Trio de Sei Miguel estreia-se no Damas

No dia 2 de Fevereiro o novo Trio de Sei Miguel estreia-se no Damas. Esta nova formação junta o trompetista e compositor com Fala Mariam (trombone) e Bruno Silva (guitarra eléctrica). Antecipando a actuação, Bruno Silva conta: “Vamos tocar material que nunca foi trabalhado neste formato. É um campo praticamente inédito quer para nós – eu e Fala – quer para o Sei, que trabalha quase sempre num espaço onde a percussão é preponderante. Nesse sentido, o trabalho tem sido tão gratificante e enriquecedor como sempre, com uma curva extra de expectativa. Vai ser bonito.” Na mesma noite há também uma performance de António Poppe, que vai ler poesia.

Pianista Filipe Melo regressa ao cinema


[Fotografia: Vitorino Coragem]

O pianista Filipe Melo vai regressar ao cinema. Também músico de jazz e autor de BD, Melo regressa à realização com a curta-metragem “Sleepwalk“, uma adaptação ao cinema de um conto de BD que integra o livro “Comer/Beber” (edição Tinta da China). Filipe Melo assina a realização, o argumento e a banda sonora original, que vai ainda contar com a participação do guitarrista Norberto Lobo. O filme foi rodado em Los Angeles em Novembro de 2017 e encontra-se actualmente em pós-produção, tendo a estreia prevista para este ano de 2018.

Agora é que são Elas

[Fotografia: Miguel Ângelo]

As cantoras Joana Machado, Marta Hugon e Mariana Norton juntaram-se numa nova aventura musical. Elas e o Jazz é o nome do projecto onde as três cantoras reinventam temas do cancioneiro jazzístico tradicional e da Broadway com refinadas harmonias vocais. As cantoras fazem-se acompanhar por um trio instrumental de luxo: João Pedro Coelho no piano, Romeu Tristão no contrabaixo e João Pereira na bateria – músicos que integram o reputado Ricardo Toscano Quarteto. A primeira actuação do grupo está marcada para o dia 6 de Outubro no Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal. O primeiro vídeo de apresentação deste projecto, uma interpretação do clássico “Devil May Care”, já pode ser visto aqui.

Está quase a chegar mais um Rescaldo

Maria da Rocha [Fotografia: Pedro Sadio]

Está quase a chegar a 11ª edição do festival Rescaldo, que vai apresentar onze concertos entre 16 e 24 de Fevereiro. Com programação de Travassos, o festival destaca algumas das propostas mais interessantes da música exploratória nacional.  O Rescaldo volta a assentar arraiais na Culturgest e vai promover novamente um concerto no (polémico) Panteão Nacional.

O festival arranca a 16 de Fevereiro, sexta-feira, com as actuações de Maria da Rocha (a apresentar o disco “Beetroot”) e do trio Diana Combo, Rafael Toral e Pedro Centeno no Pequeno Auditório da Culturgest. Também no mesmo auditório, no sábado, actuam a violoncelista Joana Guerra (solo) e o trio Harmonies (grupo de Joana Gama, Luís Fernandes e Ricardo Jacinto). Na tarde de domingo, às 16h30, a pianista Joana Gama apresenta-se em concerto no Panteão Nacional, com a interpretação de obras de Morton Feldman, Erik Satie e John Cage.

Na segunda semana de Rescaldo os concertos têm lugar na garagem da Culturgest. sexta-feira, 23 de fevereiro, há três concertos: Vitor Rua & The Metaphysical Angels,  Citizen: Kane & Hobo e Mmmooonnnooo + Quim Albergaria. O festival encerra no sábado, dia 24, com mais três actuações: EITR + Gabriel Ferrandini, Farwarmth e 10.000 Russos + Jonathan Uliel Saldanha.

Todos os concertos na Culturgest arrancam às 21h30 e têm o preço único de 6€. O concerto no Panteão Nacional tem entrada livre, mediante o pagamento do ingresso no Panteão (4€).

Disco: “Moonwatchers” de Slow Is Possible

Slow Is Possible
“Moonwatchers”
(Clean Feed, 2017)

Por esta altura os Slow Is Possible (SIP) já não serão uma completa surpresa, como aconteceu quando apresentaram o seu primeiro disco, editado pela coimbrã JACC Records. Contudo, não deixa de ser surpreendente esta original mescla de referências musicais, que entrecruza elementos de jazz, pós-rock e música de câmara, numa música que acaba por soar cinematográfica.

Os SIP são uma formação original que junta seis excelentes instrumentistas nacionais: Bruno Figueira (saxofone alto), João Clemente (guitarra elétrica e eletrónica), Nuno Santos Dias (piano), André Pontífice (violoncelo), Ricardo Sousa (contrabaixo) e Duarte Fonseca (bateria). Com uma configuração instrumental pouco habitual, o sexteto trabalha composições bem estruturadas, que convocam toda a panóplia instrumental, num inteligente trabalho de orquestração. (…)

Texto completo no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/discos/3258-moonwatchers/

Bay’s Leap com Paulo Chagas nas Caldas

Depois de tocar com o violinista Carlos Zíngaro (a 2 Fevereiro na Ler Devagar), o trio inglês Bay’s Leap vai actuar com outro improvisador português, o saxofonista Paulo Chagas. O trio de Noel Taylor (clarinete), Clare Simmonds (piano) e James Barralet (violoncelo) junta-se a Chagas para um concerto de música improvisada. O concerto terá lugar no Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, no dia 3 de Fevereiro às 17h00.

Montanhas Azuis e Giovanni Di Domenico na ZDB

Marco Franco e Norberto Lobo [Fotografia: Vera Marmelo]

No dia 3 de Fevereiro a Galeria ZDB acolhe as actuações de Montanhas Azuis e Giovanni Di Domenico. O italiano Di Domenico apresenta o disco “Insalata Statica”, ao leme de um octecto que junta Ananta Roosens, Vera Cavallin, Jordi Grognard, Niels Van Heertum, Miquel Casaponsa, Laurens Smet e Joao Lobo.

Montanhas Azuis é um projecto que junta dois músicos portugueses consagrados: Norberto Lobo (guitarra) e Marco Franco (bateria). Neste concerto a dupla vai contar com a colaboração do convidado Bruno Pernadas. Os bilhetes têm o preço de 8€ e estão disponíveis na Flur Discos, Tabacaria Martins e ZDB (segunda a sábado 22h-02h, reservas@zedosbois.org).

Há jazz no Juncal

Cláudia Franco

Aí está um novo festival, o Juncal Jazz. O Juncal é uma vila do concelho de Porto de Mós e vai acolher um pequeno festival que vai apresentar quatro concertos de jazz durante o mês de Março. O festival arranca no dia 3 com a actuação da Desbundixie; no dia 10 o Juncal recebe a cantora Cláudia Franco (acompanhada por Rui Caetano, João Custódio e Pedro Felgar); e no dia 17 há dois concertos: o Combo Jazz OFA e o novo quarteto do trompetista Diogo Duque (com Pedro Branco, Francisco Brito e José Salgueiro). Os concertos têm lugar na sede da URDJ (Rua Carreira da Vila 10, Juncal).

Memória: “Schwarzwaldfahrt” de Brötzmann / Bennink

Este texto foi a minha primeira colaboração com a revista Jazz.pt. Fui convidado a colaborar na Jazz.pt pelo Pedro Costa, na altura o director da revista, e esta crítica foi publicada no seu número 6, edição de Maio/Junho de 2006.

Peter Brötzmann / Han Bennink
“Schwarzwaldfahrt
(FMP, 1977; reed. Atavistic, 2006)

No fim do Inverno, dois músicos resolvem passar alguns uns dias na Floresta Negra, numa zona perto de Donaueschingen. Carregados com pão, bacon da região, truta fumada e algumas garrafas de vinho, instalam-se numa velha casa de madeira. Durante o dia vão para a floresta fazer música, música que surge no meio do arvoredo, música livre, improvisada. Com eles levam saxofones, clarinetes e pouco mais – e utilizam tudo o que encontram pelo caminho como instrumento musical. A história aconteceu em 1977 e teve como personagens dois fundadores da livre improvisação europeia: Peter Brötzmann e Han Bennink. Editado originalmente pela FMP, “Schwarzwaldfahrt” reuniu uma selecção dos melhores momentos que o duo gravou durante aqueles dias. Agora, quase trinta anos volvidos sobre a aventura, o disco foi reeditado, com o bónus de incluir um segundo disco com material que ficou de fora da primeira edição. Se à partida a ideia que esteve por trás da aventura já gerava curiosidade, o duo tratou de não defraudar as expectativas. Brötzmann, que é geralmente considerado o mais fiel seguidor de Albert Ayler, pelo teor incendiário do seu sopro, tem aqui uma prestação relativamente calma, distante do tom abrasivo que lhe é habitual. Han Bennink aproveita todos os objectos para fazer percussão e arranca sonoridades surpreendentes. Quase sempre em concordância, utilizando uma panóplia de instrumentos por vezes impossíveis de identificar, os dois músicos constroem fragmentos de ritmos e melodias que se sustentam em diálogo permanente. Sem alinhar em tretas neo-hippies, esta é uma celebração da música e da natureza, da música que nasce na floresta, nas árvores, na água. Pela dimensão que representa, como manifesto de música improvisada, este álbum é poesia natural.

Terence Blanchard vai à Casa da Música

O trompetista Terence Blanchard vai apresentar-se ao vivo na Casa da Música no dia 14 de Março. O virtuoso trompetista, também compositor e responsável pela música de muitos filmes (destaque para a sua parceria com o realizador Spike Lee) apresenta-se em concerto com a sua banda The E-Collective. A acompanhar o trompete de Blanchard estarão Charles Altura (guitarra), Fabian Almazan (piano), David “DJ” Ginyard Jr. (baixo) e Oscar Seaton (bateria). O preço dos bilhetes varia entre os 16 e 20.