Sunny Murray (1936-2017)

O lendário baterista Sunny Murray, um dos pioneiros do free jazz, morreu no dia 8 de dezembro. Percussionista original, participou em discos lendários como “Spiritual Unity” (Albert Ayler, 1964), “Yasmina, a Black Woman” (Archie Shepp, 1969) e “Echo” (Dave Burrell, 1969); na condição de líder gravou discos marcantes como “Sonny’s Time Now” (1965), “Sunny Murray” (1966) e “Sunshine” (1969). Actuou por várias vezes em Portugal e chegou a colaborar com os portugueses Telectu, parceria registada no disco “Quartetos” (2002). Descanse em paz.

Obituário no jornal Público:
https://www.publico.pt/2017/12/09/culturaipsilon/noticia/morreu-o-lendario-baterista-de-jazz-sunny-murray-1795436

Disco: “E Depois…” de Pedro Nobre

Pedro Nobre
“E Depois…”
(Ed. autor, 2017)

Oriundo da Marinha Grande, o pianista Pedro Nobre apresenta-se ao mundo com o seu disco de estreia “E Depois…”. Com formação que passou pela Escola de Jazz Luiz Villas Boas (do Hot Clube de Portugal) e pela Escola Superior de Música de Lisboa, o jovem pianista integra a Orquestra Jazz de Leiria. Chegada a hora de se mostrar na condição de líder, numa edição de autor o músico apresenta um conjunto de sete temas originais e ao seu lado está um grupo que exibe segurança, reunindo nomes fortes da cena jazz portuguesa: o saxofonista Pedro Moreira, o guitarrista Nuno Costa, o contrabaixista António Quintino e o baterista Pedro Felgar. Desde logo, o pianista mostra que não quer colocar apenas o foco sobre si próprio, que o seu objectivo não é exibir a técnica instrumental, aliás, tem o gesto generoso de convidar dois outros solistas – Moreira e Costa. Nobre investe num grupo sólido que trabalha uníssonos impecáveis no desenho das melodias. Saxofone, guitarra e piano sabem articular-se entre si para evitar atropelos, num trabalho harmónico competente. (…)

Texto completo no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/discos/3234-e-depois%E2%80%A6/

Lx Jazz Sessions de regresso


Pablo Lapidusas

As Lx Jazz Sessions, que animaram o Bicaense durante o Verão, estão de regresso durante o mês de Dezembro, agora no bar Rive Rouge, em Lisboa. Todas as quartas-feira há concertos de jazz: Ricardo Toscano Quarteto (dia 6); Mark de Clive-Lowe (dia 13); Chiara Civello (dia 20); e PLINT – Pablo Lapidusas Internacional Trio (dia 27). A entrada é livre, os concertos arrancam sempre às 22h30 e após os concertos há DJ set com DJ Johnny.

Ao Vivo: Silva canta Marisa


[Fotografia: Luís Felipe Moura]

Com o disco ainda fresco, editado no final do ano passado, o cantor brasileiro Silva apresentou no Theatro Net Rio, no Rio de Janeiro, as canções ao vivo. Nesse disco o cantor reinterpreta canções de Marisa Monte, temas originais e músicas alheias gravadas e popularizadas pela cantora. A banda subiu ao palco e Silva, além da voz, era também responsável pelos teclados (piano eléctrico e sintetizador). Ao seu lado estava um sólido trio instrumental: Rodolfo Simor (guitarra eléctrica), Jackson Pinheiro (baixo eléctrico) e Hugo Coutinho (bateria). O concerto abriu com “Chuva no Brejo”, tema de Moraes Moreira gravado em 1975, a música que popularizou a expressão “Barulhinho Bom” (também título de um dos seus discos mais memoráveis). Seguem-se vários temas de Marisa: “Ainda Lembro”, “Na Estrada”, “O Bonde do Dom”. A interpretação de Silva é irrepreensível, a voz sempre no ponto, nunca falha, não arrisca uma nota ao lado, exibe profissionalismo. O entusiasmo do público é crescente. Após este bom arranque entrou um bloco de temas alheios, com a interpretação de três temas lendários dos anos ’70 e ’80: “De Noite na Cama”, tema de Caetano Veloso (neste momento percebemos que a voz de Silva de aproxima muito do registo de Caetano); “O Que Me Importa” de Tim Maia (belíssima); “Acontecimento” de Hyldon (herói menos conhecido, é urgente dar atenção ao álbum “Na Rua, Na Chuva Na Fazenda”). (…)

Reportagem completa no site Bodyspace:
http://bodyspace.net/ao-vivo/1780-silva/

Dezembro no Hot Clube

João Lencastre

O Hot Clube de Portugal acaba de apresentar a sua programação para o mês de Dezembro. Pelo clube da Praça da Alegria vão passar muitos nomes grandes nacionais: João Barradas, Ricardo Toscano (quarteto a tocar “A Love Supreme”), Afonso Pais, João Hasselberg (Spectral Songs), Mário Laginha e João Lencastre (apresentação do novo disco “Movements In Freedom”). As jam sessions – sempre às terças-feiras, com entrada livre – continuam a ser organizadas pelo baterista Luís Candeias.

Programa completo [PDF]

Trio de Jazz de Loulé no Liceu Camões

O Trio de Jazz de Loulé apresenta-se ao vivo pela primeira vez em Lisboa com um concerto no Auditório do Liceu Camões. Este grupo junta três valores seguros da nova geração do jazz português: o pianista João Pedro Coelho, o contrabaixista António Quintino e o baterista João Pereira. O concerto está marcado para dia 1 de Dezembro, sexta-feira, às 21h30, e a entrada custa 3€ (reservas via email subscriber@uniquebooking.eu).

ZDB estreia quarteto inédito

Gabriel Ferrandini e Luís Lopes [Fotografia: Vera Marmelo]

A Galeria ZDB, em Lisboa, vai promover a estreia de um quarteto inédito de improvisadores. O grupo vai reunir três nomes fundamentais da cena improv portuguesa – Rodrigo Amado (saxofones), Luís lopes (guitarra) e Gabriel Ferrandini – com o norte-americano Fred Lonberg-Holm (violoncelo). O concerto está agendado para o dia 8 de Dezembro, às 22h. Os bilhetes custam 8€ e estão à venda na Flur Discos, Tabacaria Martins e ZDB (reservas@zedosbois.org).

Spectral Songs em tour nacional

O contrabaixista e compositor João Hasselberg vai apresentar o seu novo projecto com uma tour nacional. O grupo Spectral Songs é um projecto internacional que junta o contrabaixista português com Jedrzej Lagodzinski (saxofone, Polónia), Rudolfs Macats (piano e Juno-60, Letónia) e Simon Albertsen (bateria, Noruega). O quarteto promete uma música que nasce do equilíbrio entre a composição e a improvisação, evocando uma atitude de introspecção. Aqui fica a agenda completa de espectáculos do quarteto Spectral Songs em Portugal.

1 Dez: Salão Brazil, Coimbra
3 Dez: SMUP, Parede
6 Dez: Passos Manuel, Porto
7 Dez: Teatro Garcia de Resende, Évora
8 Dez: Centro Cultural e de Congressos, Caldas da Rainha
9 Dez: Hot Clube de Portugal, Lisboa

Orquestra Jazz de Matosinhos convida… Manel Cruz

A Orquestra Jazz de Matosinhos está a preparar as novidades para 2018 e uma delas será uma inesperada colaboração com Manel Cruz. O ex-vocalista dos Ornatos Violeta será convidado da orquestra e o espectáculo em parceria terá a sua estreia no dia 9 de Junho na Casa da Música (Sala Suggia). Os bilhetes para este concerto serão colocados à venda em breve.

Sobre a colaboração, Manel Cruz escreveu: “Neste momento não faço a mínima ideia de qual vai ser o resultado desta parelha. Foi essa uma das coisas que me atraíram neste convite. Reduzir as canções ao essencial e oferecê-las a uma outra linguagem como sacrificando um animal a um qualquer deus da brincadeira. As músicas não valem nada sem quem as toca, são como peúgas vazias com olhos abotoados à espera de uma mão que as anime. Eu tenho umas dúzias delas que espero elásticas, e se o não forem, que rompam.”