The Attic apresenta novo disco

O trio The Attic acaba de editar um novo disco, com o título “Summer Bummer“. O trio que junta os portugueses Rodrigo Amado (saxofones) e Gonçalo Almeida (contrabaixo) e o holandês Onno Govaert (percussão) edita este segundo registo através da editora lituana No Business. Este é mais um trabalho publicado em 2019 pelo saxofonista Rodrigo Amado, músico que foi recentemente distinguido como Artista do Ano nos Prémios RTP / Festa do Jazz, e que lançou recentemente o disco “No Place to Fall” em duo com Chris Corsano. O disco foi gravado ao vivo no Summer Bummer Festival em Antuérpia e a capa é da autoria de Manuel Amado, pai de Rodrigo – cujas pinturas já tinham resultado nas capas dos discos “Teatro” (2006), “The Abstract Truth” (2009) e “Live in Lisbon” (Motion Trio & Peter Evans, 2014).

Albatre ao vivo em Julho

O trio luso-alemão Albatre vai apresentar-se ao vivo numa tour nacional no início do mês de Julho. O trio de Hugo Costa, Gonçalo Almeida e Philipp Ernsting vai apresentar-se em Lisboa (Disgraça, 1 de Julho), Guarda (TMG, dia 3), Porto (OPPIA, dia 5) e Parede (SMUP, dia 6). Os Albatre trazem na bagagem o recente disco “The Fall of the Damned” (Shhpuma), “uma descida aos infernos, entre a improvisação jazzística e o punk hardcore”.

Memória: Entrevista a Gunter Hampel (2009)

O multi-instrumentista Gunter Hampel (n. 1947) é uma figura histórica do jazz criativo europeu.  Editou discos marcantes como “Heartplants” (1964) ou “The 8th of July 1969” (1969) e foi lendária a sua parceria com a cantora Jeanne Lee (1939-2000) – que foi também sua companheira de vida. Em Julho de 2009 Gunter Hampel actuou no festival Jazz Im Goethe-Garten, em Lisboa. Esta conversa aconteceu depois desse concerto (23 de Julho) e foi publicada na revista Jazz.pt #37.

 

Nasceu na Alemanha em 1937. Como aconteceram os seus primeiros contactos com o jazz?

Tendo nascido no ano de 37, eu ainda vivi a Segunda Guerra Mundial. Após a guerra os americanos ficaram e nessa altura conheci uns soldados americanos negros. Eu era um miúdo, tinha uns oito anos, e tocava o acordeão. Eu ia ter com eles porque eles tinham selos, pastilhas elásticas e bananas – coisas que eu nunca tinha visto antes – e uma vez levei o acordeão. Um dos soldados começou a tocar guitarra e tive aí a minha primeira jam session. Nessa altura comecei também a ouvir a música da rádio das forças americanas e um dia ouvi o Louis Armstrong. Na altura não percebi as palavras, mas entendi o significado daquela música, nunca tinha sentido nada como quando ouvi aquela música incrível, que me deixou estupefacto. Continuei a ouvir essas músicas e essa exposição à cultura jazz foi uma coisa que me marcou para o resto da vida.  Continue reading “Memória: Entrevista a Gunter Hampel (2009)”

Disco: “Selon le vent” de Pareidolia

Pareidolia
“Selon le vent”
(JACC, 2018)

“A pareidolia é um fenómeno psicológico que envolve um estímulo vago e aleatório, geralmente uma imagem ou som, sendo percebido como algo distinto e com significado. É comum ver imagens que parecem ter significado em nuvens, montanhas, solos rochosos, florestas, líquidos, janelas embaçadas e outros tantos objetos e lugares. Ela também acontece com sons, sendo comum em músicas tocadas ao contrário, como se dissessem algo. A palavra pareidolia vem do grego para, que é junto de ou ao lado de, e eidolon, imagem, figura ou forma. Pareidolia é um tipo de apofenia.”

É esta a primeira explicação que surge na internet e é esse o nome do novo grupo que trabalha a improvisação livre. Este trio é formado pelo português João Camões (viola) e os franceses Gabriel Lemaire (saxofones alto e barítono e clarinete alto) e Yves Arques (piano). Camões é um jovem músico português que utiliza a viola d’arco e tem trabalhado no campo da improvisação livre, onde se destaca a sua participação nos grupos Open Field String Trio (Marcelo dos Reis e José Miguel Pereira), Earnear (com Rodrigo Pinheiro e Miguel Mira) e Nuova Camerata (com Carlos Zíngaro, Ulrich Mitzlaff, Miguel Leiria Pereira e Pedro Carneiro).  Continue reading “Disco: “Selon le vent” de Pareidolia”

Trevor Watts com Rodrigo Amado Motion Trio no Cartaxo

Trevor Watts

O Rodrigo Amado Motion Trio vai apresentar-se ao vivo com o lendário saxofonista Trevor Watts num concerto único no Cartaxo. O encontro entre o saxofonista britânico e o grupo de Rodrigo Amado, Miguel Mira e Gabriel Ferrandini terá lugar no dia 13 de Julho, às 21h30, no Centro Cultural do Cartaxo. Este evento será o culminar de uma residência artística que os músicos irão realizar entre 9 e 15 de Julho. Os bilhetes têm o preço único de 5€ e este será o único concerto em Portugal.

O saxofonista Trevor Watts é um extraordinário improvisador, figura central da improvisação livre inglesa, com um currículo transversal: passou pelos seminais Spontaneous Music Ensemble e Amalgam, além de ter firmado parcerias com músicos como Barry Guy, Veryan Weston, Steve Lacy, Don Cherry, John Stevens e Keith Tippett, entre outros.

Sara Serpa lança crowdfunding para o projecto “Recognition”

A cantora Sara Serpa acaba de anunciar uma campanha de crowdfunding para a edição do seu novo projecto “Recognition”. O projecto consiste num filme mudo com imagens da era colonial portuguesa, textos de Amílcar Cabral e música original da autoria de Serpa, com a participação de Zeena Parkins (harpa), Mark Turner (saxofone tenor) e David Virelles (piano).

Mais informações:
https://www.indiegogo.com/projects/recognition-sara-serpa-s-newest-album#/

William Parker e Peter Evans vão à ZDB

William Parker

A Galeria ZDB acaba de apresentar mais nomes para os próximos meses. Do programa vasto, destacam-se três propostas ligadas ao jazz e música improvisada. A 15 de Julho há concerto de Peter Evans (trompete) com Gabriel Ferrandini (bateria), a primeira edição de “Som Crescente”, um workshop dirigido por Peter Evans que vai reunir músicos oriundos de diversos quadrantes. No dia 19 de Julho actua um quarteto em estreia mundial, que reúne os lendários William Parker (contrabaixo) e Hamid Drake (percussão) com Luís Vicente (trompete) e John Dikeman (saxofone) – no dia anterior, 18 de Julho, o contrabaixista William Parker dirige um workshop. A 27 de Junho a ZDB acolhe a estreia da banda nacional Chão Maior, projecto de Yaw Tembe (trompete e composição), que integra Leonor Arnaut (voz), Norberto Lobo (guitarra), João Almeida (trompete), Yuri Antunes (trombone) e Ricardo Martins (bateria). O programa da sala do Bairro Alto apresenta ainda nomes como Thruston Moore, Weyes Blood, Sir Richard Bishop e Built To Spill, entre outros.

Jazz im Goethe-Garten celebra 15 anos

Philipp Gropper’s Philm [Fotografia: Frank Schemmann]

O festival Jazz im Goethe-Garten regressa em Julho com seis concertos de jazz europeu. Em 2019 o JiGG celebra o seu 15º aniversário e realiza-se entre os dias 3 e 12 de Julho. Com programação de Rui Neves (também responsável do Jazz em Agosto), o ciclo de jazz do Goethe-Institut arranca com o grupo português Cat in a Bag (quarteto de Bruno Figueira, João Clemente, João Lucas e Duarte Fonseca); actuam depois os grupos Dave Gisler Trio (Suíça), Synesthetic 4 (Áustria), Albert Cirera & João Lencastre (Espanha/Portugal) e Ghost Trio (Itália). Como habitualmente, o festival encerra com uma formação oriunda da Alemanha e nesta edição será apresentado o projecto Philm de Philipp Gropper. Os concertos têm início às 19h00 e o preço dos bilhetes é de 5€ (alunos do Goethe-Institut, reformados e estudantes 3€). No dia 12, depois do concerto de encerramento, terá lugar uma festa com DJ Johnny, com entrada livre. Aqui fica o programa completo do festival.

3 Jul: Cat in a Bag
4 Jul: Dave Gisler Trio
5 Jul: Synesthetic 4
10 Jul: Ghost Trio
11 Jul: Albert Cirera & João Lencastre
12 Jul: Philipp Gropper’s Philm + Festa c/ DJ Johnny

Motion Trio com Jeb Bishop no Damas

[Fotografia: Vera Marmelo]

O trombonista Jeb Bishop vai voltar a tocar com o Rodrigo Amado Motion Trio no próximo dia 17 de Maio. O trio de Amado (saxofone), Miguel Mira (violoncelo) e Gabriel Ferrandini (bateria) retoma a parceria com o trombonista americano, depois de uma colaboração que resultou em vários concertos e dois discos memoráveis – “Burning Live at Jazz Ao Centro” (JACC, 2012) e “The Flame Alphabet” (Not Two, 2013). O reencontro de Bishop com o Motion Trio terá lugar no Damas, em Lisboa.