Uma nova forma do jazz

Bem-vindo/a a este novo site aformadojazz.com. Repesquei o nome do blog que criei em 2003 e que marcou o início do meu percurso a escrever sobre música. Apesar da manter o nome (a explicação está num texto ali ao lado), este novo site não vai ser um novo blog, o site vai sobretudo servir de depósito/arquivo dos textos dispersos que escrevo e vou continuar a publicar no Público (Ípsilon) e nos sites Jazz.pt e Bodyspace. Os temas centrais, como sempre, são o jazz, a improvisação e todas as músicas à volta. A foto do cabeçalho é o gira-discos lá de casa a tocar o álbum “Together Again” de Bill Evans & Tony Bennett. Sugestões, e comentários são bem-vindos (por aqui). Obrigado pela visita!

Festa do Jazz regressa ao São Luiz


Bruno Pernadas [Foto: Vera Marmelo]

Está a chegar mais uma edição da Festa do Jazz do São Luiz, que se realiza nos dias 7, 8 e 9 de Abril. Nesta 15ª edição o Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa, volta a reunir várias gerações do jazz nacional, apresentando propostas de diferentes linhas estéticas. O programa geral mantém o formato habitual: concertos na noite de sexta e durante as tardes e noites de sábado e domingo. Há ainda os habituais concertos das escolas no Jardim de Inverno, durante as tardes de sábado e domingo, com entrada livre. O programa cruza jovens talentos com nomes consagrados e da vasta lista de concertos destacam-se: o projecto Home (liderado pelo acordeonista virtuoso João Barradas), Bruno Pernadas (a apresentar Worst Summer Ever), Omniae Ensemble (novo projecto do baterista e compositor Pedro Melo Alves, membro do The Rite of Trio) e Pedro Neves Trio. Há também improvisação pura, representada por dois dos projectos mais representativos da cena nacional: Clocks and Clouds e Lisbon Freedom Unit – um mega-grupo que junta Rodrigo Amado, Luís Lopes, Rodrigo Pinheiro, Ricardo Jacinto, Pedro Sousa, Bruno Parrinha, Pedro Lopes, Hernâni Faustino e Gabriel Ferrandini.

Programa completo no site Bodyspace.net:
http://bodyspace.net/ultimas/80749-festa-do-jazz-regressa-ao-sao-luiz/

Ao Vivo: João Hasselberg & Pedro Branco

Pedro Branco [Fotografia: Rosa Castro ]

No final de Outubro do ano passado a dupla João Hasselberg e Pedro Branco apresentou ao mundo um belíssimo disco Dancing Our Way to Death. Nesse disco de estreia da parceria, uma edição de autor, eram apresentadas composições originais, interpretadas com elegância por dois músicos em topo de forma, apoiadas por um conjunto de convidados especiais. Poucos meses depois, é agora apresentada a sequela, From Order to Chaos, agora numa edição da reputada Clean Feed. A dupla assinalou o lançamento do novo disco com actuações na SMUP, na Parede, a 24 de Março e no Portalegre Jazzfest, no dia seguinte. O concerto na SMUP teve lugar no sótão, com os músicos colocados no centro do espaço, ficando rodeados pelo público a toda a volta. O espaço estava cheio, também com muita gente sentada no chão e outra tanta gente em pé, criando um ambiente acolhedor e intimista – também apoiado pela decoração cuidada e pela luz ténue.

Texto completo no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/ao-vivo/1758-joao-hasselberg-pedro-branco/

Aí está o Jazz em Agosto 2017

O Jazz em Agosto acaba de desvendar a programação e esta 34ª edição do festival, que decorre entre os dias 28 de julho e 6 de agosto, vai apresentar um total de 14 concertos. São vários os destaques da programação do festival da Gulbenkian: o projecto Sélébéyone de Steve Lehman (fusão jazz/hip-hop, na foto), o trio Sun of Goldfinger (David Torn, Tim Berne e Ches Smith), o regresso de Peter Brötzmann (duo com Heather Leigh), o super-grupo Human Feel (Chris Speed, Kurt Rosenwinkel, Jim Black e Andrew D’Angelo) e o quarteto High Risk de Dave Douglas.  A representação  nacional estará por  conta de Susana Santos Silva (com o quinteto Life and Other Transient Storms), EITR (duo de Pedro Sousa e Pedro Lopes) e Sudo Quartet (quarteto internacional que conta com Carlos Zíngaro).

Informação completa no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/ultimas/80697-ai-esta-o-jazz-em-agosto/

Disco: “Roque”

Roque
“Roque”
(Ed. autor, 2016)

Roque é João Roque, guitarrista e compositor que com este disco homónimo se apresenta ao mundo. A acompanhar o líder guitarrista estão João Capinha (saxofone alto, saxofone soprano e clarinete baixo), Xico Santos (contrabaixo) e David Pires (bateria). O quarteto interpreta um conjunto de onze temas originais, saídos da pena de João Roque – a única excepção é uma improvisação do contrabaixista. O quarteto revela desde logo uma boa dinâmica, numa música fluída, com as composições (globalmente interessantes) a funcionarem como dínamo para a interpretação colectiva.

Texto completo no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/discos/3145-roque/

Disco: “Do You Have a Room?” de Gregor Vidic & Nicolas Field

Gregor Vidic & Nicolas Field
“Do You Have a Room?” 
(Ed. autor, 2016)

Saxofonista oriundo da Eslovénia, Gregor Vidic (n. 1984) é um saxofonista que actualmente a reside na Suíça. Com um som enérgico, o saxofonista tem distribuído os seus esforços por grupos como o quinteto Maria Libera ou a orquestra improvisadora Insub Meta Orchestra – fundada em 2010 por Cyril Bondi e d’incise. O inglês Nicolas Field (n. 1975) é um baterista já com percurso vasto. Tem colaborado com músicos como Jasper Stadhouders, Otomo Yoshihide e Akira Sakata, e vem sobretudo trabalhando música de cena (teatro e dança). Juntos, Vidic e Field têm desenvolvido um trabalho em duo, um áspero duelo de saxofone e bateria. Já atuaram ao vivo em Portugal (no Barreiro), integrando um “power-quarteto” onde se juntaram com o contrabaixista Hugo Antunes e o saxofonista catalão Albert Cirera. A dupla apresenta aqui no disco Do You Have a Room? a sua música, ao longo de quatro longos temas (média de doze minutos de duração).

Texto completo no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/discos/3143-do-you-have-a-room/

Livro: “Loft Jazz – Improvising New York in the 1970s”

O free jazz teve como principal espaço de desenvolvimento os “jazz lofts” de Nova Iorque. Com os espaços tradicionais (bares/clubes) a fecharem a programação a propostas mais exploratórias e inovadoras, começaram a surgir alternativas informais. Assim, antigos espaços industriais amplos (abandonados) em Manhattan, foram sendo transformados em áreas de criação cultural, especialmente focados no jazz criativo. No livro “Loft Jazz: Improvising New York in the 1970s”, Michael C. Heller analisa o fenómeno dos lofts, fazendo um retrato completo, combinado o contexto social e económico, além de todo o envolvimento musical. O texto do livro é desenvolvido de forma neutra, incluindo diversas perspectivas e visões, mas há uma linha que funciona de fonte principal, a perspectiva de Juma Sultan – activista e promotor de um dos lofts mais activos e representativos da cena, o Studio We.

Texto completo no site Bodypace:
http://bodyspace.net/etc/49-loft-jazz-improvising-new-york-in-the-1970s/

Jazz’Aqui leva jazz português a Berlim

Entre os dias 23 e 25 de Março realiza-se em Berlim a primeira edição do festival Jazz’Aqui. O festival terá lugar no clube de jazz Kunstfabrik Schlot e será o primeira edição de uma série de festivais que irão decorrer anualmente, sempre em diferentes países, com o objectivo de promover a internacionalização do jazz português. No dia 23 de Março, quinta-feira, actua o trio de Marco Santos, com Diogo Duque e João Frade. No dia seguinte, sexta 24, há dois concertos: Rui Faustino (solo de bateria) e sexteto Slow Is Possible. O festival fecha no dia 25, sábado, com mais dois concertos: o trio Cat In a Bag e o grupo de Mané Fernandes.

Informação completa no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/ultimas/80508-jazz39;aqui-leva-jazz-portugues-a-berlim/