Pedro Melo Alves promove ciclo de concertos “Conundrum”

[Fotografia: Márcia Lessa]

O baterista e compositor Pedro Melo Alves vai promover um novo ciclo de concertos. O ciclo “Conundrum” vai consistir em actuações em duo de Melo Alves com músicos convidados e irá realizar-se em diferentes espaços, de norte a sul, sem periodicidade definida. A primeira actuação será no dia 22 de Dezembro, num duo com o guitarrista Pedro Branco (Zaratan, Lisboa). Seguem-se actuações com João Grilo (19 de Janeiro, local a confirmar, Lisboa); Jacqueline Kerrod (10 de Fevereiro, local a confirmar, Porto); Nuno Rebelo (23 de Fevereiro, Sonoscopia, Porto).

Segundo Melo Alves, “a ideia do ciclo é serem colaborações o mais inéditas possível, gente com quem praticamente nunca toquei. Vão ser sempre pessoas especiais escolhidas a dedo, da música experimental ao jazz”. O promotor do ciclo explica o nome: “Conundrum é um enigma particularmente ambíguo que costuma ser usado em contexto de lazer, tipo um jogo. Neste caso é o enigma que duas pessoas que nunca tocaram juntas têm de resolver ao dar por si nessa situação. E há também o detalhe drum no nome”. Os restantes concertos serão divulgados futuramente.

Não vai faltar música ao Natal da SMUP

Em Dezembro a música não pára na SMUP, que vai acolher vários concertos de música improvisada. No dia 14 a sala da Parede acolhe o espectáculo “An Ayler Xmas“, com o saxofonista americano Mars Williams. Este é um projecto onde o saxofonista junta o free jazz de Albert Ayler com músicas de Natal, actuando com diferentes músicos ao longo da sua tour – neste concerto actua num trio com Luís Lopes (guitarra) e Vasco Trilla (bateria). A SMUP acolhe ainda, no dia 19, Beat the Odds (Pascal Niggenkemper, Elisabeth Codoux, Ricardo Jacinto e Nuno Morão); e no dia 21 actuam os Ikizukuri, trio de Julius Gabriel (saxofone e electrónica), Gonçalo Almeida (baixo) e Gustavo Costa (bateria).

Ao vivo: Peter Evans & Orquestra Jazz de Matosinhos


[Fotografia: Vera Marmelo]

O americano Peter Evans começou por se afirmar como trompetista extraordinário, músico inovador, notabilizando-se pelas suas actuações e registos a solo – como “More Is More” (2006) ou “Nature/Culture” (2009). Ficamos depois a conhecer as suas facetas de líder, compositor, arranjador, explorador e improvisador, expostas em discos como “Live in Lisbon” (Peter Evans Quartet, ao vivo no Jazz em Agosto), “Live in Coimbra” (do quinteto Mostly Other People Do The Killing, gravado no Jazz ao Centro) e “Scenes in the House of Music” (num quarteto com Evan Parker, Barry Guy e Paul Lytton, na Casa da Música). Refira-se ainda a sua colaboração com o Rodrigo Amado Motion Trio, registada em dois discos (“Live in Lisbon” e “The Freedom Principle”).

Por aqui conclui-se que a ligação do trompetista com Portugal vem de longe. E desta vez Peter Evans foi desafiado a tocar com a Orquestra Jazz de Matosinhos (OJM), numa parceria que surgiu tão inesperada quanto o resultado seria imprevisível.Dirigida por Carlos Azevedo e Pedro Guedes, a orquestra já revelou a sua excelência em colaborações com músicos como Carla Bley, Kurt Rosenwinkel, Maria Schneider, Lee Konitz e John Hollenbeck. Ao longo de duas décadas de história a OJM tem trabalhado um percurso versátil, sempre às voltas do jazz contemporâneo, mas esta parceria prometia levar os músicos a novos níveis de exploração. Depois de uma primeira actuação na Casa da Música, a 25 Novembro, a orquestra repetiu a actuação em Lisboa, na Culturgest, no dia 28.

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Disco: “A Blink of an Eye to the Nature of Things” de Free Pantone Trio

Free Pantone Trio
“A Blink of an Eye to the Nature of Things”
(FMR Records, 2018)

O Free Pantone Trio é um projecto musical que junta três músicos portugueses: o baixista Rui Sousa, mentor dos Zappanoia (projecto dedicado à música de Frank Zappa) que ultimamente tem explorado a improvisação livre e participa regularmente no festival MIA – Encontro de Música Improvisada de Atouguia da Baleia; o pianista Manuel Guimarães, também guitarrista, ligado aos universos rock e folk, membro do recente grupo The Metaphysical Angels de Vítor Rua e que publicou em 2016 o disco solo “Flow Me” (edição Creative Sources); e João Valinho, percussionista que integra diversas formações ad-hoc, tem colaborado com improvisadores como Ernesto Rodrigues e Miguel Mira e participou na segunda edição do Ciclo Jovens Improvisadores (num quarteto com João Silva, Philippe Trovão e André Hencleeday).

O trio apresenta-se ao mundo com este disco de estreia, “A Blink of an Eye to the Nature of Things”, onde conta com a colaboração, em dois temas, de Noel Taylor, clarinetista inglês que se mudou recentemente para Lisboa e tem tocado com alguns músicos nacionais. O trio auto-define a sua música como uma “experiência musical trans-idiomática”, ou seja, uma proposta sonora que atravessa diversos idiomas musicais, sem se fixar em nenhum. Assumidamente experimental, esta música parte da improvisação pura, para integrar elementos do jazz e da música contemporânea. (…)

Texto completo no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/discos/3358-a-blink-of-an-eye-to-the-nature-of-things/

MEIA leva música improvisada a Aveiro


Maria do Mar & Noel Taylor

O festival MEIA – Música Experimental e Improvisada realiza-se em Aveiro entre os dias 22 e 25 de Novembro. No dia 22 há concertos de Pedro Centeno aka Fantasma e Noel Taylor & Maria do Mar (VIC / Aveiro Arts House); no dia 23 há sessão de Desterronics (GrETUA); no dia 24 há actuações de Pisitakun, Baphomet, Piurso + Caloriouz + Animatek e Joan (Associação Cultural Mercado Negro); o festival encerra no dia 25, com actuações de Khaori e Ensembleia (Avenida Café-Concerto). O MEIA promove ainda dois workshops: “Estratégia Musical” por Bitocas Fernandes e “Introduction to Sound Sculptures” por Roi Carmeli e Tom Krasny. Os bilhetes para os dias 22, 23 e 24 têm o custo de 5€ (4€ com reserva), o dia 25 tem entrada gratuita e o passe geral custa 12€.

Lucian Ban e Mat Maneri ao vivo em Portugal

O duo Lucian Ban e Mat Maneri, que gravou o disco “Transylvanian Concert” (ECM, 2013), vai apresentar-se ao vivo em Portugal. O duo improvisador de piano e viola apresenta-se em três concertos, durante este mês de Novembro: nos dias 16 e 17 actua no Hot Clube de Portugal (Lisboa); no dia 18 apresenta-se ao vivo no Ciclo Solilóquios (no Porto).

Disco: “A view of the Moon (from the Sun)” de Mette Rasmussen & Chris Corsano

Mette Rasmussen & Chris Corsano
“A view of the Moon (from the Sun)”
(Clean Feed, 2018)

De um lado está Chris Corsano, baterista americano que, a par de colaborações com nomes como Björk, Six Organs of Admittance ou Espers, vem consolidado um percurso como notável improvisador. Tem tocado com músicos como Paul Flaherty, Nels Cline, Joe McPhee ou Evan Parker e, mais recentemente, integra o “quarteto americano” do saxofonista português Rodrigo Amado, que editou este ano o magnífico álbum “A History of Nothing”.

Do outro lado está Mette Rasmussen, saxofonista dinamarquesa que se tem afirmado como uma das novas vozes da improvisação livre europeia, colaborando com projetos e músicos como Fire! Orchestra, Trio Riot, Alan Silva, Tobias Delius, Rudi Mahall, Wilbert de Joode, Axel Dörner, John Edwards e Craig Taborn. Nos últimos anos a saxofonista tem colaborado com a trompetista portuguesa Susana Santos Silva e juntas integram o quarteto Hearth.

A colaboração entre Corsano e Rasmussen teve o seu primeiro registo com o disco “All The Ghosts At Once” (Relative Pitch, 2015). No ano seguinte editaram “Star-Spangled Voltage” (Hot Cars Warp, 2016), desta vez em trio com Paul Flaherty. Este novo disco, editado com o selo “Ljubljana Jazz Series” da Clean Feed, foi gravado ao vivo no festival de jazz de Ljubljana e documenta essa sua atuação. (…)

Texto completo no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/discos/3353-a-view-of-the-moon-from-the-sun/

Ricardo Toscano: como nunca o vimos

[Fotografia: Tiago Fezas Vital]

O saxofonista Ricardo Toscano está imparável. O seu quarteto edita finalmente o seu disco de estreia, publicado pela Clean Feed, e vai apresentar-se ao vivo em duas actuações, no Bar Irreal, em formatos que nunca explorou. O saxofonista apresenta-se num concerto a solo (pela primeira vez na sua carreira) no dia 28 de Novembro; no dia seguinte, 29, Toscano junta-se num grupo inédito com três improvisadores: Gabriel Ferrandini (bateria), Miguel Mira (violoncelo) e Rodrigo Pinheiro (piano). Ambos os concertos têm entrada livre, com contribuição voluntária para os músicos.

Helena Espvall a solo no Irreal

Um dos destaques da nova programação do bar Irreal será um concerto de Helena Espvall. A violoncelista irá apresentar-se num raro concerto a solo no próximo domingo, dia 4 de Novembro, às 19h00. Originária da Suécia, Helena viveu vários anos em Philadelphia e reside em Lisboa desde 2012. Integrou as bandas Espers e The Valerie Project, colaborou com músicos como Vashti Bunyan, Marissa Nadler e Bert Jansch e tem ainda desenvolvido trabalho em nome próprio. Recordemos aqui as suas escolhas de discos favoritos.