Imaxinasons revela cartaz

A décima terceira edição do Imaxinasons – Festival de Jazz de Vigo realiza-se entre os dias 30 de Junho e 8 de Julho e apresenta um cartaz rico e variado. Do programa fazem parte grandes nomes internacionais do jazz e da improvisação (Uri Caine, Marc Ducret, Alexander Von Schlippenbach, etc.), muitos nomes espanhóis e até um projecto liderado por um músico português (Carlos Bica & Azul). Aqui fica o cartaz completo.

Revelada programação do JiGG 2017

Entre 5 e 14 de julho o jardim do Goethe Institut, em Lisboa, vai acolher sete concertos de jazz e música improvisada. Com programação de Rui Neves, o festival Jazz im Goethe-Garten (JiGG) apresentará projectos oriundos de sete países europeus. O festival abre com a actuação do grupo português Earnear, trio que junta João Camões (viola), Rodrigo Pinheiro (piano) e Miguel Mira (violoncelo). Entre a programação do JiGG, destacam-se ainda os espanhóis Liquid Trio (Agustí Fernández, Albert Cirera e Ramon Prats), os italianos Roots Magic e os alemães Rotozaza (Tobias Delius, Nicola L. Hein, Adam Pultz Melbye e Christian Lillinger). Os concertos têm sempre hora marcada para o final da tarde (19h00) e a entrada para cada concerto vale 5€ (3€ com desconto, para estudantes, reformados e alunos do Goethe-Institut). Aqui fica o programa completo.

5 Julho: Earnear
6 Julho: Liquid Trio
7 Julho: Namby Pamby Boy
10 Julho: Oğuz Büyükberber & Tobias Klein
12 Julho: Roots Magic
13 Julho: Weird Beard
14 Julho: Rotozaza

Disco: “Gledalec” de Kaja Draksler Octet

Kaja Draksler Octet
“Gledalec”
(Clean Feed, 2017)

Nos últimos anos a jovem pianista eslovena Kaja Draksler vem construindo um percurso sólido, afirmando-se como notável instrumentista e improvisadora. No disco “The Lives of Many Others”, registo de piano solo editado em 2013, Draksler revelava desde logo a sua amplitude expressiva: orientação jazzística com ligação à música clássica e à improvisação. A parceria com a trompetista portuense Susana Santos Silva, duo registado no disco “This Love” (2015), veio reforçar esta ideia de se tratar de uma pianista de horizontes largos.

Agora a eslovena abraça um ambicioso projecto orquestral. “Gledalec”, edição Clean Feed, é um disco duplo que parte da composição e arranjos de Draksler para criar uma música original que atravessa múltiplos universos. Por vezes entramos num puro registo operático, outras vezes ouve-se música de câmara cristalina, mas há também há momentos de improvisação suja, exploração e desafio.

Texto completo no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/discos/3154-gledalec/

Disco: “Days are not days” de Paulo Chagas / Samuel Hällkvist / Stephan Sieben

Paulo Chagas / Samuel Hällkvist / Stephan Sieben
“Days are not days” 
(Creative Sources, 2016)

Paulo Chagas tem sido um incansável promotor da cena improvisada nacional, multi-instrumentista de recursos variados, impulsionador de múltiplos projectos, dinamizador da editora Zpoluras Archives e organizador do MIA – festival que tem reunido anualmente a nata da improvisação nacional na Atouguia da Baleia, sempre com sucesso crescente de ano para ano. Neste Days are not days, edição Creative Sources, Paulo Chagas (saxofone alto e flauta) tem a companhia de dois músicos nórdicos, dois guitarristas que utilizam o instrumento de forma criativa, sacando das suas guitarras sons imprevisíveis. Samuel Hällkvist vem da Suécia. Stephan Sieben vem da Dinamarca. E as guitarras de ambos entrelaçam-se. Gravado em 2014 em Peniche, o disco foi misturado e produzido por David Torn, produtor mágico, colaborador de Tim Berne, responsável por um dos grandes discos desta década, Prezens (ECM, 2007).

Texto completo no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/discos/3146-days-are-not-days/

Aí está o Jazz em Agosto 2017

O Jazz em Agosto acaba de desvendar a programação e esta 34ª edição do festival, que decorre entre os dias 28 de julho e 6 de agosto, vai apresentar um total de 14 concertos. São vários os destaques da programação do festival da Gulbenkian: o projecto Sélébéyone de Steve Lehman (fusão jazz/hip-hop, na foto), o trio Sun of Goldfinger (David Torn, Tim Berne e Ches Smith), o regresso de Peter Brötzmann (duo com Heather Leigh), o super-grupo Human Feel (Chris Speed, Kurt Rosenwinkel, Jim Black e Andrew D’Angelo) e o quarteto High Risk de Dave Douglas.  A representação  nacional estará por  conta de Susana Santos Silva (com o quinteto Life and Other Transient Storms), EITR (duo de Pedro Sousa e Pedro Lopes) e Sudo Quartet (quarteto internacional que conta com Carlos Zíngaro).

Informação completa no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/ultimas/80697-ai-esta-o-jazz-em-agosto/

Livro: “Loft Jazz – Improvising New York in the 1970s”

O free jazz teve como principal espaço de desenvolvimento os “jazz lofts” de Nova Iorque. Com os espaços tradicionais (bares/clubes) a fecharem a programação a propostas mais exploratórias e inovadoras, começaram a surgir alternativas informais. Assim, antigos espaços industriais amplos (abandonados) em Manhattan, foram sendo transformados em áreas de criação cultural, especialmente focados no jazz criativo. No livro “Loft Jazz: Improvising New York in the 1970s”, Michael C. Heller analisa o fenómeno dos lofts, fazendo um retrato completo, combinado o contexto social e económico, além de todo o envolvimento musical. O texto do livro é desenvolvido de forma neutra, incluindo diversas perspectivas e visões, mas há uma linha que funciona de fonte principal, a perspectiva de Juma Sultan – activista e promotor de um dos lofts mais activos e representativos da cena, o Studio We.

Texto completo no site Bodypace:
http://bodyspace.net/etc/49-loft-jazz-improvising-new-york-in-the-1970s/

Disco: “Nowruz” de João Lobo

João Lobo
“Nowruz”
(Three:Four Records, 2017)

Quando João Lobo chegou, viu e rapidamente convenceu o mundo do jazz: vimo-lo a acompanhar em palco o lendário Enrico Rava; integra o grupo Matéria Prima de Carlos Bica. Mas o baterista vai também a outras músicas: faz parte do quarteto transnacional Tetterapedequ, tem colaborado regularmente com o guitarrista Norberto Lobo, recentemente homenageou Moondog numa parceria com Filipe Melo, vem participando em múltiplos projectos. E foi o director musical do filme “John From”, que estreou nas salas portuguesas no ano passado. Agora, Lobo apresenta uma proposta arriscadíssima: um solo de bateria.

Texto completo no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/discos/3141-nowruz/

Disco/livro: “Cinza” de Carlos Santos / Nuno Moita

Carlos Santos / Nuno Moita
“Cinza” 
(Grain of Sound, 2017)

A mais recente edição da editora Grain of Sound é um objecto atípico. Não é um simples álbum, trata-se de um livro de fotografia que inclui um disco, sendo que os dois objectos se complementam para a fruição seja completa. Por um lado, o livro reúne um conjunto de fotografias da autoria de Nuno Moita, registadas entre 2009 e 2016, num total de 72 páginas. As fotografias são todas a preto e branco, com pouco contraste, sobressaindo sempre o cinzento – daí o “Cinza” do título. Cada imagem resulta de uma composição onde se juntam várias fotografias sobrepostas. O resultado não só é uma original mescla de mundos visuais, como cada imagem é intrigante, desperta a curiosidade.

Texto completo no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/discos/3121-cinza/

Discos: “Live at Zaal 100” + “In Layers” + “Salão Brazil”

Twenty One 4tet
“Live at Zaal 100”
(Clean Feed, 2016)

Govaert / Reis / Vicente / Martinsson
“In Layers”
(FMR, 2016)

Dikeman / Vicente / Antunes / Ferrandini
“Salão Brazil”
(No Business, 2016)

A cena improvisada portuguesa começa a dar nas vistas, particularmente a nível internacional – sim, a mais recente edição da revista Wire destaca a “Lisbon’s new jazz vanguard”, mas os ouvidos atentos sabem que não é de agora, já há muitos anos essa música incrível vem florescendo. E se os discos de Rodrigo Amado e do Motion Trio já são presença regular nas listas dos melhores do ano de publicações especializadas há algum tempo, outros músicos portugueses têm vindo a apostar na internacionalização, fomentando projectos com músicos estrangeiros, editando discos em parceria. O trompetista Luís Vicente tem vindo a realizar um trabalho exemplar e os três discos aqui reunidos – todos gravados em quarteto – são reflexo dessa intensa actividade.

Texto completo no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/discos/3124-live-at-zaal-100-in-layers-salao-brazil/