“Improvisando”: apresentações em Coimbra e Porto

Próximas apresentações do livro Improvisando – a nova geração do jazz português:

20 Dezembro, sexta-feira, 18h30:
Salão Brazil – Coimbra

22 Dezembro, domingo, 17h00:
Livraria Flâneur – Porto

No século XXI e, particularmente, nesta década de 2010, testemunhámos o surgimento de uma novíssima geração de jovens músicos que propõem novas ideias e novos caminhos para o jazz. O livro Improvisando – a nova geração do jazz português, de Nuno Catarino (crítico de jazz) e Márcia Lessa (fotógrafa), reúne entrevistas a catorze músicos que são representantes desta nova vaga: Ricardo Toscano, João Hasselberg, André Santos, Rita Maria, Desidério Lázaro, Pedro Branco, João Barradas, Gabriel Ferrandini, Sara Serpa, Luís Figueiredo, César Cardoso, Susana Santos Silva, João Mortágua e Pedro Melo Alves. O livro tem edição do Hot Clube de Portugal e é complementado com uma lista de discos essenciais de jazz português do século XXI, uma seleção de pistas de audição para quem queira descobrir ou conhecer melhor o jazz e as músicas improvisadas que se fazem em Portugal.

Entrevista: José Lencastre Nau Quartet

Com um terceiro álbum, agora saído com carimbo Clean Feed, gravado ao vivo em Moscovo, o Nau Quartet soma e segue num percurso que tem de tão curto quanto de assinalável, tendo chamado a atenção da crítica internacional e do público amante da música improvisada e do jazz criativo que se espalha pelo mundo. Estivemos à conversa com José Lencastre, o líder saxofonista, para saber mais sobre este projecto. Continue reading “Entrevista: José Lencastre Nau Quartet”

Disco: “Solo” de Bernardo Sassetti

Bernardo Sassetti
Solo
(Casa Bernardo Sassetti, 2019)

O impacto de Bernardo Sassetti na cena do jazz português – e na música portuguesa em geral – é incomensurável. Pianista e compositor, Sassetti contribuiu decisivamente para definir o cânone da música portuguesa contemporânea, particularmente com os seus discos editados na primeira década do século XXI. O pianista iniciou a sua discografia ainda nos anos ’90, mas é na década de ’00 que cristaliza a sua música, ao editar os trabalhos artisticamente mais relevantes:  Nocturno (2002), Indigo (2004), Alice (2005), Unreal: Sidewalk Cartoon (2006) e Motion (2010); além de colaborações memoráveis com Mário Laginha, Will Holshouser e Carlos do Carmo, entre outros.

A música de Sassetti foi definida por um magnífica sensibilidade interpretativa, combinando uma preciosa atenção à melodia ao mesmo tempo que embarca em sublimes explorações dentro da cada tema, resultando frequentemente numa ambiência cinematográfica (e são várias as ligações da sua música ao cinema). A sua morte, em 2012, deixou um vazio enorme, interrompeu cruelmente um percurso que prometia ainda mais, e confirmou o estatuto de lenda.

Em 2019 a música de Sassetti continua viva. Por iniciativa da Casa Bernardo Sassetti, instituição fundada após a sua morte para promover o seu legado, a música de Sassetti tem sido revista e reinterpretada por músicos da nova geração do jazz português (Ricardo Toscano e Bruno Pernadas já o fizeram) e este ano foram editados dois trabalhos que se servem do seu repertório para apresentar homenagens originais: The Wake of an Artist – Tribute to Bernardo Sassetti pelo Alberto Conde Iberian Roots Trio e Big Band Júnior Abraça Sassetti pela Big Band Júnior.

Este disco Solo, agora publicado pela Casa Bernardo Sasseti, reúne um conjunto de gravações que o pianista efectuou no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, no ano de 2005. Na altura corria a crença de que o piano do teatro tinha características únicas e Sassetti foi aos Açores gravar a sua música, composições novas e antigas, na companhia do produto Nelson Carvalho.

Os temas aqui apresentados seguem na linha daquilo que lhe conhecemos, sem particular novidade, navegando entre a tradição portuguesa e a atmosfera do cinema, sempre trabalhados com detalhe, delicadeza e sofisticação. Além dos temas da sua pena, há ainda uma revisão da composição “After the Rain” de John Coltrane, que Sassetti refaz explorando a sua carga dramática – e que encaixa de forma perfeita no alinhamento do disco.

Conforme anunciou a directora artística da Casa, Inês Laginha, este disco é apenas o primeiro de nove álbuns inéditos, que serão editados nos próximos anos. A memória de Sassetti não se apaga, mas estas gravações relembram-nos a beleza intemporal da sua música. Venham os próximos!

Luís Barrigas apresenta novo disco “Indra”

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O pianista Luís Barrigas acaba de editar um novo disco, Indra. Gravado em trio com João Custódio (contrabaixo) e Jorge Moniz (bateria), este novo disco será apresentado ao vivo no Hot Clube em Lisboa nos dias 11 e 12 de Dezembro e na Casa da Cultural de Setúbal no dia 14 de Dezembro. Numa pequena entrevista, o pianista apresenta-nos este novo álbum.

Quais foram as primeiras influências no piano?
Não é fácil responder de forma concreta a essa pergunta, uma vez que comecei a ter aulas de teclado com cinco anos num órgão de dois teclados e pedal, a fazer baixos com os pés. Nessa altura, os ídolos eram as bandas de pop e rock que se ouviam lá em casa e que ia aprendendo com o meu irmão mais velho o nome de alguns pianistas/teclistas, no caso dos Pink Floyd (Richard Wright), que ainda hoje é um nome presente. O piano aparece como forma de estudo por volta do início da adolescência. Aí comecei a ter interesse também no jazz e curiosamente lembro-me de ser mais influenciado pelos portugueses, que faziam parte do jazz que ouvia na altura. Em meados dos anos 90 recebi um CD do André Sarbib que ouvi bastante, Coisas da Noite, assim como a música do António Pinho Vargas e, a dada altura, o Mário Laginha e o Bernardo Sassetti, que recordo ouvir num concerto do Carlos Barreto em Azeitão. Em ’98 comprei um disco do Keith Jarrett em trio, Concert 1996, e mudou muita coisa na minha visão do piano, assim como o disco do Chick Corea, Now He Sings, Now He Sobs. Continue reading “Luís Barrigas apresenta novo disco “Indra””

Alfredo Costa Monteiro apresenta performance sonora no TBA

Depois de se ter apresentado a solo no Semibreve 2018, Alfredo Costa Monteiro apresenta uma performance sonora no TBA – Teatro do Bairro Alto, em Lisboa. Músico natural do Porto, a residir em Barcelona desde 1992, Costa Monteiro vem a Lisboa apresentar Anéis de Fogo, uma peça eletroacústica que oscila entre a improvisação e a composição, o controlo e o acaso. Costa Monteiro apresenta-se ao vivo no dia 19 de dezembro, às 19h00. Os bilhetes têm o preço de 12€ (5€ para menores de 25 anos).