Artigo completo no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/artigos/302-os-melhores-momentos-de-2017/

Jazz.pt: Melhores de 2017

Melhores Discos Internacionais
Vijay Iyer Sextet: “Far From Over” (ECM)
The Thing & James Blood Ulmer: “Baby Talk” (Trost)
Kamasi Washington: “Harmony of Difference” (Young Turks)
Cortex: “Avant-Garde Party Music” (Clean Feed)
Ambrose Akinmusire: “A Rift in Decorum” (Blue Note)
Matt Mitchell: “A Pouting Grimace” (Pi)
Eve Risser / Kaja Draksler: “To Pianos” (Clean Feed)
Maciej Obara Quartet: “Unloved” (ECM)
Colin Stetson: “All This I Do For Glory” (52Hz)
Ralph Towner: “My Foolish Heart” (ECM)
Tyshawn Sorey: “Verisimilitude” (Pi Recordings)
Jaimie Branch: “Fly or Die” (International Anthem)
DeJohnette / Grenadier / Medeski / Scofield: “Hudson” (Motema)
Rob Mazurek: “Chants and Corners” (Clean Feed)
Charles Lloyd New Quartet: “Passin’ Thru” (Blue Note)
Aki Takase / David Murray: “Cherry Sakura” (Intakt)
Craig Taborn: “Daylight Ghosts” (ECM)
Nicole Mitchell: “Mandorla Awakening II” (FPE)
Peter Brötzmann / Heather Leigh: “Sex Tape” (Trost)
Anouar Brahem: “Blue Maqams” (ECM)  Continue reading “Jazz.pt: Melhores de 2017”

20 discos: Improvisação livre em Inglaterra 1966-1979


Derek Bailey e Evan Parker [Fotografia: Ken Pickering]

Na sequência da edição dos dois livros de Trevor Barre que documentam os primeiros anos da música improvisada inglesa [“Beyond Jazz – The Golden Age of Free Music in London 1966-1972” e “Convergences, Divergences and Affinities – The Second Wave of Free Improvisation in England 1973-1979“], aqui fica uma selecção de 20 discos que representam a cena musical nesse período. É inevitável a presença repetida dos músicos Evan Parker e Derek Bailey, figuras centrais e incontornáveis, bem como de vários discos da sua editora Incus. Continue reading “20 discos: Improvisação livre em Inglaterra 1966-1979”

25 discos de jazz do Século XXI

No século XXI o jazz está bem vivo. Já não se limita a mimetizar os clássicos do bebop e do hardbop, a música jazz contemporânea tem seguido por novos caminhos, por múltiplas direcções. A fusão com outros géneros (rock, electrónica, hip-hop, etc.) tem sido uma característica do jazz actual, que se confirma como música permanentemente evolutiva, mas sempre assente na sua matriz essencial, a improvisação. Esta lista resulta de uma selecção – inevitavelmente pessoal e sempre aberta a discussão – dos discos que mais marcaram a cena jazz contemporânea nas primeiras duas décadas do início do novo século. São discos criativos, originais, pioneiros, inovadores. E todos procuram, à sua maneira, alcançar um ideal de beleza. Aqui fica uma lista de 25 discos que têm definido o jazz do Século XXI. Sempre que possível, inclui-se link para escuta online de excertos – clicar na capa do disco.

Nota: a lista não inclui portugueses, uma vez que já foi feita anteriormente uma lista dos “20 discos de jazz português do Século XXI“.  Continue reading “25 discos de jazz do Século XXI”

20 discos de jazz português do Século XXI

Olhando em retrospectiva, percebemos que o jazz português tem vivido tempos riquíssimos nestas duas décadas do século XXI. Entre nomes consagrados e jovens revelações, são muitos os músicos que têm definido a história do jazz nacional ao longo destes últimos anos, apresentando músicas originais e inesquecíveis, e muitos deles conquistando também atenção internacional. Aqui fica uma selecção – inevitavelmente pessoal – de 20 discos que têm marcado a cena jazz portuguesa contemporânea.  LER MAIS