Pedro Marques apresenta disco de estreia

O guitarrista Pedro Marques prepara-se para editar o seu primeiro álbum, “Building Walls With Sound”. Marques trabalha uma música próxima do rock progressivo, assumindo também influências jazzísticas. Antecipando a sua estreia discográfica, Pedro Marques apresenta-se.

Pode apresentar o seu percurso na música?
Aos doze anos alguns colegas meus começaram a ter aulas de guitarra clássica. Não sei explicar a razão, mas o instrumento fascinou-me desde o primeiro momento em que peguei numa. Estupidamente, na altura tive vergonha de pedir uma guitarra aos meus pais. Só mais tarde, com dezassete, após um amigo me ter deixado assistir a uma das suas aulas, é que resolvi comprar uma muito barata. Mostrou-me alguns acordes; a sensação de conseguir reproduzir uma coisa que antes me parecia inacessível tornou-se viciante. Tive algumas bandas de garagem, mas nunca passavam dos primeiros ensaios porque o nível de compromisso entre nós nunca era o mesmo. Já na faculdade, comecei a dar aulas de guitarra, usando o dinheiro para começar a dar os primeiros passos na produção musical. De forma mais ou menos intermitente, as aulas têm sido, para já, a minha principal ligação à música.

Influências determinantes para a sua própria música?
O meu primeiro grande ídolo foi o Slash dos Guns N’ Roses; aliás, no princípio não ouvia mais nada sem ser Guns e Metallica de manhã à noite. Depois, enquanto os Radiohead me ensinavam como organizar diferentes timbres por camadas, Paganini mostrava-me como se pode ser virtuoso sem descurar o sentido estético e a escolha de notas. Steve Vai e Gonçalo Pereira foram outras influências muito importantes nos primeiros anos. Continue reading “Pedro Marques apresenta disco de estreia”

Sara Serpa em tour nacional

[Fotografia: Márcia Lessa]

A cantora Sara Serpa acaba de editar um disco novo, “Close Up“, e vai apresentar-se ao vivo em Portugal. Nestes concertos a cantora estará acompanhada por Ingrid Laubrock  (nos saxofones) e Demian Cabaud (no contrabaixo, a substituir o violoncelista Erik Friedlander que toca no disco). No dia 17 de Julho o trio Serpa/Laubrock/Cabaud actua na Porta-Jazz, no Porto; no dia 18 apresenta-se na Casa da Cultura, em Setúbal; e nos dias 19 e 20 o trio toca no Hot Clube de Portugal. Além destes concertos com o trio, a saxofonista Ingrid Laubrock apresenta-se a solo no Solilóquios, no Porto, no dia 16 de Julho.

Famalicão vai ter Jazz na Caixa

Mónica de Nut

Vila Nova de Famalicão vai receber o ciclo de concertos Jazz na Caixa, uma iniciativa que conta com o apoio d’O Eixo do Jazz – Associação Luso-Galaica para a Promoção do Jazz. O programa realiza-se ao longo de três fins-de-semana, entre os dias 15 e 30 de Junho, e reúne projectos portugueses e galegos. A maioria dos concertos realiza-se no espaço ATC, o último concerto e as “jam sessions” nas noites de sábado terão lugar no Cru – Espaço Cultural. Aqui fica a agenda completa do Jazz na Caixa.

15 Jun, 22h30: André Fernandes “Centauri”
16 Jun, 18h00: Mano a Mano
17 Jun, 18h00: Atlantic Percussion Group & Eduardo Cardinho
22 Jun, 22h30: Javier Marcos Trio
23 Jun, 18h00: Mónica de Nut & Luís Martins
29 Jun, 22h30: Michael Lauren All Stars Trio
30 Jun, 18h00: Pedro Jerónimo Quinteto

“Paixão e folia para São João” no Maria Matos: os convidados

Joana Sá e Luís José Martins [Fotografia: Laís Pereira]

O Teatro Maria Matos apresenta no dia 24 de Junho, Dia de São João, os últimos concertos da temporada. Joana Sá e Luís José Martins apresentam o espectáculo “Paixão e folia para São João” em duas sessões, às 18h e às 21h, e serão acompanhados por um grupo de músicos convidados, onde se destaca a cantora grega Savina Yannatou. Aqui fica, em primeira mão, a lista completa de convidados deste espectáculo.

Piano: Joana Sá
Guitarra Clássica: Luís José Martins
Realejo, sanfona, sopros e percussões: Carlos Guerreiro
Harpa & electrónica: Eduardo Raon
Voz de quem clama no deserto: Nuno Moura
Percussão: Pedro Carneiro
Voz: Savina Yannatou
Contrabaixo: André Ferreira (10 anos)
Sopro e vento do deserto: Carlota Tavares (10 anos)
Alaúde: Matias Neves (10 anos)

São Luiz vai promover novo Festival de Jazz de Lisboa

[Fotografia: Rosa Castro]

O Teatro São Luiz acaba de anunciar a temporada 2018/2019, ano em que comemora os 125 anos. Um dos grandes destaques da programação é o nascimento de um novo festival de jazz, chamado de “Festival de Jazz de Lisboa”. Com a inesperada saída da Festa do Jazz, aquela que era uma das suas mais marcantes iniciativas, o teatro municipal reage agora com a criação de um novo festival, organizado em parceria com o Hot Clube de Portugal. O festival realiza-se entre 26 e 31 de Março de 2019 e a programação será a seu tempo revelada. Boas notícias para o jazz português!

Programa completo do QuebraJazz 2018

Bernardo Moreira [Fotografia: Márcia Lessa]

Entre Junho e Setembro vai realizar-se a 7ª edição do QuebraJazz, o festival urbano de jazz que se realiza anualmente nas Escadas do Quebra-Costas em Coimbra. A programação volta a combinar nomes consagrados com jovens valores e pelas Escadas do Quebra-Costas vão passar nomes tão diversos como: Bernardo Moreira (com o projecto Entre Paredes), Zé Eduardo, Salvador Sobral (com o projecto Alma Nuestra), Carlos Barretto, Maria João, Rita Maria (com os projectos Círculo e Saga Cega) e João Espadinha. Como já é tradição, o ciclo encerra com a actuação do Quebra Ensemble. Aqui fica o programa completo.

22 Jun: Dixie Gringos
23 Jun: Zé Eduardo Convida…
29/30 Jun: Kite
3 Jul: Carlos Barretto “Solo Pictórico”
6/7 Jul: Bernardo Moreira “Entre Paredes”
13 Jul: Maria João “Ogre”
14 Jul: Maria João “A poesia de Aldir Blanc”
20/21 Jul: Quinteto Jeffery Davis
27/28 Jul: Marta Hugon “Bittersweet”
3/4 Ago: João Espadinha “Kill the Boy”
10/11 Ago: Alma Nuestra
17/18 Ago: Saga Cega 
24/25 Ago: Círculo
31 Ago: Synesthesia 6tet
1 Set: Quebra Ensemble

Junho na Porta-Jazz

Hermon Mehari [Fotografia: James O’Mara]

Depois de ter marcado presença no Serralves em Festa e do Ciclo Porta-Jazz em Famalicão, neste mês de Junho a Porta-Jazz vai ainda apresentar concertos com os regressados “Sábados Porta-Jazz”. O jazz voltou a ter programação regular no Porto, agora na Rua de João das Regras 305 (à Praça da República), e até final de Junho estão agendados mais quatro concertos: Filipe Teixeira Trio (9 Junho), Hermon Mehari “Bleu” (16 Junho), The Nada (23 Junho) e Ricardo Coelho “Circle” (30 Junho). A entrada para estes concertos tem o preço de 5€ (e 3€ para membros da Associação Porta-Jazz).

Julho vai ser de Jazz em Braga

Peter Evans

Cumprindo aquela que já uma uma tradição no calendário jazzístico nacional, o gnration, em Braga, vai apresentar mais uma edição do ciclo “Julho é de Jazz”. O ciclo decorre entre 12 e 14 de julho e volta a revelar um programa interessante, atento à diversidade do jazz contemporâneo. O gnration vai acolher um total de quatro concertos, ao longo de três noites: The Bad Plus (dia 12), Pulverize the Sound (trio de Peter Evans, Tim Dahl e Mike Pride, dia 13), e quarteto de Bruno Pernadas e The Rite of Trio (dia 14). O trompetista Peter Evans orienta também uma “masterclass” no dia 14, às 14h00.

Há jazz no Santo António

O jazz vai marcar presença nas festas de Santo António em Lisboa. O duo Mano a Mano, de André e Bruno Santos, vai tocar na Igreja de Santo António no dia 8 de Junho, às 19h00. Este concerto está integrado no ciclo Trezena a Santo António, que se realiza até dia 13 de Junho, apresentando um programa musical variado, com actuações de Márcia, Mafalda Arnauth e Mur Mur, entre outros.

CCB 2018/19: apenas quatro concertos de jazz

Branford Marsalis [Fotografia: Tom Beetz]

O Centro Cultural de Belém acaba de revelar a programação para a temporada 2018/19. Na área do jazz é impossível ignorar o facto:  num programa recheado que atravessa diversas áreas, o CCB promove apenas quatro concertos de jazz!  O grande auditório vai acolher o Branford Marsalis Quartet (15 Março 2019), o pequeno auditório recebe concertos de Miguel Ângelo Quarteto (22 Novembro 2018), João Lencastre’s Communion 3 (2 Março 2019) e Pedro Segundo & Ross Stanley (4 Maio 2019). A estes juntam-se concertos pontuais do programa “CCB de Verão”. É pena que uma instituição cultural desta dimensão tenha uma programação jazz tão pobre, quase invisível.