SeixalJazz chega à 20.ª edição

Em 2019 o SeixalJazz chega às vinte edições. O festival realiza-se entre os dias 17 e 26 de Outubro, apresentando concertos no Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal e no Armazém 56, na antiga fábrica corticeira Mundet, com o SeixalJazz Clube. Pelo Fórum Cultural vão passar Kenny Barron Trio, César Cardoso Quartet, Peter Bernstein Quartet, Ralph Towner (editou em 2017 o belíssimo “My Foolish Heart”), Wojtek Mazolewski Quintet, Ricardo Toscano Trio (novo grupo com Géraud Portal no contrabaixo e Justin Faulkner na bateria) e John Beasley Monk’estra. O projecto “O SeixalJazz Vai à Escola” vai contar com um concerto comentado de Isabel Rato Quinteto. E pelo SeixalJazz Clube vão passar exclusivamente projectos nacionais: Fragoso Quinteto, Daniel Neto Quinteto, Miguel Rodrigues Trio, NoA, Indra Trio e Jeffery Davis Quintet. Aqui fica o programa completo.

Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal
17 Out, 22h00: Kenny Barron Trio
18 Out, 22h00: César Cardoso Quartet
19 Out, 22h00: Peter Bernstein Quartet
22 Out, 15h00: Isabel Rato Quinteto – O SeixalJazz Vai à Escola
23 Out, 22h00: Ralph Towner
24 Out, 22h00: Wojtek Mazolewski Quintet:
25 Out, 22h00: Ricardo Toscano Trio
26 Out, 22h00: John Beasley Monk’estra

SeixalJazz Clube
17 Out, 23h00: Fragoso Quintet
18/19 Out, 23h00: Daniel Neto Quinteto
23 Out, 23h00: Miguel Rodrigues Trio
24 Out, 23h00: Trio NoA
25 Out, 23h00: Indra Trio
26 Out, 23h00: Jeffery Davis Quintet

Ao vivo: Jazz em Agosto 2019

Em dois fins-de-semana, com concertos de quinta-feira a domingo, o Jazz em Agosto teve este ano como mote a música que está a ser feita em resistência às movimentações que pretendem fazer recuar o mundo para tempos mais negros. De modos diferentes, explícitos e implícitos, com 16 concertos que também tiveram desenlaces diversos. Com a resistência (ao fascismo, ao racismo, ao machismo, à homofobia e mais, capitalismo incluído) como mote, o festival da Gulbenkian ofereceu este ano uma panóplia variada de projectos do jazz e da improvisação que hoje se praticam dos dois lados do Atlântico. Um dos concertos, ainda que por causa da chuva, chegou a incluir todos – músicos e público – no palco, num fantástico exemplo de comunhão de sentimentos e propósitos. (…)

Reportagem de Nuno Catarino e Gonçalo Falcão. Texto completo no site Jazz.pt:
https://jazz.pt/report/2019/08/14/porque-resistir-e-preciso/

Jazz ao Largo de regresso a Barcelos

Mário Laginha Trio [Fotografia: Márcia Lessa]

Vem aí a quarta edição do Jazz ao Largo, o festival que leva jazz à cidade de Barcelos. O festival realiza-se entre os dias 11 e 15 de Setembro e apresenta concertos, workshops e free jazz sessions em diversos espaços da cidade. O festival de Barcelos vai apresentar Banda de Oliveira, Bruno Pernadas Quarteto, Jeffery Davis Trio, Mário Laginha Trio, The Selva, Carlos Bica (solo), Julius Gabriel e Tatabitato. Aqui fica o programa completo; todas as actividades têm entrada gratuita.

11 Set, 22H00: Banda Musical de Oliveira (Largo Dr. Martins Lima)

12 Set, 22H00: Bruno Pernadas Quarteto (Largo Dr. Martins Lima)

13 Set, 22H00: Jeffery Davis Trio (Largo Dr. Martins Lima)

14 Set, 11H00: Tatabitato – Oficina para crianças (Theatro Gil Vicente)

14 Set, 15H00: The Selva – Workshop de Improvisação (Frente Ribeirinha da Azenha)

14 Set, 17H00: The Selva (Frente Ribeirinha da Azenha)

14 Set, 22H00: Mário Laginha Trio (Largo Dr. Martins Lima)

15 Set, 17H00: Carlos Bica solo (Frente Ribeirinha da Azenha)

15 Set, 18H30: Julius Gabriel (BarcelosBus – entrada junto à Ponte Medieval)

Disco: “Eudaimonia” de José Lencastre Nau Quartet


José Lencastre Nau Quartet
“Eudaimonia”
(FMR, 2018)

Irmão do baterista João Lencastre, José Lencastre é um saxofonista criativo que tem explorado diversos universos sonoros, do rock ao funk. Recentemente editou o seu novo projecto, Nau Quartet, dedicado à improvisação livre, onde conta com a companhia do irmão João na bateria e de duas figuras centrais da cena improvisada nacional: Hernâni Faustino no contrabaixo e Rodrigo Pinheiro no piano (ambos membros do RED Trio). O quarteto apresentou-se ao mundo com o disco “Fragments of Always”, que deixou boas indicações, e é agora chegado o segundo registo, “Eudimonia”. Neste novo registo Lencastre mantém as premissas do disco anterior, liderando um quarteto que apresenta uma música directa, intensa, plena de energia. Improvisação pura, acesa, que cresce com as sugestões individuais, assente num focado sentido colectivo. A nau continua a navegar segura.

João Moreira dos Santos assinala 100 anos de Jazz em Portugal

O historiador e divulgador João Moreira dos Santos encontra-se a preparar várias iniciativas para assinalar os 100 anos de Jazz em Portugal. Moreira dos Santos toma como referência o dia 17 de Agosto de 1919, data em que foi publicada a primeira referência ao termo “jazz” na imprensa portuguesa, no jornal A Capital.

Uma das iniciativas é o documentário online “Txim, txim, txim, pó, pó, pó, pó: 100 anos de Jazz em Portugal”, da autoria de Fernando Mendes e João Moreira dos Santos. Este documentário reúne 13 curtos episódios e está disponível na íntegra no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=PGw35am4R9Q

No dia 17 de Agosto será lançado online um novo documentário, “What’s new, what’s next? A geração que se segue no jazz em Portugal”, onde são entrevistados jovens músicos portugueses (sub-30): Cláudio Alves, Tomás Marques, Marta Garrett, Gonçalo Neto, José Soares, Diogo Alexandre, Eduardo Cardinho, Vasco Pimentel e Bernardo Tinoco.

Também no dia 17 João Moreira dos Santos promove uma edição nocturna do Roteiro do Jazz, passeio pedestre com partida marcada às 21h00 e paragens nos principais teatros, clubes nocturnos (Bristol, Maxim’s, Regaleira, Montanha, Magestic/Monumental, etc.) e discotecas em que o jazz se fez ouvir na Lisboa dos loucos anos 20. Inscrições pelo email joaomoreirasantos@gmail.com.

Em paralelo, Moreira dos Santos e Cláudio Alves (voz e guitarra) vão promover recitais de gramofone, em sessões a realizar em diversos eventos (festivais Seixal Jazz, Caldas Nice Jazz, etc.). Estas sessões recuperam os recitais de gramofone que se realizavam nos anos 1920, nomeadamente, no cinema Tivoli em Lisboa.

Carlos Martins apresenta Mar-Planície

O saxofonista Carlos Martins vai apresentar um novo projecto, Mar-Planície. Para este projecto está prometida uma fusão entre jazz e Cante Alentejano, trabalhada a partir de composições originais. Neste projecto o saxofonista conta com a companhia de João Paulo Esteves da Silva, Carlos Barretto, Mário Delgado, Alexandre Frazão, o Grupo Cantares de Évora e ainda Manuel Linhares, Joana Guerra e José Conde. Este projecto será apresentado ao vivo no dia 15 de Agosto, no âmbito do Festival Artes à Rua, organizado pela Câmara Municipal de Évora.

Dois novos projectos de Rodrigo Gobbet

O músico brasileiro Rodrigo Gobbet acaba de editar registos de dois novos projectos. O baixista, que viveu em Lisboa e colaborou com músicos portugueses de improvisação livre, participa aqui em dois projectos com discos acabados de estrear. O quarteto PSCINA junta o baixo eléctrico de Gobbet com Maurício Rossi (voz e efeitos), Guilherme Pacola (bateria) e Joaquim Pedro (guitarra, sintetizador). No grupo MARV o baixo de Gobbet está acompanhado por Miguel Barella (guitarra e efeitos), Alex Antunes (sampler, percussão incidental, voz e manipulação de CDs) e Victor da Trindade (percussão e voz).

3 discos? A escolha de Alex Figueira

Nasceu na Venezuela, passou por Portugal e vive na Holanda. Alex Figueira é mentor dos Fumaça Preta, banda de rock psicadélico que tem conquistado o mundo e já actuou em Portugal (FMM Sines, Milhões de Festa, ZDB, Musicbox…). Em paralelo, Figueira lidera o Conjunto Papa Upa, onde trabalha uma exploração moderna da tradição polirrítmica venezuelana. Agora, acaba de editar o primeiro single em nome próprio, em regime afro-funk: “Platanito / Guacuco”. Lançámos-lhe o desafio: escolher 3 discos de jazz. A resposta do Alex não se limitou à escolha e à sua justificação, também explica a sua relação pessoal com o jazz. Obrigado, Alex!

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Colheita 2019: Realidades paralelas

O primeiro semestre do ano foi rico em jazz e música improvisada Made In Portugal. Em 2019 foram editados diversos discos da autoria de músicos portugueses e alguns desses álbuns foram já alvo de referências e destaques: “In Search of Light” (Eduardo Cardinho), “After Silence, Vol. I” (José Dias), “Summer Bummer” (The Attic), “Histórias do Céu e da Terra” (Isabel Rato), “The Clifton Bridge Landscapes” (Krake), “III” (TGB), “No Place to Fall” (Rodrigo Amado & Chris Corsano), “Boundaries” (Manuel Linhares), “The Garden of Earthly Delights” (André Carvalho), “Vol. III” (Mano a Mano), e “Volúpias” (Gabriel Ferrandini). Além destes, vários outros merecem atenção. Desde o jazz mais ligado a correntes mainstream até à pura improvisação livre, várias foram as propostas apresentadas por músicos nacionais, realidades musicais diferenciadas e muito válidas, que podem co-existir em simultâneo. Aqui ficam alguns dos destaques da colheita nacional 2019. Continue reading “Colheita 2019: Realidades paralelas”