Jazz.pt: Melhores de 2017

Melhores Discos Internacionais
Vijay Iyer Sextet: “Far From Over” (ECM)
The Thing & James Blood Ulmer: “Baby Talk” (Trost)
Kamasi Washington: “Harmony of Difference” (Young Turks)
Cortex: “Avant-Garde Party Music” (Clean Feed)
Ambrose Akinmusire: “A Rift in Decorum” (Blue Note)
Matt Mitchell: “A Pouting Grimace” (Pi)
Eve Risser / Kaja Draksler: “To Pianos” (Clean Feed)
Maciej Obara Quartet: “Unloved” (ECM)
Colin Stetson: “All This I Do For Glory” (52Hz)
Ralph Towner: “My Foolish Heart” (ECM)
Tyshawn Sorey: “Verisimilitude” (Pi Recordings)
Jaimie Branch: “Fly or Die” (International Anthem)
DeJohnette / Grenadier / Medeski / Scofield: “Hudson” (Motema)
Rob Mazurek: “Chants and Corners” (Clean Feed)
Charles Lloyd New Quartet: “Passin’ Thru” (Blue Note)
Aki Takase / David Murray: “Cherry Sakura” (Intakt)
Craig Taborn: “Daylight Ghosts” (ECM)
Nicole Mitchell: “Mandorla Awakening II” (FPE)
Peter Brötzmann / Heather Leigh: “Sex Tape” (Trost)
Anouar Brahem: “Blue Maqams” (ECM)  Continue reading “Jazz.pt: Melhores de 2017”

Entrevista: Luís Figueiredo


[Fotografia: Márcia Lessa]

O pianista e compositor Luís Figueiredo começou por se afirmar na cena jazz nacional com aedição de dois discos de originais: “Manhã” (2010) e “Lado B” (2012). Com o contrabaixista João Hasselberg trabalha o duo Songbird, fazendo revisões instrumentais de canções populares, e colabora com os cantores Nuno Dias (“Canções Pagãs”), Sofia Vitória e Cristina Branco. Tem desenvolvido um sólido trabalho como produtor e arranjador e foi responsável pelos discos de Luísa Sobral e Ana Bacalhau. É dele o arranjo da canção “Amar pelos Dois”, o emotivo tema que venceu surpreendentemente a Eurovisão. Agora o pianista está focado na sua própria música e prepara-se para editar o novo disco “Kronos / Penélope”, um ambicioso álbum duplo onde apresenta composições originais ao leme de um grupo alargado. Numa conversa sem pressa, o pianista de Coimbra fala sobre o seu percurso, os arranjos, a Eurovisão e o novo disco.

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Ao Vivo: Angrajazz 2017


Yilian Cañizares [Fotografia: Jorge Monjardino]

Chegado à sua 19ª edição, o festival da Ilha Terceira manteve a habitual coerência na programação, apresentando uma linha programática focada num jazz “mainstream”, sem esquecer propostas mais arrojadas, mas acessíveis. A edição de 2017 do Angrajazz, que decorreu entre os dias 4 e 7 de Outubro no Centro Cultural e de Congressos, seguiu a tradição da sua linha estética, não faltando a habitual presença de um/a cantor/a e, num gesto de diferença, apresentando duas propostas mais próximas da música latina. Este ano o evento arrancou mais cedo, a 29 de Setembro, com o ciclo de concertos “Jazz na Rua” a antecipar as quatro noites do programa oficial. Foram três os projectos musicais que actuaram em diversos locais da cidade de Angra do Heroísmo, levando propostas de jazz a locais populares, com entrada livre. Nesta iniciativa participaram o duo Mano a Mano, dos irmãos André e Bruno Santos, e dois projectos de músicos que integram a Orquestra Angrajazz: Wave Jazz Ensemble e Sara Miguel Quarteto. Continue reading “Ao Vivo: Angrajazz 2017”

Entrevista: Gonçalo Prazeres


Gonçalo Prazeres [Fotografia: Catarina Hébil]

Saxofonista multifacetado, Gonçalo Prazeres estudou no Berklee College of Music (Boston) e na Escola Superior de Música de Lisboa. É um dos vértices do trio TRiSoNTe, grupo que mantém com Ricardo Barriga e Luís Candeias, que se prepara para editar um segundo disco. Estreou-se como líder e compositor com “Depois de Alguma Coisa” (2010) e recentemente editou “Snapshot” (2016), liderando um verdadeiro grupo “all star”: Albert Cirera (saxofone tenor), Nuno Costa (guitarra eléctrica), João Hasselberg (contrabaixo) e Rui Pereira (bateria). Antecipando o concerto que tem agendado para o Centro Cultural de Belém, a 9 de Setembro, Prazeres apresenta-se.

Entrevista completa no site Jazz.pt:
https://jazz.pt/entrevista/2017/08/28/bicho-de-sete-cabecas/

Ao Vivo: Jazz em Agosto 2017


Life and Other Transient Storms [Fotografia: Petra Cvelbar]

O festival da Gulbenkian voltou a apresentar um cartaz ecléctico, expondo a larga amplitude estética que caracteriza o jazz do nosso tempo. Este ano confirmou-se igualmente que está encontrado o seu melhor modelo de funcionamento, depois de várias experiências diferentes:  10 dias seguidos de concertos, todos dentro da própria Fundação. Em Lisboa, em Agosto e com música que não é fácil, tem conseguido ter plateias generosas em todos os concertos, mesmo os que acontecem durante os dias úteis da semana. Agora que mais um Jazz em Agosto está cumprido, fica a noção de que os muitos lugares ocupados são o reconhecimento da coerência de uma linha de programação que continua a arriscar em música variada e sem dogmas fronteiriços.

Reportagem, escrita a meias com Gonçalo Falcão, no site Jazz.pt:
http://jazz.pt/report/2017/08/08/sem-dogmas/

Entrevista: Pedro Lopes


Fotografia: Nuno Martins

Nada em Pedro Lopes é convencional: utiliza um instrumento atípico na música improvisada, o gira-discos, e fá-lo de forma pouco habitual, como percussão. Com os projectos OTO, Whit, Eitr e Lopness vem trabalhando alguma da música mais original e estranha que se faz neste país. Nos anos mais recentes tem actuado sobretudo a solo, veículo perfeito para a expressão da sua técnica criativa, em concertos pela Europa, no Japão e nos Estados Unidos. Espectador do Jazz em Agosto desde há muito, vai a 5 de Agosto tocar pela primeira vez no festival com Eitr, o duo que mantém com o saxofonista Pedro Sousa. Momento chave para este filho de Cascais radicado em Berlim fazer uma retrospectiva do seu percurso.

Entrevista completa no site Jazz.pt:
http://jazz.pt/entrevista/2017/07/26/o-som-do-demonio/

Entrevista: Sara Serpa

Fotografia: Márcia Lessa

Cantora originalíssima, a portuguesa Sara Serpa tem conquistado a atenção internacional. Desde que se estreou com o disco “Praia” (2008, com a participação de Greg Osby), Serpa vem alimentando um percurso sólido e versátil, no qual se destacam as parcerias com o veterano pianista Ran Blake e com o guitarrista André Matos (“All the Dreams” é o disco mais recente da dupla). Residente em Nova Iorque, a cantora está agora a trabalhar num trio inédito, com Ingrid Laubrock (saxofone tenor) e Erik Friedlander (violoncelo) – há promessa de disco para breve. Em Setembro, a convite de John Zorn, apresentará um outro trio, também atípico e promissor: Recognition, com Zeena Parkins e Mark Turner. Aproveitando a sua passagem por Lisboa, e antecipando três noites no histórico Hot Clube (27, 28 e 29 de Julho), estivemos à conversa com Sara Serpa, olhando o passado, o presente e o futuro.

Entrevista completa no site Jazz.pt:
http://jazz.pt/entrevista/2017/07/25/tem-sido-bom/

Ao Vivo: Jazz im Goethe Garten 2017

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Entre os dias 5 e 14 de Julho, o Goethe Institut, em Lisboa, acolheu mais uma edição do Jazz im Goethe Garten. Com programação de Rui Neves, o festival apresenta uma linha de jazz contemporâneo e música improvisada, reunindo para esta edição sete participações oriundas do mesmo número de países europeus: Alemanha, Áustria, Espanha, Itália, Suíça, Turquia e Portugal. Continue reading “Ao Vivo: Jazz im Goethe Garten 2017”

Ao Vivo: Rodrigo Amado Northern Liberties

Rodrigo Amado tem alcançado uma crescente projecção internacional com os seus diversos projectos. O grupo Northern Liberties, resultado de um desafio que lhe foi lançado por Rui Eduardo Paes, tem tudo para reforçar esse caminho. Neste novo projecto, a acompanhar o saxofone tenor de Amado, estão três músicos noruegueses: o trompetista Thomas Johansson (Cortex, Pan Scan Ensemble. All Included, Friends & Neighbors, Paal Nilssen Love’s Large Unit, Kepler), o contrabaixista Jon Rune Strøm (Universal Indians e também All Included, Friends & Neighbors e Large Unit) e o baterista Gard Nilssen (Bushman’s Revenge, Cortex, Zanussi 5, Starlite Motel, Acoustic Unity). Distinta da “working band” Motion Trio (o grupo estável do saxofonista, que está a celebrar 10 anos de actividade contínua) e dos seus outros grupos recentes – como o trio que gravou “The Attic” (com Gonçalo Almeida e Marco Franco), Wire Quartet (com Manuel Mota, Hernâni Faustino e Gabriel Ferrandini) ou o “quarteto americano” (com Joe McPhee, Kent Kessler e Chris Corsano) -, esta formação representa um novo contexto em que Amado se encontra com três músicos de “backgrounds” e linguagens distintas dos dos seus colaboradores habituais. Desta vez, em vez de improvisadores puros, juntou-se a músicos que habitualmente improvisam tendo como base alguma composição. (…)

Texto completo no site Jazz.pt:
https://www.jazz.pt/report/2017/07/21/um-exemplo-seguir/

Ao Vivo: Evan Parker / Slow Is Possible


Evan Parker

O belíssimo espaço GNRation, em Braga, vem promovendo desde há três anos um ciclo dedicado ao jazz e à música improvisada intitulado Julho é de Jazz. Nas edições anteriores passaram pelo evento nomes internacionais de referência como Peter Brötzmann e Joe Morris, além de músicos e projectos nacionais de relevo, como Rodrigo Amado, Ensemble Super Moderne, Red Trio e Hugo Carvalhais, entre outros. Para a edição deste ano foram programados quatro concertos (em duas noites), além de um “workshop”.

Na primeira noite (dia 7) apresentaram-se os portugueses Slow is Possible e o inglês Evan Parker – a solo. Os concertos, originalmente agendados para o pátio exterior, foram mudados para a Black Box devido à ameaça de chuva. A actuação dos Slow is Possible (SiP) arrancou de forma tranquila, com um “drone” arrastado, que evoluiu, lentamente, até atingir um ponto de explosão. Nesse momento o sexteto atacou com toda a força, numa massa sonora enérgica, e o público presente percebeu que não ia assistir apenas a mais um concerto de “jazzinho”. A música dos SiP é uma surpresa permanente, parte de um motivo melódico base, vai evoluindo às voltas, em repetições sedutoras, em uníssonos impecáveis, mas depois lança rasteiras, com quebras bruscas, que atrapalham o ouvinte, para depois o apanhar de volta. (…)

Após a actuação do sexteto português, seguiu-se a muito aguardada performance do veterano Evan Parker. O inglês (n. Bristol, 1944), um dos pioneiros da improvisação livre, foi a Braga para uma actuação a solo, acompanhado pelo seu saxofone soprano. Parker interpretou duas peças improvisadas, uma primeira mais curta (cerca de 15/20 minutos de duração) e outra mais longa (cerca de meia hora) que completou a intervenção. Apesar da respeitável idade (73 anos!), Evan Parker foi enérgico e pleno de intensidade. Com um sopro imparável, serviu-se da respiração circular (do princípio ao fim!), debitando notas em velocidade supersónica, fazendo os dedos passar pelas chaves vertiginosamente, o que resultou num vendaval de sons sobrepostos. (…)

Reportagem completa no site Jazz.pt
http://jazz.pt/report/2017/07/20/bitola-alta/