“Diz” celebra 20 anos no São Luiz

[Fotografia: Valério Romão]

Em 1998 o contrabaixista Carlos Bica gravou o disco “Diz” em parceria com a cantora e actriz Ana Brandão. Vinte anos depois a dupla reúne-se para um concerto de celebração no Teatro São Luiz, que terá lugar no dia 24 de Março. Em palco Bica e Brandão irão contar com a companhia de João Paulo Esteves da Silva (piano), Filipe Bica (violino) e Valentin Gregor (viola de arco).

A cantora Ana Brandão aproveita para revelar uma curiosidade: “A novidade será o violinista [Filipe Bica], que é o filho do Bica. Há vinte anos, no nosso primeiro concerto, no fim ele subiu para o palco e abraçou o pai. Agora, vinte anos depois, vai substituir a mãe.”

Desidério Lázaro leva “Moving” ao Hot Clube

[Fotografia: Márcia Lessa]

O saxofonista Desidério Lázaro acaba de publicar um novo disco. Editado pela Sintoma Records, o disco “Moving” é o quinto álbum de Lázaro na condição de líder e apresenta uma música que o próprio classifica como “enérgica e emocional”. Este disco foi gravado em quarteto na companhia de João Firmino (guitarra), Francisco Brito (contrabaixo) e Joel Silva (bateria). Lázaro vai apresentar a sua música nova em três noites no Hot Clube, nos dias 22, 23 e 24 de Fevereiro.

Memória: A guitarra saturnina de Mary Halvorson

[Fotografia: Nuno Martins]

A guitarrista Mary Halvorson já não será uma surpresa para ninguém. O álbum “Saturn Sings”, de composições aventureiras, foi a confirmação definitiva de um talento da guitarra que não vai deixar ninguém indiferente. Começou por tocar violino, mas cedo mudou para a guitarra eléctrica. Teria uns onze anos: “Aborrecia-me tocar em orquestras e nunca gostei muito do violino. Nessa altura comecei a ouvir coisas como Jimi Hendrix e The Allman Brothers e decidi que queria tocar guitarra”. A chegada ao jazz não foi intencional: “o professor de guitarra era músico de jazz, por isso aconteceu por acaso. Além disso, o meu pai tinha muitos discos de jazz em casa e eu comecei a ouvi-los e a ficar interessada.” Desses primeiros discos que lhe chamaram a atenção, a guitarrista refere clássicos: “Kind of Blue” de Miles Davis, “Blue Train” de John Coltrane e uma compilação de Thelonious Monk. Continue reading “Memória: A guitarra saturnina de Mary Halvorson”

Jazz regressa à Amadora

Alexandre Coelho

Vem aí mais uma edição do ciclo Amadora Jazz, que se realiza entre os dias 28 de Fevereiro e 3 de Março. O festival vai apresentar cinco concertos nos Recreios da Amadora e no Cineteatro D. João, numa co-organização da C.M. Amadora e do Jazz ao Centro Clube. O ciclo vai levar quatro concertos aos Recreios da Amadora: Mano a Mano (28 Fevereiro, no Salão Nobre, entrada livre), Alexandre Coelho Quarteto (1 Março, 5€), Carlos Martins Quarteto (2 Março, 5€) e Cornettada (trio de Hugo Antunes, Giovanni Di Domenico e João Lobo, 3 Março, 5€). No dia 3 realiza-se também às 17h00 um concerto da Gerajazz, o programa de jazz da Orquestra Geração, no Cineteatro D. João V (entrada livre).

3 Discos? A escolha de Inês Meneses

A radialista Inês Meneses é a voz das manhãs na Rádio Radar e a autora do programa “Fala com Ela” – histórico programa de entrevistas a personalidades da cultura e das artes. Colabora actualmente com o jornal Expresso e mantém programas em parceria com Pedro Mexia (“PBX”, podcast Radar/Expresso) e Júlio Machado Vaz (“O Amor é” na Antena 1). Brinda-nos com palavras, brinca com as palavras e é dela essa voz que preenche o éter português. Três discos de jazz? Estas são as suas escolhas.

“O jazz de que gosto agrava a minha melancolia. É um sopro do coração que um trompete ou um piano empurram para fora e fica à mercê da nossa vulnerabilidade. Uso o jazz para me separar as dores, uma reciclagem que nem sempre consigo com outra música.”

Bill Evans – “Portrait In Jazz” (Riverside, 1960)
“Todos os dias passava numa loja antiga cheia de tralha e ficava a olhar para o vinil de Bill Evans na montra. Aquele disco dava à loja a dignidade que ela parecia ter perdido, e eu hesitei em trazê-lo por isso mesmo: ia levar o disco mais bonito que ali estava. Um dia tive que trazer essa dignidade para minha casa…”

Miles Davis – “Someday My Prince Will Come” (Columbia, 1961)
“Ainda está viva Frances, a mulher da capa deste disco, que foi casada com Miles Davis, uma década. Como seria viver com estes homens tão intensos que parecem estar sempre no limite de qualquer coisa? Sempre prestes a transbordar…? Neste disco, a última colaboração entre Miles Davis e John Coltrane.”

The Modern Jazz Quartet – “Pyramid” (Atlantic, 1960)
“Sem querer, acabo a escolher discos da mesma altura. Este é muito recente em minha casa. Tem o John Lewis ao piano (o fundador do Modern Jazz Quartet), um homem que ouvia e tocava muita música clássica. É um disco de uma elegância tão rara. Veste de tuxedo a minha melancolia.”

Jazzyababum: jazz para os mais pequenos

Estreou no passado fim-de-semana um novo espectáculo de teatro infantil dedicado ao jazz. “Jazzyababum” é uma criação de Sandra José com produção do Teatro Infantil de Lisboa e está em cena no Teatro Armando Cortez até 3 de Junho. Este espectáculo conta com uma grande componente musical e está direccionado para bebés, dos 6 meses aos 3 anos, com sessões aos domingos às 11h00. A produção apresenta assim o espectáculo: “os bebés desenvolvem aqui um primeiro contacto com a música jazz, através do movimento, padrões rítmicos e melódicos, cor e texturas, guiados por estímulos improvisados de livre interpretação”.

Disco: “Analog” de Coreto

Coreto
“Analog”
(Porta-Jazz, 2017)

“Ao quarto disco, o ensemble mais representativo da cena Porta-Jazz continua a exibir um jazz vibrante. (…)”

Texto completo publicado no suplemento Ípsilon do jornal Público de 9 de Fevereiro de 2018.

Lx Jazz Sessions seguem em Fevereiro


Marta Hugon

As Lx Jazz Sessions vão continuar durante o mês de Fevereiro no Rive Rouge. A programação para o mês já está fechada e apresenta quatro propostas muito diversas entre si: o Motion Trio de Rodrigo Amado (com Miguel Mira e Gabriel Ferrandini), o rapper NBC, a cantora Marta Hugon e o versátil Bruno Pernadas (que aqui apresenta o seu lado jazzístico, com disco “Worst Summer Ever”). Aqui fica a programação completa.

7 Fev: Rodrigo Amado Motion Trio
14 Fev: NBC
21 Fev: Marta Hugon
28 Fev: Bruno Pernadas

Há jazz em Seia

Entre 5 e 10 de Março realiza-se a 14ª edição do Seia Jazz and Blues. O festival vai acolher as actuações de Big Band da Escola Profissional da Serra da Estrela e José Nine (dia 8), David Regueiro Swingtet (dia 9) e The Greyhound James’ Band  e Xaral’s Dixie (10). Além destes concertos, a Big Band EPSE vai levar jazz às escolas do município de Seia nos dias 5 e 7.

Pedro Melo Alves desvenda novos projectos

O compositor e baterista  Pedro Melo Alves foi uma das grandes figuras do ano que passou, com o surpreendente disco “Omniae Ensemble“. Agora, Melo Alves desvenda os novos projectos em que está envolvido. Para breve estão prometidas duas estreias: a 18 de Fevereiro será apresentado pela primeira vez ao vivo o seu novo projecto solo de bateria e electrónica, chamado “O”, com um concerto nos Solilóquios – Porto; e o trio Symph – com José Diogo Martins e Filipe Louro – promete trabalhar exploração electroacústica, com estreia a 16 de Março no O’culto da Ajuda – Ciclo Jovens Improvisadores.

Quanto aos grupos The Rite of Trio e Omniae Ensemble está a ser desenvolvido trabalho de escrita para novos álbuns a sair este ano. Na condição de sideman, Melo Alves participa no Quinteto de Julius Gabriel (estreia-se ao vivo em Abril, no Porto) e Splatter (grupo de improvisação livre do inglês Noel Taylor, Melo Alves vai substituir o baterista habitual nos concertos em Portugal).

O compositor encontra-se a preparar vários trabalhos para teatro e dança: “Jungle Red“, coreografia de Carlota Lagido com música tocada ao vivo (estreia a 1 de Maio no Teatro Constantino Nery, Matosinhos); “A Boa Alma de Setsuan“, peça de teatro de Bertolt Brecht na Companhia de Teatro de Almada, Melo Alves será director musical e vai integrar o elenco como músico (estreia a 19 de Outubro); “Vox Nihili”, peça multidisciplinar do colectivo CAOS com a actriz Inês Garrido; e “A Canção de Amor e de Morte do Porta-Estandarte Cristóvão-Rilke”, performance em criação que cruza teatro e música, em duo com Maria Duarte.

Além de tudo isto, Melo Alves será o responsável pela programação das sextas-feiras do Banco a partir de Março. E tem um novo site, onde vai dar conta das novidades. Ufa.