Wojtek Justyna TreeOh! em tour nacional

O quarteto Wojtek Justyna TreeOh! vai realizar uma tour em Portugal entre Fevereiro e Março. Este grupo é liderado pelo guitarrista polaco Wojtek Justyna, músico radicado na Holanda, e inclui o percussionista português Diogo Carvalho. O grupo editou recentemente o disco o seu segundo disco, “Get that Crispy”, e apresenta uma música de fusão jazz-funk. Este quarteto trans-nacional junta o polaco Justyna (guitarra eléctrica), o austríaco Daniel Lottersberger (baixo eléctrico), o alemão Alex Bernath (bateria) e o português Diogo Carvalho (percussão). Aqui fica o calendário completo da tour.

22 Fev: Tokyo, Lisboa
23 Fev: 7 Arte Café, Castro Verde
24 Fev: Cantaloupe, Olhão
28 Fev: Fábrica Braço de Prata, Lisboa
1 Mar: Cascais Jazz Club, Cascais
2 Mar: Salão Brazil, Coimbra

Ciclo “Jazz Improv / Free Jazz” no Hot Clube

The Selva

O Hot Clube acaba de apresentar o programa para o mês de Fevereiro e início de Março. Um dos destaques da programação é o ciclo “Jazz Improv / Free Jazz”, que vai apresentar seis concertos de música improvisada ao longo de três noites, dois concertos por noite. O ciclo vai apresentar concertos do trio de Rodrigo Amado, Hernâni Faustino e João Lencastre, do quarteto Carlos Zíngaro / Ulrich Mitzlaff / Alvaro Rosso / João Pedro Viegas, do Quinteto Ex-Tempore (Ernesto Rodrigues, Luís Lopes, Nuno Torres, Miguel Mira e José Oliveira), do trio de Luís Vicente, Hugo Antunes e Melo Alves, dos The Selva e do trio Pedro Sousa / Rodrigo Pinheiro / Gabriel Ferrandini. Aqui fica o programa completo do Hot.

Programa HCP – Fevereiro 2019 [PDF]

“Trompetes, Trombones e Saxofones” na rádio Radar

A partir desta semana a Rádio Radar promove uma nova rubrica de jazz. Chama-se “Trompetes, Trombones e Saxofones” e promete “passagem pelas várias ramificações do estilo musical, desde o swing das big bands ao bebop e ao free jazz mais improvisado e avant-garde, com espaço também para algum jazz vocal”. A rubrica pode ser ouvida de segunda a sexta, às 07h15, 11h30, 14h45 e 19h45, em 97.8 FM (Lisboa) ou radarlisboa.fm.

Entrevista: Alberto Conde

“The Wake of an Artist – Tribute to Bernardo Sassetti” contém três interpretações de temas deste e uma série de originais de Alberto Conde e Pablo Beltrán inspirados no homenageado, para além de um do violetista José Valente, com a sua participação solística, e o “ex-libris” de Sassetti, “Musica Callada” de Mompou. É a primeira vez que uma figura do jazz de outro país revisita a música do malogrado pianista e compositor, com o galego a fazer-se acompanhar por quem partilhou com o português tão boa música, Carlos Barretto e Alexandre Frazão. O disco chega como uma surpresa e é aqui apresentado na primeira pessoa…  Continue reading “Entrevista: Alberto Conde”

“Dúcon”: Experimentação do Uruguai

Do Uruguai chega uma proposta experimental pouco comum. O disco “Dúcon” regista o encontro musical entre Santiago Bogacz (guitarras e voz) e Antonino Restuccia (contrabaixo). Esta música foi gravada ao vivo, em Setembro do ano passado em Montevideo, e mostra a dupla num processo de improvisação. Ao longo de uma faixa única de 38 minutos Bogacz e Restuccia dialogam, numa estratégia de pesquisa, procura, encontro e desencontro. O resultado é uma interessante mescla onde se cruza improvisação livre com free folk. O disco está disponível online, no Bandcamp.

Disco: “Autotelic” de Javier Subatin

Javier Subatin
Autotelic
(Sintoma, 2018)

Argentino a residir em Portugal, o guitarrista Javier Subatin (Buenos Aires, 1985) tem aqui o seu disco de estreia como líder. O projecto nasceu como duo, numa colaboração entre Subatin e o pianista português João Paulo Esteves da Silva. A formação completa-se com mais três músicos nacionais: Desidério Lázaro no saxofone, André Rosinha no contrabaixo e Diogo Alexandre na bateria.

Neste disco “Autotelic” Subatin faz questão de assinar a composição de todos os oito temas. O diálogo entre guitarra e piano está no centro desta música, a guitarra eléctrica de Subatin comunica com o piano de Esteves da Silva e o disco é deles, vive desse contínuo diálogo, dessa interação permanente. Pontualmente, Lázaro contribui com o seu saxofone criativo e Rosinha e Alexandre apoiam a base rítmica. Continue reading “Disco: “Autotelic” de Javier Subatin”

El Intruso: 11th Annual Critics Poll

Fui convidado a participar na votação anual do site El Intruso, que reúne as escolhas de mais de 50 críticos de jazz e música improvisada de diversos países. Aqui estão os resultados finais:

Músico do ano: Tyshawn Sorey
Músico revelação: Maria Grand
Grupo do ano: Steve Coleman and Five Elements
Grupo revelação: Mary Halvorson’s Code Girl
Disco do ano: “Pillars” – Tyshawn Sorey (Firehouse 12)

Votações completas no site El Intruso:
elintruso.com/2019/01/05/encuesta-2018-periodistas-internacionales

João Alegria apresenta-se

João Alegria é um original guitarrista português. Integrou a primeira formação do trio Bande à Part, tem desenvolvido um interessante percurso a solo e vem trabalhando em vários duos: com Ricardo Ribeiro, Leonor Castro (Tacet), Carlos Godinho (quem) e Bruno Sousa Villar (devir). A solo actuou no festival Rescaldo (2012) e desde 2011 vem publicando gravações na sua página Bandcamp, um ciclo que se fecha agora com a edição do novo “XXXII”. Em entrevista, João Alegria apresenta-se, fecha um ciclo e olha para o futuro. Continue reading “João Alegria apresenta-se”

3 discos? A escolha de Carlos Bica

[Fotografia: Vera Marmelo]

O contrabaixista e compositor Carlos Bica é uma das figuras maiores do jazz português. É mentor do trio Azul, com Frank Möbus e Jim Black, com quem gravou discos como “Look What They’ve Done To My Song” ou “Believer” e já em 2018 editou o álbum “Azul In Ljubljana” (Clean Feed). Mantém o projecto Diz, uma parceria com a cantora e actriz Ana Brandão. Em 2005 gravou um disco a solo, “Single”, publicado pela editora Bor Land. E editou o disco “Matéria Prima”, ao leme de um grupo que inclui o pianista João Paulo Esteves da Silva. Tem colaborado com o quarteto berlinense MOVE String Quartet e no ano passado iniciou uma nova parceria com os músicos nacionais André Santos e João Mortágua. Carlos Bica aceitou o desafio de escolher três discos de jazz. O contrabaixista confessa: “optei pela escolha espontânea de três álbuns que me ocorreram”. Estas são as suas escolhas.

 


Bill Evans – “You must believe in Spring”
(Yellowbird, 1977)

“Este é um dos meus discos favoritos desde sempre, de um lirismo único e de uma beleza impressionista, “You must believe in Spring” é poesia pura. Apesar de Bill Evans certamente não ter tido essa intenção, soa como se de um álbum conceptual se tratasse, cada faixa flui na seguinte, não permitindo ao ouvinte abandonar o barco. Será provavelmente o álbum de Bill Evans onde a sua personalidade musical está mais inerente. Este disco conta com a participação do maravilhoso Eddie Gomez no contrabaixo. Eddie Gomez foi, juntamente com o Charlie Haden, um dos contrabaixistas que mais ouvi quando comecei a estudar música, recordo-me de ouvir os solos do Eddie Gomez e de ficar surpreendido pela riqueza melódica dos seus improvisos, achando impressionante ser possível improvisar daquela maneira, “on the spot”, como se de uma excelente composição escrita se tratasse.”

 


Marc Johnson – “Right Brain Patrol”
(JMT Records, 1992)

“Este foi o álbum que serviu de inspiração para o meu primeiro disco – “Azul”, de 1996. Não terá sido tanto pelas composições, mas antes pelo modo como as canções são tocadas e pelo modo como os músicos trocam de papéis. É um disco sem rótulos, aberto às músicas do mundo. Marc Johnson editou dois anos mais tarde um segundo álbum com este mesmo projecto, onde Wolfgang Muthspiel substituiu Ben Monder na guitarra, mas que infelizmente não possui a leveza e magia que se sente ao ouvir “Right Brain Patrol”. Cada músico é único e é muito sensível mudar um dos três vértices de um triângulo que se diz perfeito.”

 


Jun Miyake – “Stolen from Strangers”

(Yellowbird, 2008)

“Este álbum é um excelente exemplo em como qualquer música poderá servir como fonte de inspiracäo para criar algo de novo e pessoal. O título do álbum, “Stolen from Strangers”, diz tudo e não deixa de ser  curioso ser o próprio músico e compositor a dar-lhe este título. Cada faixa do disco tem um convidado diferente. O ouvinte é levado a saltar entre universos musicais bem distintos mas que aqui convivem e se harmonizam. Não é jazz, é música do mundo. É um disco alegre que eu gosto volta e meia de ouvir.”